Comentário de Manuel Sá Lopes
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Caro Luis Gaspar,
Só posso encarecidamente agradecer-lhe pela publicação dos meus simples poemas no Estúdio Raposa. Ouvi-os logo que tomei conhecimento, gravei-os e gostei muito. Gostei de tudo, da apresentação, com o poema de introdução, e da opção pelos poemas sobre as terras de Portugal, pois assim, os poemas que eu criei podem dizer algo a muitas mais pessoas. Pois considero que um dos problemas da poesia é muitas vezes ter um grande significado apenas para os autores.
Aproveito também para manifestar o meu aplauso ao “Diário de um Louco”, que gostei muito, e espero um dia ver por aí outra obra publicada.
Para mim o Estudio Raposa só peca por não ter mais publicações, pois não me canso de o ouvir, embora saiba que custe mais fazê-lo.
Sei que fiquei mais rico após esta publicação. E esse enriquecimento devo-o a si, Luis Gaspar, por isso quero de novo agradecer-lhe e dar-lhe os parabéns por este trabalho maravilhoso.
Os mais sinceros cumprimentos
Manuel Sá Lopes
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Encantada ao ouvir os belíssimos sonetos de Núria Carla Figueiredo. A voz maviosa somou-se à sensibilidade da grande Sonetista Núria o que muito a mim encantou assim como todos que aqui comigo tiveram a honra de ouvir declamados de forma magnífica os Sonetos da grande e maravilhosa Núria. Sensibilidade e doçura eis os Sonetos de Núria declamados em tão bela voz. Grande abraço e parabéns à Sonetista Núria pela infinda capacidade de captar os mais profundos anseios da alma.
Dorothy Santos Carvalho
Goiânia-Goiás-Brasil
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Núria
Tive o privilégio de ouvir os teus sonetos na voz de Luis Gaspar. Fiquei deveras emocionado, e isso porque sempre fui uma pessoa sensível ao belo. Estou convencido que tenha duas existências: A material e a espiritual. A primeira atua como a ferramenta dos meus atos nas tarefas do dia a dia. A segunda eleva o meu pensamento pelos verdes campos da minha fértil imaginação, fazendo com que viva momentos indescritíveis de puro êxtase . E um deles é quando minha alma é tocada por uma música suave ,ou mesmo um poema, e mesmo uma linda paisagem, que consigam arrancar de dentro de mim toda a sensibilidade que tenho para externar ao mundo. Minha criatividade vem daí. Nada sou sem que antes receba o combustível que irá alimentar os segredos poéticos que guardo no fundo do meu ser.
Tua poesia ajuda bastante nesse mister. Já disse que és detentora de grande sensibilidade , e isso para mim é um dom divino. Poucas pessoas são agraciadas com essa dádiva.
Desejo felicidades, como sempre, e esteja certa de que sua obra ajuda a todos a acumular as energias vitais ao enfrentamento de nossas duras realidades.
Um abraço
Roberto Fraga.
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá ilustre compatriota Luis Gaspar…
Apenas umas singelas palavras para expressar quanto admirei o seu trabalho que representa um verdadeiro monumento na arte de recitar.
Os meus mais sinceros parabens pela eloquência e pelo profissionalismo
que deixa transparecer neste seu espaço cibernético.
Tambem escrevo há muitos anos e tento dizer poesia mas rendo-me à sua magnânima forma de a apresentar.
No próximo e mail vou enviar-lhe um simples soneto.
Convido-o se tiver usn minutos a fazer uma breve visita à minha página.
Já guardei a sua pois tenho a certeza que irei aprender MUITO
ao ouvir as suas sublimes récitas.
O meu mais caloroso abraço Lusitano com desejos dum optimo fim de semana.
Fraternas Saudações
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
Entre aqui na minha sala de visitas:
http://www.ecosdapoesia.com
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá Luís!
Eu não somente ouvi, mas também fui às lágrimas, ao ver meus sonetos serem tão bem declamados. Com alma, força e sensibilidade. Eu se pudesse falaria todas as palavras do mundo para te agradecer. Mas, meus dedos estão estáticos, trêmulos de alegria e emoção. Amigo, posso chamá-lo assim? Você realizou um sonho meu, que era de estar entre vocês, povo lusitano do qual tenho raízes. Estar aí foi como voltar à casa de meus avós. Sempre entrarei em contato com você, se assim o permitir. E que sejas muito feliz em sua vida, para que realize sonhos de muitos escritores, como fizeste comigo. Fica em paz e até breve! Núria
Ps: se puder, visite-me no site Recanto das Letras. Será uma honra.
Núria Carla Figueiredo Silva
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá Luís,
Que belíssimo dom os deuses lhe concederam! Evoé! Meu nome é Elton Becker, também sou locutor e moro no Brasil, aqui no sertão da Bahia, ao sudoeste de onde os lusíadas chegaram em 1500.
Parabens pelo seu trabalho. Há muito não via um trbalho que me empolgasse tanto. Felicidades e vida longa.
Elton
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Palavras de Ouro 106
Maria Alberta Menéres
Perante o curriculum de peso, fico sem palavras para análise.
As de Ramos Rosa são, decerto, o retrato fiel da escritora.
Devo lê-la. Tenho é que optar entre poesia ou prosa.
Pelo que acabei de ouvir, talvez prosa. Fascinou-me a facilidade do diálogo sobre o tema “Primavera”.
Mais uma vez, nunca é demais dize-lo, o seu programa está a dar cores novas à nossa literatura, difundindo valores não muito conhecidos do grande público.Mas há que dar valor ao chamado “grande público” que
se cultiva à sombra de revistas e livros menores?
Enfim; tema para grande debate.
João Manuel Carreira
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Diário de um Louco (ultima apreciação)
Concluído o teu trabalho com o 5º e último episódio da obra em referência, é tempo de ajuizar, na simplicidade dum ouvinte atento mas não dado a entendimentos de teatro radiofónico, a obra na sua totalidade.
E, para melhor resultar esta espécie de crítica, resolvi reunir todos os episódios, sentar-me na comodidade possível, e ouvir integralmente todo o texto.
Resulta esta experiência; fiquei sem os intervalos e, assim, “vivo” a evolução interpretativa à medida que o protagonista vai aumentando o seu estado de demência.
Há momentos muito bons; a aspereza ou a suavidade da voz condizem – ou fazem-me convencer disso – com o espírito dum doente em delírio que, todavia, tem ainda discernimento para apontar o seu dia-a-dia num caderno ou em simples folhas soltas.
De realçar ainda – e o mérito é teu e não do autor – a entoação “carinhosa” em personagens que para ele, escriturário Rei de Espanha, são dignas da sua “simpatia”.
Aponto alguns momentos muito bem dirigidos: “Entre mim e o Rei de Espanha não existe qualquer semelhança” – as gargalhadas que antecedem “fui por brincadeira” e
“a carta é um disparate” – a aceitação e convicção das alternativas dos transportes da época: “os vapores andam realmente muito depressa” – o queixume dorido, quase de menino: “bateu-me com um pau nas costas e magoou-me” – a entoação nos conhecimentos físicos do universo: “ocorreria um fenómeno estranho; a terra pousará na lua”.
Mas nem tudo são rosas, meu caro locutor/actor. Os dias do calendário são ditos, em meu entender, muito convictamente.
“Nunca passei por um inferno como este” deveria ter tido uma força de revolta.
Mais uma ou outra coisita que não me ocorre de momento e seria desconchavado ir procurar.
Mas a parte final é empolgante; uma autêntica despedida da vida.
Para ponto final é muito bonita a homenagem à literatura russa e o confessares que te deu prazer executar este trabalho.
A mim deu-me um enorme prazer em o ouvir.
Luís Pinto
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Viva Luís Gaspar,
Quero felicitá-lo pelos excelentes trabalhos com que nos tem presenteado. Nessa linha está o estupendo audiolivro “O Diário de um Louco”.
Como cego que sou, aprecio muito os audiolivros.
Também gosto muito de escrever e já dei à estampa dois livros de contos.
Em anexo, envio-lhe precisamente o meu 2º livro “Para Além do Olhar”.
Caso seja do seu agrado, dou-lhe toda a liberdade para o postar em audio.
Sentir-me-ia até muito honrado.
Um Abraço literário,
Américo Azevedo
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
O “Diário de um Louco”, não é um tema fácil. Aliás o próprio estado emocional do personagem principal, inspira a dado momento, um tal sentimento pelo seu sofrimento, que nos enche a alma de intensidade.
Ler pois, Nikolai Gógol o autor de “Taras Bulba”, um dos romances que mais gostei, de sua autoria, não é fácil.
Confesso que cheguei a arrepiar-me, ao ouvir a intensidade de determinadas passagens, tal o realismo e convicção, que o Luís Gaspar imprime a cada momento.
E recordei uma passagem do próprio Gógol:
“Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos. Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital. Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade. As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.
Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma. Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir. Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem.” Nicolau Gógol, In “Almas Mortas”.
O Luís Gaspar conseguiu, através da sua leitura, transportar-me exactamente aos sentimentos que Gógol tão bem sublinha, neste seu texto.
Porque eles estão ali bem visíveis, na sensibilidade de cada um de nós, numa leitura que nos coloca, em cada situação, em cada local, em cada expressão!
O realismo da interpretação, a dor, o espanto, o delírio psicótico, a comiseração que o personagem dá a si próprio, está bem patente, nesta interpretação magnífica.
Felicito-te Luís, pelo desafio, pela iniciativa, pelo esforço e por esta admirável escolha e partilha.
Estamos todos de parabéns pela oportunidade, de ouvirmos esta excelente obra.
Um abraço carinhoso e aguardo a próxima leitura…
Otília Martel (Menina Marota)
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
-Lugar aos Outros 64
Gabriela Rocha Martins quanto a mim, e ao contrário do que diz o Luís Gaspar, “já chegou às estrelas”.
Aliás está isto bem documentado na introdução do seu programa dedicado integralmente a esta autora.
Sente-se um domínio perfeito do valor das palavras e, quando assim acontece, a obra não tem reparos nem adjectivações supérfluas.
Apreciei todo o trabalho por si lido, especialmente o primeiro poema; “Mãe”.
José da Silva Sacramento.
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Caro Luís Gaspar
Estou encantado e tudo faço para não perder tal encantamento.
Ainda não desci dos céus para onde tal sublime declamação me transportou.
Espero em breve poder publicar esse “podcast” no cantinho que ainda não terminei:
http://rodinha26.blogtok.com
E encantando vou dizendo ao mundo: o estudioraposa honrou-me com um trabalho junto de tantos outros que encontraram tão sublime lugar. E assim cheguei às estrelas, de onde acho as minhas origens. Hoje com os pés na terra digo neste seu testemunho de visitas:
Obrigado Luís,
E que um dia te possa retribuir com algo que te contente na medida de tão nobres gestos
que por todos nós tens feito, no teu espaço cibernético.
Não deixo pois de te lembrar:
O BlogTok.com é uma casa aberta para todos e muito em especial para ti.
José Lourenço
No lugar aos Outros 61
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá Luís!
Ouvi, re ouvi e voltei a ouvir … E perguntei.me – estes poemas. Este texto . São meus?
Sei que o são, mas a sua voz dá.lhes a beleza, a suavidade e/ou a força que cada verso impõe. Muito obrigada Luís pela partilha desta vagabundagem. E digo mais. Não gostei… Adorei!
Faço.lhe, no entanto, uma pergunta de lana caprina. É que tentei fazer o download, a fim de guardar estes momentos tão especiais, não só no meu computador, como transportá.los, como o fiz com a Maria Azenha, para o Canto.Chão. Todavia, não consigo fazê.lo. O Luís pode ensinar.me?
fico.lhe gratíssima e, mais uma vez, reafirmo o meu estado de graça face ao seu magnífico dizer. Os meus textos ficaram, em muito, enriquecidos. É tão bom ouvirmo.nos na voz dos outros, quando os outros são, como no caso presente, o Luís.
Um abraço grato. Aguardo, então, notícias suas, certo?
Maria gabriela
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Caríssimo Luís
Se alguém me perguntasse qual é “o poema da minha vida” eu responderia sem hesitar: Tabacaria, de Álvaro de Campos/Fernando Pessoa (quanto não daria eu para ouvir este poema dito na íntegra pela sua Voz!).
Para além de me narcisar com a sua leitura dos meus excertos, ouço muitos dos textos e leio sempre as mensagens dos “seus” autores e ouvintes, para lhes conhecer os gostos e a alma e me comover com o encantamento que sentem quando se ouvem na sua Voz e que é igual ao que eu também experimento. Mas não deixo de sentir uma certa ansiedade, fruto da minha longa experiência, pelo destino incerto de alguns destes jovens (bons) escritores, neste Portugal tão pouco inclinado à cultura e ainda menos a dar oportunidade aos novos talentos.
Por isso, apesar do prazer pela atribuição do prémio ao meu “D. Sebastião e o Vidente” e da sua generosidade em o divulgar lendo um capítulo, me vieram à memória esses versos espantosos de Álvaro de Campos que, mau grado o seu pessimismo, gostaria de recordar aqui, neste recanto privilegiado de partilha de sonhos, emoções, alegrias e decepções, mas sobretudo de beleza:
“Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas –,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre “o que não nasceu para isso”;
Serei sempre só “o que tinha qualidades”;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Esta luta que foi minha, será a de muitos destes autores, mas apesar do pessimismo pessoano, é preciso não esquecer que ele também disse que “O poeta é um fingidor/ finge tão completamente/ que chega a fingir que é / a dor que deveras sente”. Portanto, é preciso não desistir e lutar sempre, enquanto houver gente como Luís Gaspar com o seu “Lugar aos Outros” e as “Palavras de Ouro”, abrindo as redes da capoeira e destapando o poço para deixar ouvir as vozes dos poetas e prosadores.
Estive a ouvir o meu texto (às 4 da manhã), dito como sempre na perfeição e com o enquadramento sonoro igualmente impecável. Senti o sabor do mar e a saudade no grito das gaivotas; arrepiei-me com o zumbido da varejeira, estremeci com o rosnar abafado da trovoada e mareei-me com o cheiro da pestilência e da morte. As personagens entraram-me pela casa e eu temi que despertassem os vizinhos, tão de carne e osso se fizeram. Muito, muito obrigada, Luís Gaspar
Um grande beijo para si
E, agora, Luís Pinto, as suas observações neste blogue, pelo humor, sensatez e “conhecimento de causa” ainda me tornam mais grata a sua mensagem. Não era, todavia, minha intenção usar este espaço para promover as vendas, mas sim dar a conhecer a minha escrita, pois como o Luís Gaspar disse eu sou a única escritora viva que lhe enviou textos – talvez por inconscientemente sentir que aos 62 anos já estou com um pé cá, no mundo dos vivos, e outro lá, no mundo dos mortos. Julgo que se outros não o fazem, é por desconhecerem o Estúdio Raposa, com grande perda deles.
Mas é óbvio, caro Luís Pinto, que lhe fico devedora por querer comprar o meu “D. Sebastião e o Vidente”. Quando o ler, por favor, não deixe de me fazer a sua crítica, peço-lhe. Um grande abraço.
Deana Barroqueiro
Nota do Estúdio Raposa: o poema Tabacaria de Álvaro de Campos, referido pela Deana Barroqueiro pode ser ouvido AQUI
Podcast: Download
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Diário de um Louco III
Propositadamente silenciei-me em comentários aquando da audição do capítulo 2, contrariando o prometido no final da minha primeira apreciação.
Há muitos anos vi Jacinto Ramos interpretar este personagem de Gógol, salvo erro no Teatro Nacional. O actor interpretou o “louco” com grande força. Aliás parece ser unânime dizer-se ter sido o melhor “papel” da vida deste artista.
Não faço quaisquer comparações, por ser exactamente impossível faze-las.
A razão é muito simples; no palco o actor está em vantagem em relação a ti. Tem espaço, ou melhor, pode brincar com os silêncios, com os gestos, passeando-se no proscénio inteiro, com o olhar atento para um público que o escuta e vê.
Tu, meu bom amigo, tens um espaço pequeno de ribalta inexistente e, quanto a público, apenas um microfone abstracto, onde te é impossível medir reacções duma plateia que sempre transmite ao actor o agrado ou desagrado (a tosse, o “ranger” das cadeiras, etc.) que o artista atento não deixa de medir para, se necessário, reajustar a sua interpretação.
Por outro lado a tua desvantagem torna-se numa superior qualidade.
Assumes o papel dum leitor que lê em voz alta no silêncio de um quarto.
E cada ouvinte pode “encarnar” a figura do “louco” que representas sentindo-se ele próprio espectador isolado, é um facto, mas confortavelmente instalado na poltrona do prazer da tua interpretação.
Faltam dois capítulos para chegar ao fim mas aceita desde já os meus parabéns.
Luís Pinto
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Estimado Luís Gaspar,
a sua iniciativa é uma bela prenda para miúdos e graúdos”, nomeadamente
quando os “graúdos” como eu, não podem aceder ao livro impresso, devido a
deficiência da visão.
Sou cego total e a audição de livros é das coisas que me proporciona mais
prazer. Vou adicionar o seu blogue aos favoritos para ir espreitando as
novidades.
Muitos parabéns e um abraço
J.G
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Diário de um louco I
A expectativa era grande… e não fiquei desiludido.
Antes pelo contrário; encontrei uma autêntica peça de bem representar com a voz.
Não é necessária cena aberta; o ouvinte vê o personagem, sente-o, respira a mesma atmosfera como se estivesse ao lado do “Louco”, e acompanhando-o pelas deambulações do texto.
A tua tarefa interpretativa não é fácil; “a loucura”, de capítulo para capítulo, vai crescendo até atingir um zénite que, para quem não conhece a obra, não sabe até onde ele chega.
E é aqui que me parece faltar alguma coisa na tua introdução; o ouvinte devia ser avisado da evolução da demência, ou seja, da dificuldade interpretativa que vai sendo, forçosamente, mais exigente de episódio para episódio.
Mas parece-me, a julgar por este que me foi dado ouvir, que encontraste o caminho certo para teatralizares uma “mente desorientada”. Mereces, desde já, e por isto mesmo, o máximo respeito
Apropriados efeitos sonoros completam com êxito esta minha primeira opinião.
Aguardo pelo próximo.
Grande abraço
Luís Pinto
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Irene Lisboa passou-me completamente “ao largo” aquando da aprendizagem abreviada de autores das nossas letras.
Quando eu entrei na escola para a então chamada “instrução primária”, tinha Irene os seus 42 anos e já respeitada inspectora orientadora do ensino infantil. Diz a biografia da minha estante “… cargo que se diz foi afastada pelas suas ideias avançadas nesta área”.
Não seria caso para menos para quem colaborou na “Presença”, “Seara Nova”, “O Diabo” e a “Vértice”, nomes sonantes, recheados de grandes intelectuais cuja sombra, convém lembrar, fazia “cócegas” ao Estado Novo.
Por curiosidade peguei no meu livro de 3ª classe, faço-lhe uma “leitura em diagonal” e, sem menosprezar a selecta dos textos (prosa e poesia) são estes reveladores da então doutrina do ensino em Portugal; “A Caridade”, “O Povo Português”, “A Joaninha” “O Chefe do Estado”, “Salazar”, “As Cores da Bandeira Nacional”, “A Procissão”, e umas trinta páginas sobre “Doutrina Cristã”, dividida em capítulos sendo que, no fim de cada, depara-se um questionário do qual transcrevo apenas esta pergunta/resposta:
P. – Quais são os últimos fins da nossa vida?
R . – Os últimos fins da nossa vida são: a Morte, o Juízo e o Inferno ou o Paraíso para sempre.
Numa terceira classe a criança tinha os seus 10 anos.
Hoje, com esta idade, a criança tem o seu computador…
Por isso volto a insistir; o teu “Palavras de Ouro” deve, cada vez mais, dar luz aos autores de reconhecido valor mas também – e principalmente – os de grande coragem que lutaram contra a imbecilidade com as armas das letras.
Nos nossos dias tomar uma posição é extraordinariamente fácil. Qualquer um pode escrever o que quiser.
Luís Pinto
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Caro Luís Gaspar,
Fiquei a saber do seu blogue no “Correio dos Outros”. Foi um achado
fabuloso.
Muito obrigado pelo trabalho que disponibiliza. Já ouvi uns excertos
do Romance da Raposa e está fantasticamente bem lido.
Parabéns e continue. Vou ficar leitor e divulgar por todos os meus
amigos que adoram áudiolivros.
Jorge Fernandes
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Caríssimo Luís
Julgo que não recebeu a minha mensagem de 2 de Agosto a agradecer-lhe a leitura de mais um texto meu e, como não quero que me tome por ingrata, retomo o tema e os agradecimentos.
Desejava-lhe umas boas férias e recomendava-lhe, secundando o pedido do seu amigo e admirador António da Silva Costa, que cuidasse da sua saúde e em particular da sua Voz que, magistral e merecidamente, surgiu no Palavras de Ouro nº 101 como a Voz de Deus, por milagre humano do seu talento e generosidade, através da minha escrita e para meu encantado envaidecimento.
Deixar aos seus admiradores, de entre os quais sou uma das mais incondicionais, no programa 101 (um número mágico e o último desta série), como despedida, as minhas palavras, para mais acompanhadas pelas de um poeta admirável como Mário Cesariny, é uma grande responsabilidade para mim, mas também uma enorme honra que lhe agradeço com emoção verdadeira.
Aproveitando a sua generosa oferta, copiei para a minha nova página/blog os podcasts dos meus textos e o link para o Éstúdio Raposa, para os meus amigos e leitores que me visitem possam usufruir do prazer de ouvir a sua Voz e os textos de tanta e tão talentosa gente que o meu amigo dá a conhecer, com uma generosidade e desinteresse cada vez mais raros nestes nossos tempos infestados de medíocres, invejosos e bufos.
Veja o efeito desse seu dom fabuloso na gentilíssima italiana Georgia que, desde aqui, saúdo com amizade porque, tal como nós, ama esta nossa bela língua portuguesa.
Ainda bem que existe! São as pessoas como o Luís Gaspar que nos reconciliam com o mundo pequenino que nos rodeia.
Deana Barroqueiro
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Bom dia Luis,
Eu sou Georgia uma Italiana que ficou apaxionada da lingua portugues.
Eu encontrei o vosso pod-cast sob internet..e ouvir-lo para todo o passado
inverno, sem nada compreendir (or pouco e mal).
Mas eu gostei muito a musicalidà da lingua, e vossa voz também.
Compreendei sò des falavras, que são tão parecidos do italiano, mas com a
differente pronùncia.
Então decidei de vir em Lisboa, e tomar um corso de lingua para estrangeros
nà faculdade de letras.
Quando esteve de ferias voltei para Portugal.
Esteve là para as seis semanas.
Jà cheguei em Itàlia.
Foi um mês maravilhoso. Eu estudei duramente, mas com satisfação.
Hà 4 semanas de curso e agora posso compreender e falar um pouco.
Tudos os dias, enquando travalho com o computadore, ouço os vossos programas que são tão interessantes. Isso è o meu modo para treinar a lingua.
Mais incrivel è que agora posso compreender todo.
Então se tenho este desejo de aprender o portugues è ainda para vôce.
Obrigada e à proxima
Georgia
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá, Luís:
Tenho tido muito pouco tempo para ler e para ouvir. A burocracia que
nos afoga é cada vez maior e subverte o próprio significado do que
seja ser professor. Por mim, bem preferia estar com os alunos, a
trabalhar com eles em actividades que os enriquecessem, sem a chata
obrigação das aulas, do que estar às voltas com documentos de
secretaria e com estatísticas parolas para analisar em casa. Mas o
Ministério da Educação gosta de ver os professores ocupados, sem se
preocuparem com o quê. O que interessa é vê-los, a esses parasitas da
Sociedade, ocupados. Porque os professores passaram, nos últimos
tempos, a serem parasitas a abater. Seja. Os tempos assim decidiram.
Lá virá o tempo em que voltará a ser considerada uma das mais dignas
profissões. Mas vou deixar-me de queixas.
Espero que tenhas umas óptimas férias. Mas, enquanto ia fazendo coisas
que puxavam menos pelo meu pensamento, dei-me ao luxo de colocar os
programas em atraso a correr no computador – e valeu a pena. A forma
como leste “A Aia” foi simplesmente encantadora, cheia de um certo
estilo declamatório de sabor serôdio que se ajustou na perfeição ao
texto, como se ingressássemos numa soirée queirosiana ou, quiçá,
proustiana. O programa sobre Adília Lopes foi, igualmente, maravilhoso
e vem, justamente, relembrar uma voz que se tornou conhecida pelos
piores caminhos da fama. A tua leitura da sereia das pernas tortas não
poderia ter sido melhor. Música pura.
Muito me agradou, igualmente, encontrar o Henrique Fialho no Lugar aos
outros – e fiquei um pouco triste comigo mesmo por não ter sido eu a
propor o nome. Fizeste uma óptima escolha. Devo ainda ressaltar que a
escolha da música também é cada vez mais adequada ao teor de cada
texto.
Não quero parecer demasiado laudatório – até porque sabes bem que sou
crítico em relação às coisas que aprecio. Vou fazer como nos mandas:
vou ouvir os outros programas e dar-me-ei ao desplante de te criticar
a respeito de programas mais antigos, se assim se justificar.
Abraço grande do amigo:
Manuel Anastácio
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Ola que maravilha…só tenho a agradecer… que Deus te abençoe,
Que teu Estúdio seja a voz que o mundo precisava ouvir… neste
elo de uma pequena semente apenas o som da prosperidade.
Beijos nesta tua bela alma.
ivaneti
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Não podias ter escolhido melhor para festejares o bonito número 100 do programa “Palavras de Ouro”.
De facto, Eça, é o Escritor. “Eu sou apenas um pobre homem da Póvoa do Varzim”, escreveu, mas é um grandíssimo homem das letras portuguesas.
Sem desprimor para tantos outros magníficos homens de letras, homens no sentido universal, Eça de Queiroz criou um estilo inconfundível que ainda hoje, passados que são 107 anos da sua morte, se continua a ler, reler e voltar a reler, e sempre se encontram novos sabores, ou melhor, algo que anteriormente nos tinha passado por menos atenta leitura. É o mistério Queirosiano; descobrir constantemente algo de novo.
Como se sabe, uma boa parte da sua obra é póstuma. Não discuto a oportunidade de se ter dado à estampa o que o escritor não reviu mas, em relação a este teu programa, quantos milhares de palavras já tu não leste numa constante homenagem aos artistas que se têm dedicado à divina arte da escrita? Parabéns e venham daí outros tantos.
Luís Pinto
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Luís Gaspar,
Simplesmente embevecida pela maravilhosa percepção/ leitura que fez dos meus poemas (pertença nossa), quero reiterar o quanto me sinto feliz por os ter partilhado consigo e com todos aqueles a quem possa chegar, aqueles que como nós, amam a palavra e fazem dela o meio, a via para “tocar”, “mexer” no mundo, exprimindo a vida, os sentimentos, o gesto…
Bem haja!
Devo felicitar também a escolha que fez da minha “companheira de alma “, cuja poesia foi também maravilhosamente dita por si. Lindos Poemas eu ouvi. Sinto-me uma privilegiada por partilhar o programa com ela .
Um abraço cá do fundo
Deste lugar onde chegou
E no qual o vou conservar
– do meu coração.
Para si.
“A VOZ”
Emocionei-me.
Deslumbrei-me.
Fiquei feliz.
Nunca eu imaginei,
Ter esta surpresa um dia,
De ver a minha poesia
Dita por uma voz
Tão suave, doce, etérea,
Quanto viril e masculina.
Deixei-me conduzir ao céu,
Pedi que me levasse com ela,
Uma e outra vez,
Numa perfeita parceria,
Para assim fazer,
Mais uma sinfonia.
Esqueci-me,
De ser eu própria,
Enriqueci-me com ela ,
Valorizei-me.
Pairei sobre um véu,
Nas nuvens brancas ,
E voei nas asas de uma gaivota,
Que também eu,
lhe pedi emprestada,
E sonhei e sonhei…
Fiquei encantada,
Com a paisagem que vi,
Com a riqueza de uma alma,
Assim partilhada,
E nesta viajem,
Que com ela cumpri,
Eu cresci.
E nesta caminhada que fiz,
Eu permaneci.
Por essa voz fiquei,
Eternamente apaixonada!
Beatriz
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Sou suspeita ao falar de Adília Lopes, uma vez que a leio e admiro há bastante tempo. Senhora de uma sensibilidade e agudeza de espírito enorme, fiquei muito satisfeita por a ouvir aqui no Palavras de Ouro, porque o luziu ainda mais.
Ela é um misto de doçura e amarguesa, traduzindo através da poesia todo o sentir que a envolve desde os dias da sua infância até hoje.
Permite-me que te deixe aqui um texto dela, na candura dos seus 11 anos e escrito segundo ela mesma diz nas aulas da Professora Crisanta:
“ A bolinha castanha “
Saí de casa, era uma manhã fria, sem Sol, em que as árvores pareciam mãos enormes buscando a Primavera no céu sem cor…e a chuva caía…caía…
Comecei a andar, abri o guarda-chuva, a rua parecia-me imensa, toda branca, beijada pela chuva. Os pardais voavam nas árvores talvez lobrigando nelas flores, Sol. Senti que era Inverno.
Virei a esquina e ali no chão estava uma bolinha castanha que já não chamaria mais a Primavera… Fiquei parada, contemplando o passarito, como se ele fosse um sinal vermelho que me impedisse de avançar.
Olhei, olhei mais, vi uns olhos abertos, uns olhos sem vida e aquelas penas castanhas…não mais enfrentariam o vento…
Não podia fazer nada. Andei. No ar voavam mais pardais e aquele ali, jamais voaria. Andei. Ouvi a mulher das flores a apregoar e a carroça das hortaliças que chiava longínqua.
Na calçada soaram enfim os meus passos, caminhando sozinhos com a chuva…
Olhei para o céu, brilhava nele o Sol, a chuva tinha parado e o arco-íris era uma cavalgada imensa para o infinito…
Pardal…nascia a manhã dos pregões, das conversas, nasciam nos ninhos mais pardais e aquele sozinho, perdido na multidão das pedras brancas, jamais esperaria o Sol, as flores, o arco-íris, estava morto, enfim.
Adília Lopes
(Este texto foi escrito em 1971. Tinha 11 anos.)
E assim, nascia uma poeta e escritora…
Um abraço
Menina Marota
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá Luis.
Antes de mais, peço desculpa pela demora deste email. Contava responder mais cedo, é certo, mas não consegui.
De resto, queria agradecer. Não quero dar os parabéns: a sua qualidade já está mais que provada e cada um de nós já se rendeu, sim, palavra “render”, ao veludo da sua voz, fulgor, fôlego e brisa. Agradecer a oportunidade de ecoar a penumbra dos nossos gritos tímidos. Agradecer o despertar de um desejo: continuar a criar paralelos: haverá gesto mais humilde?
Quanto à escolha do texto, para mim foi uma surpresa até porque havia sido o meu último texto até então. E porque aquela prosa foi instintiva: saiu-me numa noite e arquivei de pronto. Não dei à prosa o jeito da edição – o segundo ou terceiro olhar auto critico, por vezes dilacerante e muitas vezes delicioso – que aqui e ali mereceria: reconheço.
Mas, a oralidade foi, e parece-me, tanto para mim como para si, um desafio: mas penso que imitou com mestria a brutalidade que eu lhe imaginei, as interjeições quase agramaticais e as vírgulas e pausas quase insustentáveis. A raiva que o Armário desperta ao sujeito é-me epidémica, admito. Mas, o caruncho já toma conta dele e tudo parece estar a acabar…
Queria acabar por dizer que estarei sempre pronto para participar de novo neste seu projecto que é, deveras, muito interessante; e digo que merecia um destaque maior em quaisquer ondas hertezianas e que tais.
Um grande abraço e desejos de continuação desse seu excelente trabalho,
Abdel Sesar Im (Rui Cunha)
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá, meu querido Amigo
Só agora tive oportunidade de ouvir as ultimas gravações, tanto do Lugar aos Outros, como do Palavras de Ouro por motivos imprevistos não as tinha conseguido ouvir, mas não quero deixar de aqui fazer referência à qualidade dos textos apresentados, com uma especial referência a Ruben A. cuja obra só conheço mesmo, através do seu livro A Torre de Barbela, mas que me fascinou completamente ouvi-lo no Palavras de Ouro.
Enquanto ouvia os textos de Margarida Luna (Maçã de Junho) recordei alguns daqueles que já li no seu blogue e que muito me impressionaram, nomeadamente Os Homens Também Choram ou Prefiro Agir, para Transformar! A Menina dos Sapatos Amarelos, como a designo, depois de ter lido um seu sonho sobre a compra daqueles sapatos, é a cada texto, uma verdadeira surpresa.
Conceição Bernardino e Rui Cunha prometo ir descobrir as palavras com que se vestem… porque após ouvir as suas escritas, ficou-me a vontade de as conhecer…
Deixo um abraço
Menina_Marota
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
É um grande prazer ouvir Margarida. Deve ser uma pessoa bonita e “transparente”.
Merece a tua atenção. Aliás fica-lhe mal o “Lugar aos Outros”. Ela já não é “Outros” mas sim a certeza que não vai “perder o rumo do futuro.”
Quero mais coisas dela.
Para a Conceição, poetisa inspirada, coloco várias perguntas para as quais gostava de ter resposta; É uma senhora muito velhinha? Está descrente da vida? Porque não acredita no pensamento? Porque lhe faltam as palavras quando delas faz tão bom uso?
Oh Conceição! Não minimize o lançamento do seu livrinho “Alma Poética”. A igualdade das diferenças não se constrói apenas com as palavrinhas das amizades. Constrói-se com valor. E a poetisa tem-lo.
Quanto ao Rui Cunha; tinha muito para lhe dizer da sua prosa bem torneada mas por vezes abrutalhada. Fica para outro dia, com mais calma.
Luís Pinto
17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar
Olá !!!!!
🙂
Dizer que não tenho palavras era usar de forma abusiva um cliché tantas vezes dito, tantas vezes sentido…
Para ti, tenho palavras de espanto, palavras que soam a Oh…Ah… Oh…. Ah…
Palavras feitas por ditongos anasalados, feitas da não conjugação de tempos verbais, palavras que se resumem ao clicar repetido num triângulo azul e ao dizer: é só mais uma vez!!!!!
Afinal tenho palavras, porque no fundo, é quase só o que tenho para te dar, as minhas palavras que levam um grande carinho!
Obrigado Gaspar!
Um beijo grande
MLC