Category Archives: José Gomes Ferreira

José Gomes Ferreira (Porto, 9 de Junho de 1900 – Lisboa, 8 de Fevereiro de 1985) foi um escritor e poeta português. Estudou nos liceus de Camões e de Gil Vicente onde teve o primeiro contacto com a poesia. Colaborou com Fernando Pessoa, ainda muito jovem. Está em todos os grandes momentos “democráticos e antifascistas” e colabora com outros poetas neo-realistas num álbum de canções revolucionárias compostas por Fernando Lopes Graça, com a sua canção “Não fiques para trás, ó companheiro”.

José Gomes Ferreira – “Panfleto…”

Sofro, noite! Não as dores metafísicas que os homens suam nas estrelas 
 para enfeitarem a fome da aristocracia das nuvens. 
Não o terror súbito de nos vermos sozinhos na terra 
 sem uma voz nos astros que nos diga: … Continue reading

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José Gomes Ferreira – “Viver sempre também cansa”

O sol é sempre o mesmo e o céu azul ora é azul, nitidamente azul, ora é cinzento, negro, quase-verde… Mas nunca tem a cor inesperada. O mundo não se modifica. As árvores dão flores, folhas, frutos e pássaros como … Continue reading

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José Gomes Ferreira – “O sol”

O sol é sempre o mesmo e o céu azul 
ora é azul, nitidamente azul,
 ora é cinza, negro, quase-verde…
 Mas nunca tem a cor inesperada. O mundo não se modifica.
 As árvores dão flores,
 folhas, frutos e pássaros
 como … Continue reading

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José Gomes Ferreira – “Álbum/XII”

Todos nascemos nus – condição dos vermes, dos punhais e da luz. Os filhos só têm a mais o terror das diferenças das mães a vesti-los com os braços – destinos feios de mijo a chorar nas rendas e violinos … Continue reading

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José Gomes Ferreira – “Devia morrer-se de outra maneira”

Devia morrer-se de outra maneira. Transformarmo-nos em fumo, por exemplo. Ou em nuvens. Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos os amigos mais íntimos com um cartão de convite para o … Continue reading

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José Gomes Ferreira – “O Sol”

O sol é sempre o mesmo e o céu azul
 ora é azul, nitidamente azul,
 ora é cinza, negro, quase-verde…
 Mas nunca tem a cor inesperada. O mundo não se modifica.
 As árvores dão flores,
 folhas, frutos e pássaros
 como … Continue reading

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