Comentário de Vera

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Bom dia Luís Gaspar!
Ouvi os meus poemas! Que sensação maravilhosa! Geralmente acabo por não
gostar muito do que escrevo, mas na sua voz, ouvi-los assim… eu
sinceramente ainda não tenho palavras! Fiquei muito emocionada mesmo, feliz, enfim… nas nuvens!
O Luís dá aos poemas magia. Provavelmente está farto de ouvir isto, mas é a
realidade: pura magia! A sua voz é como se fosse de um deus, é fenomenal a
forma como lê um poema. Parece que foi o Luís que o fez porque o lê de uma
forma absolutamente sentida.
Muito obrigada Luís, do fundo do coração. Eu calculei que fosse ficar lindo,
mas na verdade as palavras são muito pouco para dizer o que senti!
Lá em casa todos adorámos, ouvimos vezes sem conta e já avisei os amigos
para ouvirem. Depois lhe direi os elogios, porque afinal são todos para si!
Ah! E a princesa chama-se Tatiana e adorou ouvir o poema que eu tinha feito
para ela! 🙂
Vou colocar o link no meu blog, claro e muito, muito, muito obrigada!
Qualquer coisa estou aqui, já tinha ganho uma fã e ganhou uma Amiga.
Um grande beijinho
Vera

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Comentário de Renato Macedo

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro amigo Luís Gaspar
Permita-me que o trate por amigo, pois só um amigo pode ler a minha poesia da maneira que você leu.
É bom escrever. Melhor, ouvir o que escrevemos. Soberano, quando esse alguém transmite, pela excelência do uso da linguagem, a plenitude das nossas emoções.
Foi a primeira vez que ouvi a minha poesia. Foram momentos de rara emoção.
Aquele “Que nasçam mulheres todos os dias” foi portentoso. Foi exactamente a dicção que eu sonhei. O ritmo, a ênfase, as gradações de voz… Sublime, meu amigo, sublime! Notável, ainda, a calma, a suavidade, o toque lírico q.b. da leitura dos outros dois poemas.
Esta audição vou repeti-la muitas vezes. É um marco na minha existência.
Muito e muito obrigado!
Terei todo o prazer em lhe oferecer um exemplar de cada um dos meus livros já publicados.
Um abraço
Renato Macedo

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Comentário de Joana Roque Lino

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luis Gaspar,
Não tenho palavras que cheguem para expressar o que senti ao ouvi-lo declamar as palavras que escrevi. Como uma miúda envergonhada, sorvi orgulhosa cada tom da sua voz, cada inflexão subtil… Foi de felicidade que se encheu o meu coração, mas é uma imensa gratidão que quero deixar ao Luis, incentivando-o a que continue o seu nobre trabalho de oferecer ao mundo essa sua excelência profissional, sem pedir nada em troca a não ser que cada um continue a ser o que é. O mundo precisa de mais pessoas como o Luis Gaspar e ainda bem que você existe!
Um abraço da Joana Roque Lino

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Comentário de Joaquim Alves

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caríssimo,
Aqui vão palavrinhas do silêncio da noite.
Estive a ouvir os últimos Lugares e, também,
comentários a vulso.
Gostei de tudo, mas sublinho o Luís Durães
que, ao lado de uma Sofia luminosa, lhes desejo
continuada invasão pelas palavras.
Depois, uma Joana aparece em céu de primavera
e se junta a David, que Santos é também.
Doutro modo escrito, a “poesia está em tudo
o que vive” e “na luta dos homens” e “no olhar
em frente” (Mário Dionísio).
Este link responde a Luís Pinto: valorizar
um texto com o talento de uma voz, ou não,
é uma falsa questão.
Já A. Pinto Correia avança no “olhar em frente”
que tanta falta nos faz.
Descartando ou não o filósofo, a mesma resposta
vou usar. Desta feita, com a ajuda de Sebastião
da Gama, meu amigo e professor primário, poeta
da Arrábida e arredores. Dizia ele que o mais
importante é que nos entendamos, quer leiamos
Cleópatra quer leiamos Cleopátra!!!
Sobre o Mário e a Cornucópia, apenas duas
palavrinhas.
A Cornucópia existe e os Luíses também! O Cintra,
o Gaspar, o Pinto e o Durães, entre outros.
Sobre o Mário (tão esquecidos são os Mários neste
país: Leiria, Viegas, Botas…) Dionísio, só tenho
a dizer que nos conhecemos no supermercado. Sim!
A poesia está em todo o lado.
Por fim, Amora Silvestre. Que delicioso nome!
Bergmann aplaudiria com todas as mãos. Eu também.
O melhor do mundo para todos. Porque a utopia
existe em todos os quadrantes desta infantil
humanidade que ainda ousa usar a guerra para
adiar os seus profundos problemas.
Este último comentário dedico-o aos Mários e aos
Luíses e a todos os Nomes que assim sentem.
Ponto.

joaquim alves
post-scriptum: vou colocar este testemunho lá,
na púcara.abraços

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Comentário de Luís Pinto

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Ainda não entendi porque chamas de “Marota” a uma “Menina” que tanto tem colaborado no teu programa e ainda por cima te oferece livros. Juro que não percebo!
Quanto ao Luís Durães; o “rapaz” (com ou sem licenciatura), faz-se, e bem.
Também muito agradável o trabalho da Sofia.
Não retiro mérito algum aos “milhares” de colaboradores que por aqui já passaram, mas fica-se sempre sem saber o real valor do poema ou da prosa, porque tu podes valorizar (ou até desvalorizar) uma obra. A musicalidade que a tua interpretação transmite ao ouvinte tem uma importância fundamental. Enfim… o velho problema que tantas vezes temos discutido.
Luís Pinto

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Comentário de A. Pinto Correia

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Meu caro Luís: impossível deixar de lhe dar os parabéns pelo trabalho de excelência que tem feito em prol da verdadeira cultura portuguesa.
Felicito-o pelo verdadeiro serviço público que presta à cultura portuguesa. Não tenho dúvida alguma de que aquilo que hoje nos parecem ser caminhos alternativos e/ou contra-cultura, é um amplo movimento que mais dia menos dia acabará por derrubar as Margaridas RP deste país.
Lugar aos outros é a negação da mediocridade.
Um forte abraço deste seu ouvinte sempre invisivel.
A. Pinto Correia

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Comentário de Deana Barroqueiro

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Numa casa, em qualquer casa, há sempre um certo móvel, com uma certa gaveta onde se guardam as jóias da família, os objectos preciosos, independentemente do seu valor no mercado.
O Lugar aos Outros é uma gaveta de tesouros, um cofre de jóias sem preço – os poemas – cinzeladas pela arte e o génio dos poetas “anónimos”, no engaste brilhante das suas palavras, as pedras preciosas das sensações, dos sentimentos, dos sonhos, das sombras…
Para me consolar da bruteza e da mediocridade que nos agridem quotidianamente no mundo real, refugio-me de vez em quando aqui, ouvindo as Palavras de Ouro e o Lugar aos Outros (Haverá diferenças entre ambos? Não as sinto!) e deixo-me impregnar da beleza e sensibilidade das palavras e dos sentimentos desses Outros (logo tão nossos) que a voz de Luís Gaspar reanima para o prazer dos nossos sentidos. Quem disse que as Sereias eram mulheres errou… seguramente por não ter conhecido Luís Gaspar! E Apolo e as suas Musas navegam pela Internet, inspirados e cada vez mais vivos e geniais.
O brilho da jóias na gaveta do Lugar aos Outros maravilha a quem o vê, mas o mundo lá fora é cego e talvez algumas destas jóias fiquem para sempre na gaveta, para grande perda nossa.
Lá fora proliferam e medram os Zinks, as Bobones e quejandos “escritores” dos concursos da TV que degradam mas dão dinheiro e “fama” e fazem vender produtos sem brilho. Talvez um dia a roda da fortuna mude e neste país passe a brilhar o talento sobre a mediocridade.
Feliz aniversário ao Lugar aos Outros! Foi uma honra ter o meu texto da Criação do Homem lido pelo Luís Gaspar nesta página, com o exacto tempero de ironia.
Deana Barroqueiro
(Deana na América, Luís Pinto, para se pronunciar como Diana em português, exigência de uma mãe emigrante, lisboeta e saudosista até aos ossos… cujos genes herdei).

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Comentário de Raquel de Vasconcelos

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Já me passeara em tempos pel”As Palavras de Ouro” e apaixonara-me pela forma como o Luís declamara o “Adeus” de Eugénio de Andrade. Talvez porque o poema, na sua voz, “saltara” para a vida real de uma forma tão pungente.
“Já gastámos as palavras pela rua, meu amor
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.” (….)
No final de ouvir e ouvir e ouvir… tinha lágrimas nos olhos.
Foi o que me sucedeu, desta vez por razões diferentes.
Porque ouvir as minhas palavras na voz de alguém que as declamou tão bem e acima de tudo, se importa em nos dar voz, a estes “outros” que ainda se perdem nas entrelinhas do que são os pensamentos soltos por aí… ainda sem destino certo.
O Luís pedira-me uma pequena descrição de mim mesma. Enviei-a a medo. Ele deu-lhe vida e cor, um calor, que eu não esperava.
Fico-lhe grata por me ter emocionado. Por ter chegado até mim. Pelo seu belo espaço e capacidade para o manter.
E ainda um beijo especial à sua “Sininho”, a Menina Marota, que não esquece o que é a paixão dos bloggers das palavras ainda mudas.
Uma lágrima, um abraço,
Raquel Vasconcelos

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Comentário de Luís Pinto

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

A boa prosa de Deana Barroqueiro, pela clareza e lucidez, é mais uma prova de que Deus tem iras e birras e indisposições ligeiras ou mais preocupantes, dependendo estas das altas comezainas. Aliás, ao longo da História Sagrada, não é raro encontra-se o Salvador sem saber o que fazer ao homem e à mulher.
Quanto à “voz de Deus” acho-a (tendo em conta a última vez que a ouvi) um pouco gutural o que implica aceitar que Ele tem garganta.
Nota: ouvi Diana e não Deana como escreveste. Estou mal dos ouvidos ou é lapso dactilográfico do locutor?
Gostei muito de Fernando Pinto do Amaral. Aliás é um nome de respeito.
Vou comprar “As Flores do Mal” e “Acédia”. Gostava de saber se Fernando Pinto do Amaral tem, na sua obra, algum trabalho relacionado com a medicina, em prosa ou verso.
Fico à espera.
Luís Pinto
Atenção: Não está no horizonte uma festim para as “Palavras 100”? Falta pouco, hem!

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Comentário de Joaquim Sobral Gil

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Boa noite, Luís:
Foi através de uma amiga que soube que o seu Estúdio Raposa fazia 1 ano.
Pelo que tem “dito” das estrelas e daquelas que (ainda) o não são, já lhe enviava um abraço de profunda gratidão.
Mas há mais: o seu espaço tem entertenimento a rodos , o que o torna absoluta um “most”.
Assim, além do abraço de profunda gratidão e parabéns, receba também mais um grande abraço pelo Estúdio Raposa que tantas vezes me leva, a lugares e tempos que me foram contados ou que eu já vivi.
Um grande bem-haja!!
Joaquim Sobral Gil

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Comentário de Helena Domingues

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís,
Foi com muita emoção que ouvi este Lugar aos Outros. Não apenas por ter escutado o poema, que com tanto carinho dediquei ao meu querido António Ramos Rosa, mas particularmente pela forma como a sua voz o enriqueceu.
Não sou poeta, nem escritora. Apenas uma artesã da palavra, fico-lhe eternamente grata por transformar um poema tão simples num momento sublime. Pois o António vive no meu coração, e vê-lo assim tratado, encheu-me de felicidade.
Sendo o Estúdio Raposa uma referência para quem gosta de poesia, (dos GRANDES e dos “poetas de gaveta”) quero felicitá-lo na pessoa do seu produtor Luís Gaspar, senhor de um profissionalismo, e empenho inexcedível em partilhar e dar a sua excelente voz mesmo aos escritos dos mais pequenos.
Quero, ainda, felicitá-lo pelo primeiro aniversário que o programa Lugar aos Outros 52 ontem perfez.
Helena Domingues

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Comentário de Menina Marota

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Acabei de ouvir emocionada o conto Falmegas, do António Melenas, que já tinha oportunamente lido no seu blogue e tal como lá referi, ainda tenho em mim uma certa dose de romantismo, para acreditar mesmo que ele morreu por amor…
António Melenas, tem uma forma de escrita tão cativante, que como também já lhe referi no seu blogue, consegue com as suas narrativas, reportar-me para o instante em que a história se situa. Os seus contos e poemas de amor, adivinham uma Vida plena, recortada de belas recordações, que ela partilha de uma forma cativante.
Aproximando-se o Programa 52, quero felicitar o Estúdio Raposa, na pessoa do seu produtor Luís Gaspar, pelo primeiro aniversário do Lugar aos Outros, que tem revelado de uma forma fantástica a Poesia da Blogosfera, incentivando muitos dos Poetas com os escritos na “gaveta” a dá-los a conhecer.
Não sendo poeta, nem escritora, limitando-me simplesmente a juntar as letras que bailam no meu coração, é com infinita alegria que vejo Programas como este, a darem oportunidade aos Poetas, para que a sua Poesia possa ser conhecida e, quem sabe, reconhecida, também.
Em nome da Poesia que eu tanto gosto, o meu agradecimento por tudo o que este Programa tem proporcionado a todos nós.
Um abraço da
Menina_Marota

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Comentário de Deana Barroqueiro

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís, que bom ouvir falar de Maria Judite de Carvalho!
Este seu espaço está a tornar-se um oásis onde apetece parar e repousar, não só do ruído da mediocridade que nos rodeia, mas também do vazio da celebração exclusiva dos “consagrados”, do “sempre igual”, do “mais do mesmo”, repetido até à exaustão pelos Media.
Num tempo de Censura e de Medo, uma outra mulher de Letras quase ignorada – Maria Aliete Galhós – sugeria às suas alunas de 17 anos a leitura do conto “Tanta Gente Mariana”. A dor feminina cristalizada nas palavras de Maria Judite de Carvalho feria a inocência, mas rasgava as vendas dos olhos adolescentes, trazendo à luz do dia e da indignação a triste condição da mulher portuguesa. Mais tarde foi a minha vez de o sugerir às minhas alunas. “Tanta gente Mariana” não foi o melhor livro da minha vida, mas foi seguramente o que mais me marcou, despertando-me para a consciência de mim e dos outros.
Talvez o brilho de Urbano Tavares Rodrigues, o seu marido, ofuscasse essa “flor discreta”, mas a cor e a força das suas palavras deixaram marcas em muitos espíritos. Quem colheu uma violeta silvestre, poderá alguma vez esquecer o seu perfume?
Obrigada, Luís, por ma ter feito recordar.
Deana Barroqueiro

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Comentário de António (Melenas) Gouveia

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís, acabo de ouvir na tua consabidamente bonita voz – ou não fosses tu o Cristiano Ronaldo da locução, como diz o spot publicitário do BES ( O BES fica-me a dever esta) o meu conto o “Famelgas”. Escusado será dizer que fiquei babado.
Na tua voz e na tua interpretação o texto ganhou vida própria e ficou muito valorizado – O que , obviamente, muito me agradou e daqui te agradeço.
Claro que, muito embora tenha prestado particular atenção ao meu próprio texto, não posso deixar da salientar a qualidade dos poemas do meu companheiro de programa, Rodrigo Sousa, que não conheço, mas a quem aproveito para felicitar.
Com um abraço
António(Melenas)Gouveia

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Comentário de Luís Pinto

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

É difícil compreender-se porque determinados valores, das letras ou outros, são pouco difundidos. Daí a tua “Raposa” ser preciosíssima.
Como dizes e bem, Judite de Carvalho, escritora galardoada, está arquivada nas infindáveis prateleiras dos esquecidos. Penitencio-me; li dela o que julgo ser o seu único romance; “Os Armários Vazios”.
Mas este fenómeno do “esquecimento” de quem merece não ser esquecido, é uma longa história que poderia ser ensaiada por alguém com conhecimentos de causa.
“O que está por detrás do esquecimento” (titulo que desde já avanço para a obra que sugiro), consubstanciaria a promoção da literatura portuguesa, de modo a estimular a leitura dos autores que foram arrumados por muitas vezes, – que me perdoem os editores e livreiros – não serem “comerciais”, ou escreverem coisas “incómodas”.
Mas isto passar-se-á apenas com a literatura?
Pergunta aos teus ouvintes o que se deve a Fernando Lopes-Graça (julgo ter sido também um escritor, não é verdade?).

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Comentário de Menina Marota

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís Gaspar
Gostei imenso de ouvir referenciada no Palavras de Ouro 91, Maria Judite de Carvalho pela importância que, para além da literatura, também teve no jornalismo português pelas suas crónicas do quotidiano e da vida em geral.
Era importante talvez salientar, que da sua biografia, constam variados prémios, tais como, pelas seguintes obras, entre outras:
Este Tempo , Prémio da Crónica da Associação Portuguesa de Escritores
Seta Despedida, Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literário, Grande Prémio do Conto da Associação Portuguesa de escritores e ainda o Prémio Vergílio Ferreira das Universidades Portuguesas.
As Palavras Poupadas, Prémio Camilo Castelo Branco da Sociedade Portuguesa de Escritores
Mais um momento que me encantou ouvir na sua forma tão peculiar de transmitir as palavras, especialmente da obra de uma “flor discreta” das nossas letras, como foi apelidada por Agustina Bessa-Luís, num encontro de poesia…
Um abraço carinhoso e grata pela partilha
Menina_Marota (Otília Martel)

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Comentário de Bruno Rodrigues

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luis,
Em primeiro lugar, muito lhe agradeço a oportunidade de figurar numa obra
tão grandiosa quanto a sua…é simplesmente, uma honra.
Depois, quero dizer-lhe que adorei…Parecia que entrava numa galáxia
desconhecida, mas em que tudo me parecia familiar…porque seria?…ehehehe…
Palavra de honra, que palavras são o que mais me falta para adjectivar o que
senti, o que ainda hoje vou sentido e o que sentirei, sempre que no futuro, volte a ouvir, vezes sem conta, a sua forma de expressar, no ponto certo, as
palavras de outros…um verdadeiro abismo, onde não se tem medo de cair…
Um muito obrigado pela dica, acerca do site do Sr. António Gouveia que,
diga-se em abono da verdade, eu já conhecia…realmente, fantástico!!!!!…A
nossa terra, por mais que nos esteja entranhada nos ossos e na alma e que,
ainda, por vezes nos sintamos um pouco fartos da sua presença em nós…é
como a nossa mãe…só há uma…e por isso mesmo, fiquei deveras feliz por
ter “acarinhado” a minha pequena e singela vila…
Finalmente, agradeço o facto de me fazer sentir mais alto…bem mais alto…
Ah….e desde já o convido, a ir passando lá por “casa”, pelo meu site,
onde as portas e janelas estão sempre abertas e toda a gente pode mexer nas
gavetas…como eu costumo dizer…
Um vasto abraço,
Bruno Rodrigues

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Comentário de Menina Marota

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

PALAVRAS
Já falámos sobre o Pacheco. Disse-te, na altura, que o considero o melhor escritor português vivo, sem desprimor, claro está, pelos jovens que estão a vender bem. Resta saber se as vendas correspondem à qualidade das escritas.
Pacheco faz a diferença. E fazer a diferença, sair do lugar-comum, dos programas imbecis da televisão, das letras gordas dos jornais, da enfática intervenção da operação de Eusébio que promove a imagem do novo hospital privado, não está ao alcance de qualquer.
Fazer a diferença não é mandar pró caralho o leitor. É dizer, simplesmente, que a vida é uma merda mas, mesmo assim, merece a pena vive-la. Como ele a tem vivido; na merda… “mas ainda cá anda”.
Se o programa desta semana tem ouvintes puritanos, estás feito.
Parabéns pela leitura… e pela coragem (ouvi duas vezes).
Luís Pinto


“(…)A persuasão da fala, a fenda estreita que é a porta do paraíso e as outras mil maneiras ,de ver e gostar de ver um corpo ser nosso, subjugado por uma técnica ou o seu próprio desejo dissoluto; e tudo assoprado por dentro, tudo recheado de novas grutas ainda por explorar e que também jamais as conhecerás ou iluminarás todas, se elas a si mesmas se ignoram. Tudo cativado por uma divindade que é o todo, que é o Corpo, em risos e gritos, balbucios de orgasmo e ranger de dentes; e a solidão duma lágrima lenta que desce a face no silêncio e na amargura; e o resfolegar do moribundo que já nada quer dos homens e com os homens, mas ostenta ainda na severidade da máscara, no desdém da boca desgarrada, uma altaneira nobreza; e a ferida do teu sexo aberta como uma nova última esperança de recomeçar tudo desde o princípio como se fora a primeira vez a fuga para o sono e o sonho. Nem eu me atrevia a falar-vos disto, senhores; nem eu nunca me atreveria a repetir coisas tão velhas, se não as visse serem atiradas para trás das costas, como se a enterrar em vida o corpo em cálculos e tristura os homens fossem mais livres e mais humanos. (…)”
(Excerto de “Comunidade” , de Luís Pacheco- 1964)

De um autor que muitos consideram “maldito” mas que pessoalmente muito admiro pela lucidez com que encara cada momento da sua vida e a transforma em obras verdadeiramente espantosas.
Gostei de o ouvir numa forma de leitura despretensiosa no Palavras de Ouro 90 e recordei com saudade as grandes discussões (saudáveis) que existiam com o meu Pai a propósito do Luís Pacheco, que ele idolatrava pela frontalidade com que sempre expôs todo o seu pensamento.
Um Homem lúcido que sabe definir por experiência própria toda uma forma de estar na Vida.
Fiquei muito feliz porque ele é aqui lembrado num texto fabuloso.
Deixo um abraço e a minha gratidão por esta partilha
Otília Martel (Menina_Marota)

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Comentário de Fátima Encarnado

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá Luis…
Confesso que me emocionei ao ouvir as minhas palavras na sua voz…
Pouco mais lhe posso dizer.
Fiquei com a lágrima ao cantinho do olho…e de todas as vezes que voltei a ouvir, a emoção não se desvaneceu…
Tem à sua disposição todos os meus textos.
Obrigada pelo momento lindo que me proporcionou e parabéns pela voz e pela diferença do seu blog entre todos os blogs que conheço e visito…
Fátima Encarnado

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Comentário de L.B. (Brasil)

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Fiquei muito feliz de ouvir tua maravilhosa voz declamando a poesia de Fernando Pessoa, Primavera, ao som das Quatros Estações! E depois Bocage, Guerra Junqueiro! Salvei todas! Para ouvir quantas vezes queira! E também para levar para meus alunos ouvirem! Sou professora de Literatura Brasileira, no Ensino Médio. Nossa literatura inicia-se com o estudo da Literatura Portuguesa. E sou professora de Língua Portuguesa, no Ensino Fundamental.
Hoje voltei ao blog de Menina Marota, do blog Poesia Portuguesa…e vi que tinha lá o teu nome com o link do teu audioblog! Ah…adorei ouvir tua voz de novo! E constatei que teu blog é sensacional! Podcast!
Quase te telefonei! Mas pesquisei sobre o fuso! Era aí 01:00! Estavas a dormir! Mas também o que te diria eu? Que nem uma louca desvairada…interrompendo o sono, e sonho dos outros? Hehehehehe! Definitivamente não ficava bem! Temos que ter postura de gente normal! Mesmo não o sendo! Hehehehehe!
Tens uma voz e uma maneira de interpretar únicas! Ouvir-te é sentir a maciez de um felpudo cobertor sobre a pele em noites de inverno. É puro aconchego! Ouvir-te é deliciar-se com teu sotaque! Ouvir-te é fazer deste sentido, o único e eficiente para se continuar vivendo.
Parabéns!
Beijos!!!
L. B. (Brasil)

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Comentário de José Manuel Ruas

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís Gaspar,
Descobri-o no sábado de aleluia. Em Vale de Cambra.
Todos os anos rumo ao norte, por esta altura, para cumprir uma tradição do meu Pai: abrir as portas da casa para receber o compasso. A Páscoa é coisa levada muito a peito por aqueles lugares. Com limpezas, foguetório e pétalas de flores pelas ruas.
Na véspera pus a conversa em dia com um irmão que aí tenho e fomos espreitar a net. Ele é professor de trabalhos manuais e amante convicto das coisas do ensino-educação. Disse-me logo ao entrar na net: “tenho aqui uma coisa para te mostrar”. E foi aos Favoritos. Fiquei a saber que é ouvido lá na escola. A noite foi longa. Li o seu percurso com grande curiosidade. Quem poderia interessar-se por autores que marcaram a minha juventude? Compreendi então.
Foi uma noitada de prazer. Ao regressar ao Cadaval, onde vivo, deixei no Juris apenas umas linhas. E mais surpreso fiquei por lá ter deixado uma palavras suas também. Nunca imaginei que por ali passasse.
Pois é. Eu é que agradeço a descoberta do seu sítio. Ainda tenho muita volta a dar por ali e muita coisa a saborear.
Um abraço,
José Manuel Ruas

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Comentário de J.E.

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

amigo Luís Gaspar!
Serve este E-mail para lhe comunicar o falecimento de uma das suas fervorosas leitoras, ou melhor dizendo ouvintes.
Trata-se de LME, que está inscrita na sua lista de comunicação de novos trabalhos com o E-mail (xxxxxxx@gmail.com).
Na verdade, ambos ouviamos os seus podcasts, não só devido à sua excelente escolha literária como também à qualidade sonora e de locução que são magníficas.
Em alguns E-mails que trocou consigo, não sei se alguma vez lhe disse que era deficiente visual, mas posso dizer-lhe que na verdade adorava o seu trabalho e não perdia um podcast seu. Todos eles estão guardados religiosamente no computador dela, e agora que arranjei coragem de lhe dar uma arrumadela e de retirar de lá tudo o que gosto, verifiquei que todos os trabalhos anteriores a dia 13 de fevereiro se encontram ali arrumadinhos.
Já retirei os restantes até hoje, e o meu pedido, é no sentido de se possível me adicionar à sua lista de E-mails para comunicação de novos podcasts.
Já agora, e falando em deficientes visuais, quero agradecer-lhe o Grau de acessibilidade da sua página, que é óptimo. É pena que muitas páginas sejam tão bonitas que não possam ser acedidas por pessoas como nós que temos supostamente o mesmo direito à informação e á cultura que os normovisuais.
O meu E-mail E: ( xxxxx@clix.pt ).
Grato pela possível atenção, e continue a produzir estas pérolas de cultura .
J.E

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Comentário de Diogo Ribeiro

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís Gaspar,
Antes de mais queira desculpar-me o atraso na resposta; a minha falta de tempo para me ocupar de tudo e todos que merecem o meu interesse é cada vez maior mas espero conseguir algum equilíbrio nos próximos meses.
Quanto aos meus poemas, acabo de os ouvir na 46ª leitura do “Lugar aos Outros”. Para mim é difícil expressar o que senti ao ouvir as minhas palavras ditas por si por várias razões, mas talvez a mais importante resida no facto de que pela primeira vez sinto que algo que escrevi não se limitou a passar de uma maneira de sentir talvez tão igual a tantas outras; hoje, senti que o que escrevo é poesia.
Sinto-me honrado pelo destaque que deu à minha humilde residêncida na blogosfera e aos meus textos. Nem sei como lhe agradecer pela maneira como valorizou os meus textos, como lhes deu outra perspectiva. Eu ainda não cheguei ao estrelato e duvido que alguma vez o faça, mas graças a si, as minhas palavras já alcançaram esse patamar.
Obrigado!
Diogo Ribeiro

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Comentário de Menina Marota

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá, Meu Amigo.
Acabei de ouvir o Palavras de Ouro 88 dedicado a um dia, que realmente, há muitos anos, me tem passado ao lado: o dia 1 de Abril, que habitualmente chamam Dia das Mentiras.
A escolha dos poemas foi realmente de excepção e como já tenho aqui referido é um privilégio ouvir-te e cada poema ganha vida própria, o que tornou um Dia de Mentira poeticamente… Verdadeiro.
Mas eu não vinha falar deste dia, mas sim, desejar-te e a todos os que te acompanham nestas lides, uma Feliz Páscoa e atenção aos doces, que esses sim, fazem cair os dentes… mentirosos.

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”
(Poema de Fernando Pessoa)

A todos um abraço carinhoso da
Otilia Martel (Menina_Marota)

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Comentário de Deana Barroqueiro

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luis Gaspar
É sempre com muita emoção que ouço as minhas palavras ganharem vida noutras bocas…é como se elas deixassem de ser só minhas e passassem a ser um pouco dos outros. Costumo dizer que sou sonhadora e que acredito na força que as palavras têm, mais do que acredito na sinceridade de um silêncio. Por que os sonhos podem não ter som, são sonhados mudos e calados mas nunca esquecemos dos seus gritos…dos seus murmúrios.
Da poesia que escutei pela sua voz, vou recordar o eco das palavras…mas irei sobretudo recordar com prazer cada momento de silêncio marcado com um sorriso rasgado nos lábios e uma lágrima sempre à espreita no meu rosto.
Obrigado por me ter feito sonhar mais uma vez 🙂
Daniela Pereira

Caríssimo Luís, é-me difícil falar das Palavras de Ouro, sem sentir que o faço com palavras de cobre, pobres patacos sem valor e sem o brilho da imaginação, mas estou ainda emocionada por ouvir ler o meu texto do Fogo e da Água!
Voz alquímica, a sua, que transfigura os textos que lê em Palavras de Ouro. Merlin moderno, coleccionador de Tempos, Mitos e Memórias, propagador generoso dos sonhos dos outros num espaço e tempo virtuais, a que não falta “o golpe de asa”.
Unindo, com esse seu génio imenso e a dádiva do seu espírito, desconhecidos como Deana Barroqueiro ou Carlos Luanda e outros (muitos) na mesma emoção e no prazer da partilha da teia de palavras, ideias e sentimentos. Não admira que as crianças sonhem ao som da sua voz… esse é sem dúvida o maior e mais sincero elogio à sua Arte e ao Ser que é.
Vou ser “um grão de nada”, ouvindo-o de novo, de olhos fechados, para agradecer a gentileza do seu ouvinte Carlos Luanda que me sensibilizou muitíssimo. Bem hajam os dois.
Deana Barroqueiro

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Comentário de Carlos Luanda

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Meu caro.
Fiquei completamente arrepiado depois de ter ouvido mais este trabalho de Deana. De olhos fechados, levado pelo embalo da música e das palavras. Magnificamente escrito, e espectacularmente interpretado. Acho que ela estará de acordo comigo, quando afirmo que as suas palavras veiculadas pela “rádio” renascem num novo esplendor. O texto adquire dimensões e profundidades que escapando à fisica do universo conhecido pela razão fria da ciencia, engolem num tempo sem horas a pequenez desse infinito que cabe num piscar de olhos dos Deuses.
Fiquei maravilhado e ouvi duas vezes seguidas esta verdadeira maravilha. Quem serei eu para dar os parabéns seja a quem for? Apenas um grão do nada. Vejo-me a brilhar de repente contra a escuridão quando iluminado pelo seu brilho, Deana. Permita-me modestamente afirmar que nunca é de mais enfatizar o seu mérito….
António Gedeão, o mestre que descobre para os olhos que não vêem, que a razão entre os angulos internos dum triângulo inscrito na roda trignométrica, projectam no apogeu, a tangente para o infinito, onde não há outra medida que não seja a da poesia.
Carlos Luanda

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Comentário de Carlos Luanda

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá amigo
Tive oportunidade de ouvir em completo silencio e isolamento o trabalho da Deana Barroqueiro, Bernardim Ribeiro e de Joaquim Pessoa.
A mitologia foi-me sempre cara e das primeiras coisas profundas com que tomei contacto ainda em criança. O mundo fantástico e intemporal dos Deuses e a sua complexa relação inspirada na pequenez dos homens …
Magnificamente lido por si….os meus respeitos e cada vez maior admiração.
Não oiço os programas senão quando estou completamente tranquilo como lhe disse previamente e como é o caso agora.
Tenho muitos ainda por ouvir e repetir a audição como é o caso deste presente.
Gostei bastante como leu Bernardim, transpôs cinco séculos transformando o
autor num quase nosso contemporâneo. Não sei como o seriamos capazes de
entender de outra forma dado o distanciamento temporal e toda a rotação de
palavras e sentidos que o falar vai sofrendo à medida que passa pelas
gerações…O senhor é de facto excelente!
E Joaquim Pessoa, claro, uma enorme vénia… Onde estamos todos quando o
nosso descanso e bem estar é a tragédia de outros…
um abraço
Carlos Luanda

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Comnetário de DoceVeneno

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Poderosa a voz que acabei de ouvir, aqui, neste player…
Parabéns pelas asas que, este perfil e o site nele mencionado, pretende dar aos outros… àqueles que escrevem para a gaveta… Tu ajudas-lhes, com a tua voz, a voar.
Sendo filha de uma Mãe (ambliope) quase cega (degenerativa) e que o que mais lamenta foi ter deixado de poder de ler, apelo a que vozes portuguesas, como a tua, invistam em gravar livros em audio para gente que deixou de ouvir a melodia das folhas de papel.
Bem hajas pelo trabalho!
DoceVeneno
(Mensagem deixada no ih5 )

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Comentário de Otília Martel (Menina Marota)

16.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Meu Amigo
Foi com uma emoção enorme que ouvi o Palavras de Ouro 86, tanto pela música de fundo escolhida, como pela selecção de poemas que declamaste de forma MAGNIFICA!
Ao escolheres The four Seasons de Vivaldi, como tema musical deste programa, cujo som remonto a tempos de infância, tocado por familiar meu, muito próximo e querido, que me recordou momentos tão especiais e felizes da minha Vida, tocou-me profundamente.
Honrares-me com a leitura das minhas preferências poéticas, lidas nessa profundeza que a tua voz e a tua sensibilidade consegue imprimir a cada uma, de forma tão extraordinária, é realmente um momento que nunca mais esquecerei.
Obrigada do fundo do meu coração.
Vou fazer-te um pedido, sem querer abusar da tua boa vontade, gostaria que me cedesses os linkes da leitura das poesias, para colocar junto com os respectivos poemas, nos meus blogues, a fim de poder divulgar este momento.
Um abraço carinhoso e mais uma vez o meu sincero agradecimento pela partilha que nos ofereces.
Otília Martel (Menina Marota)

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Comentário de Manuel Anastácio

16.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís:

Só ontem tive algum tempo para ouvir de enfiada os últimos programas que fizeste. O que é uma desfeita da minha parte, tendo em conta que num deles até me citavas, a respeito do José Eduardo Lopes, mas tal como dizia a este amigo de escrita, sempre vou conseguindo um tempo para escrever e ler, em breves intervalos, mas esses breves intervalos são quase sempre mais breves que um programa do Estúdio Raposa. Claro que gostei muito de ouvir a sua leitura do conto do José. O conto que escolheste tem muitas das suas características de escrita – a simplicidade complexa das personagens, a sua palpabilidade, a força das imagens que evoca, o realismo anedótico-poético, jocoso, que eu considero profundamente alquímico. Sim, com estes adjectivos todos. E o alquímico não é o que vem menos a propósito. Creio que o Paleco criava problemas com os sotaques? Ou havia problemas de outra ordem? No Palavras de Ouro, baseado no texto de Teresa Rita Lopes, foste magnífico. Ambígua beleza, a daquela conversa em torno de um medonho concurso que tem dado origem a medonhos documentários. A atribuição de vozes foi genial e fez gerar uma corrente quase eléctrica entre dois pólos opostos, mas que, pelo seu carácter fantasmático parecem criar apenas um campo de gravítico centrado no sonho da Identidade. Pura física. Pura alquimia. Pura Arte.
Parabéns.
Manuel Anastácio

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