História 62 – O Pastor e a Princesa

10.09.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos hoje ouvir uma história que está no livro de dois volumes, “Antologia de Contos Portugueses”
de Alexandre Parafita e editado pela Plátano. Chama-se a história, “O Pastor e a Princesa”

Se queres ler o texto enquanto ouves a história, clica AQUI

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História 61 – A Moura de Algoso

03.09.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos hoje ouvir uma lenda que fui buscar à bela colecção “Lendas Portuguesas”, editada pelos Amigos do Livro, um trabalho de Fernanda Frazão. Esta história é um bocadinho maior do que é habitual, mas como na semana passada não houve história, esta vai compensar a falta. Chama-se a lenda, “A Moura de Algoso”
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Otília Martel sobre “Poesia Erótica 29”

22.08.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

“Ah, a sensualidade…
palmeiras se abraçando
cúmplices do vento.”

Começa assim um email que acabei de receber de Ana Sobral, uma das mais antigas comentadoras dos meus blogues, fazendo alusão ao programa Poesia Erótica 29, do Estúdio Raposa, onde se faz referência a um texto e alguns poemas incluídos no “Menina Marota – Um desnudar de alma”, lidos por Luís Gaspar. Acerca da poesia diz ainda, aquela comentadora:

“…a sensualidade está na raiz do nosso coração e na forma como olhamos os nossos próprios sentimentos e o mundo que nos rodeia….”

continua…

“…A fronteira de que fala Luís Gaspar no intróito do seu programa é vasta e tem muito a ver com a cultura psicológica e intelectual de cada um de nós, que a limitamos ou ultrapassamos, consoante o nosso próprio visionamento cultural. A poesia que acabei de ouvir é de uma sensualidade quase ingénua, sem retirar aqui, neste conceito, toda a fragrância de uma mulher na sua plenitude…”

e Ana Sobral diz ainda acerca da leitura…

“… emprestar a voz às palavras que os outros escrevem é bem mais difícil quando através delas queremos testemunhar ou oferecer os sentimentos que são de outrem. Luís Gaspar consegue fazê-lo e transporta-nos para lá das palavras que nos oferece na sua magnifica voz, conseguindo colocar-nos no palco dos sentimentos e transmitir-nos toda a sensualidade que emana da poesia. Parabéns a quem escreveu e a quem declamou.” (email devidamente identificado)

Porque me é difícil falar da minha própria escrita, quis deixar o testemunho de quem, com as suas palavras, conseguiu transmitir de uma forma muito pessoal, o pensamento de como interpretou, a escrita e a declamação, de alguns dos poemas que constam do referido programa.
Ousar imaginar que algum dia poderia constar de um programa, onde a grandeza de nomes como David Mourão Ferreira, José Cardoso Pires, Judith Teixeira ou ainda esse grande Ovídeo, cuja obra exerceu uma enorme influência em muitas gerações de Poetas e que fazem, do Poesia Erótica do Estúdio Raposa, um dos mais procurados por aqueles que amam a poesia declamada, é realmente uma honra para mim e as minhas humildes palavras.
É pois, com um enorme respeito pelo trabalho de alguém que devotadamente, ao longo dos anos, nos tem agraciado com um trabalho notável, que comovidamente agradeço a Luís Gaspar esta referência.
Obrigada.
Um abraço carinhoso
Otília Martel (Menina Marota)

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História 60 – “As Barras de Ouro”

20.08.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos agora ouvir uma história intitulada “As Barras de Ouro” e que faz parte da famosa edição da Verbo, “Tesouros da Literatura Popular Portuguesa”. Ora, então vamos lá.

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História 59 – “A Princesa cobra”

12.08.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos hoje ouvir uma história recolhida por Xavier Ataíde de Oliveira e publicada na obra “Contos tradicionais do Algarve”
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História 58 – O Doutor Grilo

09.08.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos hoje ouvir uma história intitulada o Dr. Grilo.
Fui buscá-la à bela edição da Verbo, “Tesouros da Literatura Popular Portuguesa”
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aaronLord sobre “Menina Marota – Um desnudar de alma”

31.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Uma POETA de excelência que eu e a minha família temos o grato prazer de conhecer pessoalmente. Tenho acompanhado de muito perto as leituras do Estúdio Raposa e foi com uma enorme satisfação que a vi referida no Poesia Erótica. Em dia do seu aniversário que hoje completou que melhor prova de amizade lhe poderei dar que dizer o quanto feliz fiquei por ver a riqueza das suas palavras projectadas para o mundo.
Cumprimentos do
António
(Comentário transcrito da página do Estúdio Raposa do NetLog)

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História 57 – Os salpicões do padre

30.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos, hoje, ouvir uma história de um maroto que roubou os salpicões ao senhor Padre. não sei onde fui descobrir esta história, mas isso não é motivo para que a não conte, não é verdade?

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Luís Pinto sobre “Menina Marota” de Otília Martel

26.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Estive na apresentação do livro que referes (Um Desnudar de Alma) na Bertrand do “Vasco da Gama”.
Conheci pessoalmente a autora.
Curiosamente no exterior daquela valiosa poeta (não gosto do termo poetisa) não se lê – nem de perto, nem de longe – a mulher ardente e apaixonava que ressalta do seu trabalho poético.
Pareceu-me uma mulher “normal”, de grande jovialidade, dedicada ao seu cuidadoso aspecto físico, que gosta de si própria, o que quer dizer que gosta de ser mulher.
A sua poesia apaixonada é uma faceta oculta, um refúgio talvez.
Daí, e à laia de ingénua brincadeira, poder dizer, desabridamente, que vi duas pessoas numa só:
A Srª D. Otilia Martel e uma outra de nome “Menina Marota”.
A dificuldade está em saber quem eleger.
Permito-me uma sugestão; vou eleger as duas.
Luís Pinto

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Erótica 29 – “Menina Marota – Um desnudar…”

25.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Cada um de nós constrói o seu próprio conceito do que é pornografia e do que é erotismo, de acordo com a sua sensibilidade. Cada um de nós estabelecerá as fronteiras entre um e outro território. O que para uns não passará de um acto pornográfico, para outros trata-se-à do mais puro erotismo, com as respectivas condenações ou absolvições.
Otília Martel (conhecida na blogosfera por Menina Marota) não permite, com a sua poesia, grandes divergências de opinião. As suas palavras transformadas em poema, não oferecerão qualquer dúvida sobre o terreno que pisam: puro erotismo.

Se quiser acompanhar a audição com a leitura do programa clique AQUI.

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Um comentário de Otília Martel (menina_marota)

25.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Aprendi muito jovem, muito mesmo, que o valor da amizade não está naquilo que recebemos mas naquilo que oferecemos, que partilhamos, nas cedências de cada um de nós, para com os outros.

Amizade para mim significa dádiva. Aquela dádiva que do fundo do coração entregamos a outrem.

E foi este o sentimento que senti quando ao descer do comboio que me levou à Gare do Oriente encarei com os Amigos que me esperavam. E aí o sentimento que descrevo tomou forma nestas palavras que um dia escrevi sobre a amizade virtual

“…Amizade, não é uma palavra vã,
é solidariedade transformada em lágrimas,
é sorrisos transformados em flor,
que se colhem na bruma do dia que está a nascer.”

porque os sorrisos e os abraços que recebi naquele momento enriqueceram a minha alma e o meu sentir e perfumaram ainda mais as rosas que recolhi nas minhas mãos.

Há muito que me une uma Amizade imensa ao Estúdio Raposa e ao trabalho desenvolvido de uma forma quase enternecedora, em honra de poetas e escritores e que, de uma forma perfeitamente altruísta, são dados a conhecer ao mundo.

E foi em representação do Estúdio Raposa, que eu conheci o seu dinamizador que acabou por ser o anfitrião da minha viagem para a apresentação do meu livro na Bertrand do Vasco da Gama.

A Amizade não se agradece diz o ditado popular, mas eu não posso deixar de aqui expressar publicamente, o meu profundo agradecimento a Luís Gaspar pela disponibilidade que ele e os seus companheiros me dedicaram no passado dia 18 de Junho, tornando o meu dia absolutamente inigualável.

E se admirava Luís Gaspar pelo esforço do trabalho desenvolvido, a minha admiração cresceu pela forma maravilhosa como me recebeu neste dia.

O meu sincero e profundo agradecimento também à Helena Domingues, Inês Ramos e Luís Pinto pela forma afectiva como também me receberam e acompanharam durante todo o dia, tornando-o muito importante para mim.

Obrigada.

Um abraço carinhoso,

Otília Martel (Menina Marota)

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Erótica 28 – O Kâma-sûtra

16.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Quando o 25 de Abril derrubou a censura, sugiram no mercado livreiro obras, até aí clandestinas. Uma delas que logo em 1974 viu a luz do dia foi uma edição do Livros do Brasil, onde no posfácio João Palma-Ferreira escrevia as palavras que vamos ouvir no início de um Poesia Erótica dedicado ao Livro dos Livros … do Amor. O Kâma-sûtra.
Se deseja seguir o texto enquanto ouve clique AQUI

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História 56 – Frei João Sem-cuidados

16.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Hoje vamos ouvir uma história que é também uma adivinha. A história do Frei João Sem-cuidados e de um moleiro
muito esperto. Mais esperto do que um Rei.
Se queres ler a história enquanto a ouves, clica AQUI.

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A Beatriz comenta as Histórias

13.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Bom dia (se o for quando ler).
Sou uma criança de 13 anos, que com frequência gosta muito de ouvir as suas histórias.
Quando tenho tempo ouço no mínimo umas 5 ou 10, e agora que vi esta noticia gostava de receber a informação de actualização desta página, até porque quando estou a estudar sabe bem fazer uma pausa e vir ouvir umas histórias que adoro, se calhar é normal pensar que uma criança da minha idade não costuma ouvir historias para crianças mais novas mas há gostos para tudo, aliás não são só as histórias… gosto também da maneira como consegue que o ouvinte consiga entrar nelas.
Obrigado, e uma boa continuação deste trabalho.
Adeus
Beatriz

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III Aniversário do Estúdio Raposa por Deana Barroqueiro

13.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

A Raposa cresceu depressa, quase sem darmos por isso, em três anos atingiu a sua pujança, fazendo-se ágil, vigorosa e bela, percorrendo distâncias cada vez mais longas e ousadas, deixando neste universo virtual o rasto da sua mágica presença, tornada imprescindível já a quem busca um refúgio nas várias grutas do seu bosque deleitoso para sentir, mais do que ouvir e ver, sussurros de pelagem macia e quente, com reflexos de ouro, cobre ou platina, sob o alento da inspiração e o brilho do talento.
Foi para mim um privilégio poder partilhar das emoções, dos sonhos e do génio de muitos outros espíritos que o habitam ou visitam, dos que vivem ainda e dos que se libertaram da lei da morte, todos a renascerem outros, nos domínios da Raposa, pela mão e pela voz do “feiticeiro” Luís Gaspar.
Lugar de mitos e de fábulas, talvez sem unicórnios, mouras encantadas ou tesouros escondidos, mas com palavras enfeitiçadas de desacordo ortográfico, capazes de arrepiar a pele e transformar o mundo, onde é possível conhecer seres como Luís Pinto ou Otília Martel, seja em corpo ou em espírito, e sair mais rico a cada encontro.
Feliz Aniversário, Raposa!

Um grande abraço de gratidão
Deana Barroqueiro

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Otília Martel sobre “A Sopa de Pedra”

10.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Esta história tão conhecida e sempre deliciosa de se ouvir, lembrou-me outras histórias…
Sou uma apaixonada por banda desenhada.
A colecção “Sopa de Pedra” da cartoonista Jan Eliot, prima pela forma e conteúdo e é uma maneira de mostrar que através da Banda desenhada, para além da solidariedade que é a força moral que a história traduz, nos dar um relato emocionante das personagens em que os “ingredientes” das narrativas da Sopa de Pedra é a própria essência do dia a dia de uma família.
Para além de apaixonada por BD, sou também uma apreciadora da sopa aqui mencionada e que aprendi a gostar quando miúda ainda… andando em viagem com os meus Pais, parámos numa localidade chamada Almeirim. Já era muito tarde e o restaurante onde entrámos já tinha praticamente tudo esgotado. Da ementa, restava apenas cozinhada, a Sopa de Pedra.
Ainda hoje, recordo aquele paladar… era de comer e chorar por mais! Eu que, como a maioria das crianças detestava sopa, até hoje continuo a adorar comer a sopa de pedra, especialmente a de Almeirim, passe a publicidade!
Grata por recordar esta história e com ela recebermos uma lição maravilhosa: quando há boa vontade, a partilha pode ser uma coisa maravilhosa.
Um abraço
Otília Martel (Menina Marota)

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História 55 – A Sopa de Pedra

09.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

“A sopa de pedra” é uma história muito antiga e muito conhecida. Mas como é muito engraçada, não custa nada ouvi-la de novo. Aqui vai ela.
Mas se quiseres ir lendo a história enquanto a ouves clica AQUI

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III Aniversário do Estúdio Raposa por Carlos Luanda

06.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Pois, e indo ao encontro do que disse a Otília Martel, e porque me custou, tendo nascido além fronteiras, o aprender da pátria que é o Português, sou mais um a assinar contra este suposto acordo, que de acordo apenas vejo um ponto: quem não sabe escrever Português passa a não saber, mas passar de fininho ao raspanete do professor quando corrige uma asneira. ( E tantas que eu dei quando chegado a estas terras lusas escrevia cavalo com “k” e cebola com dois “s”).
Portanto estou de acordo que seja apenas este ponto que norteia, porque de resto está cheio de disparates e falhas de argumento.
Mas indo agora ao que interessa de verdade e que é topo de agenda: O Estudio faz 3 anitos! Que maravilha!
Muitos e bons momentos espalhados por todo o mundo e a qualquer hora do dia, onde o falar Português tem no Luis um expoente de qualidade e erudição.

Sei e sinto isso em cada texto lido, em cada poema declamado, (e vivido) que este trabalho lhe dá um gozo especial, um sentir genuíno e é essa genuinidade que nos contamina e nos embala, e faz querer ouvir mais quando chegado ao fim nos parece o despertar dum sonho bom que queremos não ter fim.
Soprou três velinhas e o Estúdio, tendo o sorrir duma criança tem o saber da idade do mundo, das lendas envoltas no nevoeiro e na intemporalidade, dos poemas de Pessoa e Camões, dos outros – tantos e tão maiores quanto estes- dos nadas e zés-ninguém, todos grandiosos na mesma medida pela alma que o Luís lhes empresta.
Quero, e é a opinião de todos, expressar a par dos parabéns, um sentido muito obrigado e um abraço bem forte e apertado.
Viva o Estúdio Raposa, viva o Luís Gaspar.
Conte muitos e que os possamos contar.
Carlos Luanda

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III Aniversário do Estúdio Raposa por Otília Martel

06.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Feliz Aniversário Estúdio Raposa
Não sei quem estará de parabéns, se o Estúdio Raposa, se todos aqueles que seguiram com atenção, mesmo os que não se manifestaram (e que sei que são muitos), durante estes três anos de existência, num trabalho louvável e de grande sensibilidade.
No meu abraço de Parabéns vai o meu agradecimento, toda a admiração e respeito pelo trabalho desenvolvido.
Ao Luís Gaspar e a todos aqueles que tornam possível que os Programas do Estúdio Raposa sejam efectivamente, um local obrigatório de se visitar, os meus sinceros parabéns.
Um abraço da
Otília Martel

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História 054 – Dom Caio

04.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

A história que vamos ouvir intitula-se “Dom Caio” e vem contada numa bela edição da Verbo intitulada “Tesouros da Literatura Popular Portuguesa” publicada em 1985, organizada por António Manuel Couto Viana e com ilustrações de Júlio Gil.
Se quiseres acompanhar a audição da história e ler o texto, ao mesmo tempo, clica AQUI

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Palavras 131 – III Aniversário

03.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Estúdio Raposa, um dos primeiros dez podcast em língua portuguesa, está on line, semanalmente, há três anos.
Se deseja acompanhar a audição do programa com a leitura do texto, clique AQUI.

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Otília Martel responde a Luís Pinto

27.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

“Fora o novo acordo ortográfico! (estou a angariar assinaturas para uma estrondosa manifestação anti-acordo. Basta, Pum, Basta).Luís Pinto”

Pois meu Caro Luís Pinto, conte com a minha assinatura e pedindo desculpa ao anfitrião da casa Luís Gaspar, gostaria de acrescentar à minha maneira, o seguinte:
Ao longo da História Portuguesa a nossa escrita sofreu alterações, sendo certo que a fonologia se manteve intacta.
Para além de outras imprecisões não concordo, especialmente, com a al. b) e d) do Anexo 1 do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990) que a seguir se transcreve:

[…]
“BASE IV
DAS SEQUÊNCIAS CONSONÂNTICAS
1º) O c, com valor de oclusiva velar, das seqüências interiores cc (segundo c com valor de sibilante), cç e ct, e o p das seqüências interiores pc (c com valor de sibilante), pç e pt, ora se conservam, ora se eliminam.
Assim:
a) Conservam-se nos casos em que são invariavelmente proferidos nas pronúncias cultas da língua: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto.
b) Eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo.
c) Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receçâo.
d) Quando, nas sequências interiores mpc, mpç e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado nos parágrafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se, respetivamente, nc, nç e nt: assumpcionista e assuncionista; assumpção e assunção; assumptível e assuntível; peremptório e perentório, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade.
[…]

Independentemente de se saber que já outros Povos tinham descoberto o Brasil, quando em 22 de Abril de 1500 Pedro Álvares Cabral chegou a Terras de Vera Cruz, onde mais de mil línguas eram faladas pelos índios de diversas etnias que lá existiam, o certo e consta da História, é que em 17 de Agosto de 1750 o Marquês de Pombal institui o Português, como língua oficial do Brasil.
Com o actual acordo ortográfico, mais parece estarmos a ser colonizado pelo Povo, que em tempos idos, colonizámos, muito embora considere, que os Brasileiros deverão eles próprios, cultivar e escolher a sua própria linguagem e nunca ser um imperativo de outrem.
Por isso, caríssimo Luís Pinto disponha da minha assinatura a juntar aos muitos Portugueses, que estarão em completo desacordo, com este “acordo”.
E como este, é um local onde se lê (e muito bem) Poesia, ouvir Fernando Pinto do Amaral é um privilégio. Grata pela partilha e pela oportunidade da escolha.
Um abraço
Otília Martel

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Luís Pinto comenta Palavras de Ouro 130 – F. Pinto do Amaral

26.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

É um Senhor. Seguríssimo, cheio de ritmo, com imagens lindas e “sentidas”;
“Às vezes é tão bom ver nascer uma estrela” ou ainda “o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo, toda a espiral das horas que se erguessem no poço dos sentidos”.
Não deve ser nada fácil chegar a este apuro; o da palavra certa no sitio certo para que a leitura resulte na imagem que o autor pretende criar.
Não o conhecia e foi um prazer ouvi-lo.
E, entretanto, quase parece impossível acreditar que as “Palavras de Ouro” vão bater à porta dos três anos.
Quantas coisas boas tu não leste? Quantos poetas ou prosadores passaram pelo programa?
A quantas pessoas não deste a conhecer nomes menos conhecido das nossas letras, e dos famosos monstros sagrados que encharcaram de luz e de cor esta tua graciosa dádiva à cultura?
Felizmente ainda ouvimos os escritores que “escrevem português”.
Fora o novo acordo ortográfico! (estou a angariar assinaturas para uma estrondosa manifestação anti-acordo. Basta, Pum, Basta).
Luís Pinto

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História 053 – O Navio Encantado

26.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

A história que vamos ouvir hoje, tem por título “O Navio Encantado”
Se quiseres seguir o texto enquanto ouves a história, clica AQUI.

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Sara Silva sobre Sara Silva

26.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Peço as minhas sentidas desculpas pela atrasada resposta, mas tenho andado em alvoroço com situações escolares, esquecendo-me por completo deste pequena vitória que foi a minha “adolescente contribuição” para o programa.
Agradeço desde já a sua disponibilidade para recitar poemas talvez inexperientes, como referia o comentador Luís Pinto, no enleio de tantos bons poetas.
Em resposta ao comentaria ao meu trabalho, promovo com vivacidade a critica apreciativa, pois é verdade que a coesão métrica, por vezes, não é simétrica, o que é notório. Mas justifico-me, frisando que eu escrevo para expressar o que sinto, não me importando muito com a estrutura. Algo que, no futuro poderei levar em conta e aperfeiçoar, visto que nada está perdido e tudo pode ser aprendido.
Agradeço as criticas e peço, mais uma vez, desculpas pela demora. Tentarei, se assim quiser, ser uma visitante mais assídua do seu programa, tomando lições dos mais “conhecedores da matéria”.
Sara Silva

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Palavras 130 – Fernando Pinto do Amaral

24.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Fernando Pinto do Amaral é o autor que nos empresta as suas palavras para o programa de hoje.
Ouviremos a sua poesia.
Se deseja seguir a audição com a leitura do texto do programa e dos poemas, ou mais tarde, obter os poemas, clique AQUI.

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História 052 – “A Família do S. Pedro”

18.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos, hoje, ouvir uma história que se passa, imaginem, no céu! Teremos notícias da família de S. Pedro e das ordens que o porteiro do Paraíso recebia de Cristo e de Deus, Uma história muito divertida que vai explicar como nasceu uma frase que ainda se usa em alguns lugares.
Se quiser ler o texto da história enquanto a ouve ou mais tarde, clique AQUI

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Luís Pinto e “As Núpcias de Asmodeu” (025)

17.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

No passado dia 15 deste mês (estamos em Junho de 2008), visitei a Feira do Livro, em Lisboa, com o propósito de me dirigir somente ao Stand da Porto Editora onde a escritora Deana Barroqueiro se encontrava a autografar os livros que vendia.
Conhecia-a pessoalmente nessa tarde. Dela tinha lido o “D. Sebastião e o Vidente”, livro que levei comigo para o autógrafo da praxe, e ouvido os poemas eróticos que tens recitado neste programa.
É uma pessoa extraordinariamente simpática e que escreve por amor.
Basta dizer-te isto; ao leitor que dela se aproximava para o autógrafo, a escritora, antes de assinar o livro, esclarecia a veracidade do seu romance histórico, exibindo gravuras da batalha de Alcácer Quibir e apontando passagens do livro “Miscelânea” de Miguel Leitão de Andrada, principal fonte de inspiração do seu romance.
Em tantos anos que tenho de feiras de livros, nunca me foi dado assistir a esta postura do escritor com o seu leitor, ou seja, Deana faz questão de demonstrar que aquele romance nasceu, não duma pura imaginação, mas dum resultado exaustivo de estudo e pesquisa.
Deana é professora de Português.
Também deve ensinar por amor.
Luís Pinto

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História 51 – A Boca do Inferno

13.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

A história de hoje…não é bem uma história! Trata-se de uma lenda. que nos conta como nasceu a Boca do Inferno, ali em Cascais.
Acho que esta é uma história mais para os pais do que para os mais pequenos mas eles também merecem, de vez em quando, um presente. Desta vez vão receber a lenda intitulada “A Boca do Inferno”. Essa mesma, a que fica ali, à beirinha de Cascais.
Se queres ler o texto do programa enquanto o ouves. ou mais tarde, clica AQUI

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Erótica 27 – Judith Teixeira

06.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

«Não sei cantar os amores débeis. Adoro o Sol, amo a Cor, quero a Chama, bendigo a Força, exalta-me o Sangue, embriaga-me a Violência, deliro com a Luta, sonho com os gritos rebeldes do Mar!”
Enfim, uma confissão futurista. Nenhuma outra escritora portuguesa a fez.

Se deseja ler os poemas enquanto os ouve ou mais tarde copiar os textos, clique AQUI

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