Mário João Ramos e a suspenção do “Lugar aos Outros”

08.11.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Mário João Ramos escreveu:
Amigo Luís,
 claro que o mundo não acaba hoje e os Lugares estarão sempre à espera de vidas novas… novas palavras… novas poesias… novas vozes… novas luzes…
esse lugar foi iluminado pelo teu trabalho… pela tua dedicação…
estou certo que continuará a ser um céu repleto de estrelas brilhando a uma só voz…
a minha homenagem pelo que fazes e fizeste na divulgação desses lugares perdidos
escondidos, esquecidos… nas gavetas mais ou menos secretas… que se foram desinibindo…
e como “palavra puxa palavra”…assim se foi construindo essa mágica áudio-antologia de autores mais ou menos anónimos… 
assim nos fomos aproximando e fazendo amigos que apesar de geograficamente distantes, nos são tão internos…
sinto-te um Amigo que me habitará aceso na memória… enquanto a chama não me extinguir…
“somos matéria para combustão e sofrimento” (escrevi)…
enquanto não acabamos de arder, vamos também alimentando outras combustões… que, felizmente, reflectem a magia do riso; da felicidade; da amizade e do amor que incondicionalmente nos fecunda…
 aproveito para te deixar um momento em que… o poeta, às vezes, acontece…

***
 
 ser poeta… às vezes
quando acontece.
estar nessa latitude ocasional
e respirar do animal que somos
a alma que nos convém…
 
ser poeta… agora!…
enquanto a palavra sustém o verso…
no entretanto… o mito que demora
o universo acontecer…
 
ser poeta …
é coisa que não sei dizer ainda
ainda que… outra qualquer coisa possa ser
 
ser poeta… quando quiser …
às vezes, morrer de novo
nesse  lugar de paz e violência
 
ser poeta…   montanha
onde apura a  razão e a demência …  
ser poeta, enfim… consciência de mim
ou da coragem que nos conduz à morte
 
ser poeta numa qualquer noite
onde a sorte crie estrelas
ser poeta…
abraçado a elas… com ternura
 
ser poeta ou poesia
a mão que me segura
ser por toda a lonjura o grito…
da liberdade e do amor que tenho escrito
 
ser poeta é o que define a cor
dessa paisagem
ser poeta no regresso da viagem
 
ou na partida…
para toda a vida!
****
 obrigado pela tua presença neste Lugar de ausências
 Mário João, 07 de Novembro de 2009

facebooktwittermailby feather

Otília Martel (MM) e a suspenção do “Lugar aos Outros”

08.11.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Sou desde a primeira hora, uma das muitas admiradoras do “Lugar aos Outros” do Estúdio Raposa assim como tive o privilégio de ver alguma da minha poesia lida e divulgada em mais de um programa o que muito me honrou.
Muitos dos autores que agora publicam as suas palavras, tiveram um incentivo precioso para continuarem a escrever, após o Estúdio Raposa ter lido os seus trabalhos.
Cada vez mais a poesia é valorizada. Cada vez mais se fala dela e até nos discursos de alguns políticos ela é sentida.
É com pesar, portanto, que vejo este Programa suspenso, mesmo que temporariamente.
Em meu nome e, em nome do blogue Poesia Portuguesa, de onde saíram igualmente muitos dos nomes lidos no “Lugar aos Outros”, agradeço toda a disponibilidade para com a poesia e os poetas lidos ao longo destes anos esperando, muito sinceramente, que o “temporariamente” não seja definitivo.
Um Abraço
Menina Marota (Otília Martel)
http://meninamarota.blogspot.com/
http://portuguesapoesia.blogspot.com/

facebooktwittermailby feather

Raquel Coelho sobre o Lugar 105

05.07.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Ó. que maravilha. é incrível a magia que faz às palavras.
muito parabéns. muitos mesmo.
um beijinho e votos de uma excelente semana, com a calma merecida
raquel

facebooktwittermailby feather

Sandra Fonseca e o Lugar aos Outros 105

14.06.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís,
Ouvir meus poemas na tua voz foi um momento de puro encantamento. Esse “lugar aos outros” é um lugar de generosidade que abres a todos que desejam enviar sua mensagem através da língua universal da poesia. E neste caso, em que somos filhos da mesma língua pátria, torna-se um lugar privilegiado, em que é a sua voz o veículo condutor de nossa mensagem.
O que fazes é de um jeito que só os grandes e sensíveis artistas conseguem: elevar a obra já concluída, dar vida, voz e brilho ao que, por vezes, foi tão despretensiosamente escrito.
Fica meu agradecimento.
Um beijo,
Sandra Fonseca.

facebooktwittermailby feather

José Oliveira sobre o “Lugar aos Outros 104”

13.05.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís Gaspar

Depois do conselho sensato do meu travesseiro aqui estou para me pronunciar e “dizer da minha justiça”, como me pediu, acerca da edição do lugar 104, com a inclusão de quatro poemas meus no seu adioblogue.
Quero começar por agradecer publicamente a sua iniciativa e a gentileza de me destinar um lugar, no lugar 104, do “Lugar aos Outros”.
Enquanto escrevo continuo a escutá-lo e a escutar-me a mim na limpeza e gravidade da sua voz, na sua capacidade de tornar audível o vísivel.
Enquanto o escuto penso em mim e no quando eu era muito pequenino e queria ouvir histórias… Porque ainda não sabia ler, encantavam-me as vozes graves do meu avô, do meu pai…
Penso também na felicidade que tenho ao ouvi-lo, na felicidade que tenho de poder ler e escutar ao mesmo tempo… de ter olhos veem e ouvidos que ouvem.
Mas há pessoas a quem isso não acontece e por isso… por muito mais do que lhe dizer que estou embevecido com a audição do meu nome e da minha poesia no seu Lugar aos Outros…
Muito mais do que falar da minha vaidade e no meu orgulho contido de o ouvir dizer poemas com dedicatória anónima que as páginas da minha vida conhecem…
Tenho de dizer de minha justiça:
Aquilo que o Estúdio Raposa dá ao mundo através das “palavras de ouro”, “da poesia erótica”, das “histórias” e contos tradicionais é o verdadeiro LUGAR AOS OUTROS, porque de uma forma gratuita, empenhada e muito profissional nos é dado a conhecer, tantas vezes, pela primeira vez o registo audível da literatura portuguesa… e isso meu caro Luís, isso é dar “novos mundos ao mundo” para citar o poeta.
A sua iniciativa enche os ouvidos de quem não lê e aquece-lhes o coração, porque esse é o propósito da literatura.
Bem hajas
Com um abraço,
José Miguel de Oliveira

facebooktwittermailby feather

Carla Ribeiro sobre o seu programa (Lugar 103)

15.04.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís…
Quase parece impossível comentar algo de tão mágico e tão belo como foi ouvir (uma e outra vez) as minhas palavras através da magia da sua voz. Em cada verso, parece-me que as minhas palavras ganham um novo sentido, uma nova força insuflada numa voz tão bela que parece voar para além de toda a imaginação. É quase como um sonho, um renascer de mundos através de uma nova visão, um florescer na diversidade da luz.
O que dizer, quando o nosso próprio pensamento parece ser elevado à transcendência, mais longe que nós próprios? Pois foi isso que senti… Uma magia, um poder tão leve e tão sublime que, por vezes, a minha poesia parecia ser tão maior que eu… Termino, pois, com estas poucas palavras, tão breves, mas que, espero, digam o suficiente, e deixo-me embalar pela magia dessa magnífica voz, ouvindo num silêncio… infinitamente grato.
Muito, muito obrigada.
Carla Ribeiro

facebooktwittermailby feather

Susana Venenno (de novo) sobre “Lugar 102”

26.03.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá Luis,

Já recomposta da emoção de escutar-me pela tua voz, e com o coração mais nas mãos do que num papel colorido de poesia, venho agradecer-te (continuo a sentir-me mais próxima de ti tratando-te por tu… dás-me sempre esta sensação de que ainda somos crianças ou pessoas sem idades quando, neste parque de diversões chamado “net”, conversamos às cambalhotas e aos baloiços com as palavras que voam, com as nossas asas, num boomerang que nos faz rir, ou mesmo chorar… emocionar)… mas como dizia, estou-te infinitamente grata, por teres feito de mim, rainha por um dia! E justifico estas últimas 8 palavras:
Recebi incríveis (alguns até surreais) elogios, de quem me ouviu pela tua boca… daqueles que nos abraçam por fora e por dentro:
– de pessoas que nem sabiam deste meu “talento” (as aspas são propositadas) e que, se antes me parecia que lhes era de cristal, agora, passei-lhes a ser diamante;
– de outras pessoas que, ainda que soubessem deste meu prazer pela escrita, desconheciam-na em absoluto por eu a guardar na gaveta, e que me elogiaram por telefone, com fogo-de-artifício nas “guelras”, de tão felizes que ficaram pela minha própria alegria e satisfação por ter chegado a uma espécie de primeira meta, quando subi o meu primeiro degrau pela tua mão.… e pela minha, aproveito para puxar pela caneta que há muito descansava;
– e de outras pessoas ainda, (as mais próximas) que, com lágrimas na voz, me disseram que no meio de tantas palavras que bailam no meu lago de cisne, lamentam terem tido só agora a noção da intensidade do sofrimento que calo, só para que comigo, ou por mim, não sofram.

Enfim, uma panóplia de emoções, hoje, vividas e partilhadas através da minha ponte para chegar aos outros, que vem dessa tua voz que também te vem da alma, como absoluto dom e talento (sem quaisquer aspas).
Foi fácil perceber na tua exposição, a cumplicidade que entre nós criámos por email… o que me deixou ainda mais feliz, ao perceber que não estava (nem nuca estive, como cheguei a pensar) sozinha, nesta empatia.
Ao longo deste tempo, já li tudo o que há por este mundo cibernético, sobre ti… e és de facto grande (muito GRANDE!) como profissional que se apaixonou por todos os trabalhos que abraçou… mas por detrás desse homem e dessa voz magnetizante e que hipnotiza quem a ouve… eu, é que me sinto honrada e privilegiada por ter descoberto/sentido (por vezes, de forma assoladora!), nas nossas linhas mais privadas, o ser (mais) humano que existe em ti.
Ainda que a nossa ligação “artística” se fique por aqui, espero que a Vida nos dê muitas mais oportunidades de partilhar o que somos, como somos e quando o somos, seja pelas palavras escritas, seja pelas lidas, seja pelas emoções sentidas.
Que o nosso elo fraterno, não arranje tesoura capaz de o cortar e que, aquilo que a internet uniu, nenhum vírus separe.

Bem hajas!
ABREIJOSSSSSSSSSSS….
Susana Venenno
P.S. Podes publicar.
(sorrio-te)

facebooktwittermailby feather

Susana Venenno sobre “Lugar 102”

25.03.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Meu querido Luís,
Obrigado por me ter(es) feito sorrir e emocionar. Nunca me tinha ouvido. E como é a primeira vez ainda tremo como que eletrocutada. 🙂
Acima de tudo obrigada, em nome da minha mãe (amblíope – quase cega, – e que devora audiobooks) que te agradece teres posto a minha alma na tua voz e nos seus ouvidos.
Desculpa…mas faltam-me neste preciso momento, outras palavras para a imensa gratidão que tenho para cons(t)igo.
Abreijos…
Susana Venenno

facebooktwittermailby feather

Luís Lima sobre “Lugar 101”

11.03.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís, esta noite ouvi poemas [do n. 101]. Embora tudo o que escrever de seguida seja insuficiente, não posso deixar de o fazer. Que bom… que bem nos faz, me faz… escutar… ouvir… sentir, perceber o que, afinal, gostaria de ler e captar no dia a dia em forma de poesia: as minhas palavras na sua linda e inconfundível voz, na sua dicção “limpa” e cativante. Fico lisonjeado e agradecido por ter o meu trabalho veiculado no Estúdio Raposa. Falar do Estúdio Raposa é por conseguinte, falar de tudo o que lhe está subjacente. É falar de Luís Gaspar e do projecto que acarinha, ao qual dá voz e uma imensidão de partilhas que, sem qualquer tipo de contrapartidas, difunde de forma completamente altruísta. Só com essa voz, e com a capacidade que tem de interpretação, se consegue dar o ênfase que deu aos meus textos. Houve momentos em que me arrepiei, confesso.
Agradeço aos autores as frases respigadas e acima grafadas:
Renato Costa, Paulo Afonso, António Cruz, Leonardo Jorge Pereira, Otília Martel, Luís Mendes (a ordem é aleatória).
Um abraço sentido (e partilhado)!
Luís Lima

facebooktwittermailby feather

Leonardo Jorge Pereira e o seu Lugar aos Outros

22.01.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Fico lisonjeado e agradecido por ter meu trabalho veiculado no Estúdio Raposa, achei muitíssimo interessante as colocações sobre a palavra luau, em Brasília não há praia, mas os luaus eram realizados as margens do Lago Paranoá, ou à beira de uma cachoeira do cerrado, ou mesmo ao redor de uma fogueira. Reuniam-se amigos para tomar uns copos tocar alguns instrumentos, cantar e recitar poesia. Saudosos tempos, coisas da juventude brasiliense.

Gostei muito dos poemas escolhidos, os dois primeiros estão entre os meus favoritos, pode ser um sinal de que não são tão maus, já que eu não sou o único a gostar deles. Adorei vossa interpretação! Já encaminhei o endereço eletrônico do Estúdio para os amigos da minha lista de e-mail. Quanto ao ditado: “tardou mas arrecadou”, no Brasil não é usual, mas costumamos dizer algo semelhante “Tarda mais não falha”.

Grande abraço e mais uma vez parabéns pelo primoroso trabalho
L.J.P.

facebooktwittermailby feather

António Cruz sobre o seu “Lugar aos Outros 98”

05.01.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Meu querido amigo Luís Gaspar!

Que melhor forma de começar o ano poderia eu querer?
Ouvindo as minhas palavras na sua linda e inconfundível voz, na sua dicção “limpa” e cativante.
Muito obrigado por ter melhorado a minha poesia, por lhe ter emprestado a sua arte e a sua habilidade para a transformar em algo mais mágico.
Um grande abraço deste seu reconhecido do outro lado do mar.

E, para o que precisar, aqui estarei para colaborar consigo. Disponha sempre. E mande sempre notícias.
Se calhar vir à Madeira, por favor diga-me. Gostaria de conhecê-lo pessoalmente, e de abraçá-lo sinceramente.

António Barroso Cruz

facebooktwittermailby feather

Renato Costa comenta L.Outros 98

05.01.2009 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís, esta noite ouvi poemas de António Cruz, poemas que foram ditos por ti na noite de fim de ano, e que, nessa hora não escutei, mas que ouvi nesta noite de domingo de 2009…

Que bom..que bem nos faz, me faz..escutar…ouvir…sentir .perceber o que, afinal, gostaria de ler e captar no dia a dia em forma de poesia ..que bem me faz aceder a tanto, seguindo o poema…bebendo as palavras que nos chegam, as tuas Luís…palavras que associam  à doce e clara expressividade sonora ..a riqueza que essas mesmas palavras transportam, enquanto poema, no tanto que as mesmas exprimem de saber  e beleza…que tão presentes estão nesses poemas , desse poeta António Cruz, que nos diz, em palavras tão simples e tão profundas, o que nos escapa…assim nos fala de sentimentos…das palavras…da vida…
Obrigado aos dois…um amigo, Renato

facebooktwittermailby feather

Comentário de Paulo Afonso sobre o Lugar aos Outros 77

17.09.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Embora tudo o que escrever de seguida seja insuficiente, não posso deixar de o fazer. Isto porque é justo que o faça. Assim, começo por lhe dizer, que o seu espaço é uma referência muito importante, no panorama da língua portuguesa, não só por divulgar os poetas consagrados como também para ajudar os desconhecidos que escrevem (como eu). É portanto um espaço digno e reconhecido. Depois, outra referência obrigatória vai para a sua voz espectacular, que na minha humilde opinião é a maior de Portugal. É também um reconhecimento óbvio e partilhado por inúmeras pessoas deste universo da língua portuguesa.
Por último, mas não menos importante, vai o meu agradecimento pessoal pela grande contribuição que tem feito na divulgação do meu trabalhado. Depois, ainda teve a simpatia de dar voz aos meus textos, o que me enche de orgulho. Sinto-me um homem privilegiado e de grande sorte. Dizer-lhe obrigado por tudo é manifestamente pouco. Sei que o que tem feito por mim não tem preço e será uma dívida que nunca conseguirei saldar. Resta-me homenageá-lo, através das palavras, de uma forma singela e sincera. Para mim, o Senhor é o Maior. Com muito carinho, ofereço um abraço com amizade.
Cumprimentos,
Paulo Afonso Ramos

facebooktwittermailby feather

Lugar 90 – III Aniversário comentado por Otília Martel

03.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

“É mais fácil encontrar um amigo do que conservá-lo”
(Nemcova Bozena)

Refere-se na Edição nº 559 de 30 de Junho de 2008, na Fofocas & Anedotas, uma das páginas da Truca, do Estúdio Raposa.

Confesso, que esta frase tem muito a ver com a minha maneira de pensar e, muito em especial, com a minha forma de existir tanto no mundo real, como no virtual.

É pois, sobre Amizade, que se fala também, no Lugar aos Outros nº. 90, outra das págs. daquele Estúdio.

António Melenas para além de ser um Poeta de rara sensibilidade, foi um bloguista que, com afabilidade e simplicidade, conquistou o respeito e a consideração de muitos de nós; recordá-lo, foi rever o Homem/Bloguista que nos soube encantar, com as suas palavras.

Através do blogue “Porosidade Etérea” da Inês Ramos, descobri a poesia de Luís Pinto e mais tarde, tive o privilégio de aceder a escrita sua, que talvez por timidez, não dá a conhecer.

Em 17 de Julho de 2007, o Poesia Portuguesa publicava a sua Paráfrase sobre a “Canção das Canções”, poema concorrente ao tema Poesia Erótica, do blogue da Inês Ramos e do qual apresento um excerto:

“Vamos para o festim da floresta
Que já entoa a chegada da Primavera.
E introduz-me uvas passas na minha boca que espera a tua.
Saboreia a minha saliva e ouve a minha voz que te segreda palavras de conforto
Porque esta noite procurei-te e não te encontrei. Desejo ser tua
Como na primeira vez quando nos encontrámos nos outeiros.
Quero conceber dum amor frenético, penetrante, quente, aromático.
Oh! meu amado amigo e esposo. Os ninhos já estão prontos.
Escolhamos o nosso.
E faz-me ouvir a tua voz desfalecida quando me abraças e me possuis.
Como são deliciosos os teus afagos, as tuas carícias,
Os beijos com que cobres o meu corpo inteiro. O aroma que vem de ti
Excede o de todos os aromas.
Desfaleço de amor. Os teus lábios são lírios, que destilam a mirra mais preciosa.
Bebe do nosso vinho perfumado, sacia a tua sede de desejo e toma-me.
Leva-me.
Desfaleço de amor mas não tenhamos pressa.
Quando regressarem os pastores
Estamos escondidos na ilha dos amores.”

É assim Luís Pinto. Com a mesma placidez que escreveu esta Paráfrase, escreve muito mais; aqui o cumprimento, pelos deliciosos textos que partilha, mesmo que anonimamente.

Falar do Estúdio Raposa é por conseguinte, falar de tudo o que lhe está subjacente. É falar de Luís Gaspar e do projecto que acarinha, ao qual dá voz e uma imensidão de partilhas que, sem qualquer tipo de contrapartidas, difunde de forma completamente altruísta e que nos meus blogues, abracei com igual entusiasmo.

Através do seu programa Lugar aos Outros, Luís Gaspar deu a conhecer uma infinidade de autores e a poesia que estava destinada a ser guardada na gaveta.

Em 28 de Setembro de 2006, a propósito do Lugar nº. 20 escrevia no Menina Marota:

São decorridos pouco mais de quatro meses que através do audioblog do Luís Gaspar, se iniciou o primeiro programa do Lugar aos Outros, um espaço especialmente criado e nas palavras do seu autor “…onde se divulga a escrita de quem ainda não chegou ao estrelato”.
Hoje cumpre-se o vigésimo programa, onde na voz inconfundível do Luís Gaspar ouvir-se-á, mais uma vez, textos e poemas de, na sua maioria, autores de Blogues.
A disponibilidade e o carinho que se verifica em cada programa, de temas diversificados, traduzem o encantamento com que o autor do programa dialoga com as palavras.
É esse incentivo altruísta que quero hoje deixar aqui bem expresso, no agradecimento que faço ao Luís Gaspar, por todo o trabalho e empenho tido na divulgação dos trabalhos daqueles que a maioria das vezes e, como é o meu caso, “escreviam para a gaveta”.
Mas aproveito para realçar, que o Estúdio Raposa tem outros locais verdadeiramente surpreendentes. No seu espaço da TRUCA poderemos encontrar programas e temas variadíssimos…e super curiosos… como Os Postais do Oscar por exemplo…

Três anos estão a completar-se. Os parabéns ficarão para o próprio dia porque, muito simplesmente, digo…OBRIGADA!

Um abraço da
Otília Martel

facebooktwittermailby feather

LUGAR 90 – III ANIVERSÁRIO por Luís Pinto

03.07.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Sou “obrigado” a escrever duas palavras sobre este programa aniversariante.
Primeiro: o grande valor dos nomes poéticos que referiste (e de tantos outros que deste a conhecer ao longo dos três anos) encheram de talento o “Lugar aos Outros”
Segundo: a tua voz deu luz a novas “estrelas”.
Terceiro: agradecer a tua tão simpática referência ao meu nome, imerecida no meu parecer.
Luís Pinto

facebooktwittermailby feather

Sara Silva sobre Sara Silva

26.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Peço as minhas sentidas desculpas pela atrasada resposta, mas tenho andado em alvoroço com situações escolares, esquecendo-me por completo deste pequena vitória que foi a minha “adolescente contribuição” para o programa.
Agradeço desde já a sua disponibilidade para recitar poemas talvez inexperientes, como referia o comentador Luís Pinto, no enleio de tantos bons poetas.
Em resposta ao comentaria ao meu trabalho, promovo com vivacidade a critica apreciativa, pois é verdade que a coesão métrica, por vezes, não é simétrica, o que é notório. Mas justifico-me, frisando que eu escrevo para expressar o que sinto, não me importando muito com a estrutura. Algo que, no futuro poderei levar em conta e aperfeiçoar, visto que nada está perdido e tudo pode ser aprendido.
Agradeço as criticas e peço, mais uma vez, desculpas pela demora. Tentarei, se assim quiser, ser uma visitante mais assídua do seu programa, tomando lições dos mais “conhecedores da matéria”.
Sara Silva

facebooktwittermailby feather

Lugar aos outros 89 – Sara Silva por Luís Pinto

25.06.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

A poetisa é sincera e reconhece-se como inexperiente.
“Sei que tenho muito que aprender, muito que aperfeiçoar mas julgo que estou no bom caminho” – palavras da própria.
Não é necessário dize-lo.
Tu próprio, na leitura, tens dificuldade em encontrares a métrica porque ela não existe.
Mas, apesar deste meu parecer, a Sara pode trabalhar para encontrar “o bom caminho”.
A propósito de bom caminho…
Por acaso a poetisa já te agradeceu a leitura que fizeste?
Luís Pinto

facebooktwittermailby feather

Sara Silva – candidata ao Lugar aos Outros, digo eu.

07.05.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá,
Antes de mais apresento-me: chamo-me Sara Silva e tenho 18 anos. É recente o despertar do gosto pela a escrita e leitura, e permita-me dizer-lhe que a sua interpretação do poema “Adeus” de Eugénio de Andrade é sem dúvida o melhor de todos os podcast que já o ouvi recitar. Mas o assunto que me faz dirigir até vós é outro, neste e-mail envio-lhe dois poemas escrito por mim, que mediante o reconhecimento do seu programa, gostaria que os lesse e reflectisse criticamente sobre eles. Agradecia o tempo desperdiçado e que respondesse expressando a sua opinião.
Obrigado pela atenção,
Cumprimentos
Sara Silva

facebooktwittermailby feather

Luís Pinto sobre o Lugar 88 – João Baptista Coelho

01.05.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

idade bonita, fresca e poética.
Pelos trabalhos que ouvi recitares, o autor merece plenamente a divulgação no teu prestigiado programa. Aliás, no primeiro concurso de “Conto e Poesia” organizado pela CGTP-IN, (louvável iniciativa), João Baptista Coelho, “teve que enfrentar” 167 trabalhos de poesia e o Júri (Urbano Tavares Rodrigues, Domingos Lobo, José Carlos Vasconcelos, Paulo Sucena e Fernando Gomes) baseou a sua selecção tendo por base os “critérios de qualidade literária, originalidade, capacidade criativa e riqueza da linguagem”.
Perante um número tão elevado de concorrentes, o 1º prémio com que João Baptista Coelho foi distinguido, reforça a mensagem de há dias do nosso Nobel e que eu aqui simplifico; “Os nossos jovens têm que apreender a escrever português”.
Luís Pinto

facebooktwittermailby feather

Luís Mendes comenta o seu programa

11.04.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Só com essa voz, e com a capacidade que tem de interpretação se consegue dar o ênfase que deu aos meus textos. Ouve momentos em que me arrepiei, confesso. Deixou-me de boca aberta no texto de seu titulo – POR NÓS.

Um forte abraço,
Luís Mendes

facebooktwittermailby feather

Joaquim Alves sobre António Melenas

22.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Luís,
Desta feita, a garganta fica ferida e engasgada.
Nada sai que jeito tenha. E nem a mão, por vezes ágil,
altera a situação.
Assim sendo, outra via encontro, na mesma emoção.

AO POETA DO AMOR E DA LUTA,
ANTÓNIO MELENAS

já não sou eu
que aqui estou

faltas cá tu
falta-me
um bocadinho
de mim
já não sou eu
que cá estou

continuarei
sim continuarei
a escrever-te
cada vez
mais baixinho
e em tom lento

que a vida
se é caminho
só mesmo
exaltada fica
quando lutamos
com o amor
que revelaste

já não sou eu
que estou
por aqui
faltas cá tu
por inteiro

Um grande abraço
e um agradecimento profundo
pela tua sadia homenagem ao António.
Um Adeus, só por Hoje!

Joaquim Alves

Monte Abraão
Sábado de Alelluia
22. Março. 2008
Também Dia Mundial da Poesia

facebooktwittermailby feather

José Miguel Teodoro sobre António Melenas

22.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Obrigado, Luís, pela tradução da sensibilidade e da amizade em palavras ditas.
Foi bom ouvir o António esta manhã.
Que bom um amigo nosso ter um amigo assim.

Cumprimentos,
José Miguel Teodoro

facebooktwittermailby feather

Lurdes Rebelo sobre António Melenas

19.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Obrigada Luís,
Pelo magnífico modo de dizeres as belas palavras do nosso Amigo António Melenas.
Uma justa e devida homenagem.
Um abraço
Lurdes Rebelo

facebooktwittermailby feather

Amita sobre António Melenas

19.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá Luis

Hoje de manhã fui ao Estúdio Raposa no Netlog e quando lhe
ia enviar uma msn a luz foi abaixo. Depois, tive de sair.
Queria dizer-lhe da minha profunda tristeza ao saber a notícia
sobre o nosso comum amigo António, grande contador de histórias
e belíssimo poeta, e meu recente companheiro no “Pão e Poesia”.
Para mim foi um grande choque. Resta-me saber que ele ficará
sempre entre nós com as suas inesquecíveis palavras.
Um grande abraço Luis pelo carinho
Amita

facebooktwittermailby feather

Maçã de Junho sobre António Melenas

19.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Bom Dia Luís:
Espero que todos por ai se encontrem bem!
Escrevo para te dizer o quando apreciei a tua homenagem ao amigo Melenas… Só hoje, ao aceder ao Escritos Outonais me deparei com a triste noticia…. ainda bem que o seu neto vai continuar a colocar os restantes textos de “o tempo das hienas”…. Os netos têm a missão de manter estas coisas vivas, eu faço o mesmo com o meu….
mas desde o dia que conheci o amigo Melenas em tua casa, guardo dele uma grande admiração…
Obrigado por nos dares novamente as belas palavras do amigo Melenas!

PS: Gostei muito e ouvi vezes sem contas a tua apreciação sobre o poema “Mulheres da minha vida”, deu que pensar sobre o amor…
PS2: É por isto que os artistas são eternos; porque as suas ideias e palavras continuam sempre….

Um grande beijinho também para ti
Margarida

facebooktwittermailby feather

Luís Pinto sobre António Melenas

19.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Os amigos deixam-nos sempre saudades da vida que com eles se viveu.
Neste caso, todavia, ei-lo que respira para sempre através da tua voz que tão bem o lês.
Aliás, com a frequência com que dele me falavas, era evidente que vos unia uma amizade que agora se torna bem audível na homenagem que lhe prestas.
Podes continuar a recriares-te nas magníficas leituras que fazes dos belos trabalhos poéticos, inspirados e criativos que o Melenas produziu.
“Apenas perdemos o seu corpo” dizes tu numa soberba prosa final com que sublinhas este programa.
Assim é.
Luís Pinto
19.03.08

facebooktwittermailby feather

Otília Martel sobre António Melenas

19.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Pessoa de extrema sensibilidade e com uma grande capacidade de nos transmitir uma escrita delicada e perturbante, foi este o comentário que lhe deixei, no último texto, que conseguiu postar:
“Quem esteve fora de toda esta situação, parecerá quase kafkaniano o teu relato e a maior parte dos relatos que, muitos dos que passaram por situações análogas, nos transmitem.
Descreves de uma tal forma realista que consigo visionar-te e sentir todos os receios e angústias que passaste.
Um relato de momentos que não podem ser esquecidos, antes pelo contrário, deverão ser divulgados e conhecidos, para que a memória deles, não caia no esquecimento.
Grata por esta partilha e acima de tudo, grata por aí estares, por sofreres o que sofreste, para que outros possam agora, viver em liberdade!
Um abraço carinhoso e comovido, pela excelência das tuas memórias.”
A toda a Família e Amigos, as minhas sentidas Condolências e um grande Abraço de saudade.
Até Sempre…

Otília Martel (Menina_Marota)

facebooktwittermailby feather

Paulo Campos comenta o Lugar 85

18.03.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luis,
Não podia deixar de lhe responder ainda hoje.
Ao fim de duas audições estou sem saber o que dizer.
A primeira audição fi-la de olhos fechados. A segunda abri o ficheiro dos poemas para a acompanhar a audição, para me certificar que aqueles poemas que estava a ouvir foram escritos por mim. É uma sensação estranha. Quando os escrevo faço-o com um sentido, com uma entoação diferente (costumo lê-los em voz alta depois de os escrever). Ao ouvi-los declamados por si, para mim, aqueles poemas não eram meus. As pausas na leitura eram diferentes. Tudo era diferente. Era um outro poema que ouvia em paralelo enquanto o meu olhar seguia as letras no monitor do “meu poema”.
Foi uma experiência extraordinária a que me proporcionou. Não por uma questão de ego, mas pela sensação de ter uma “Voz” a ler um poema meu. Uma voz sentida, verdadeira, que nos confidencia algo.
Quanto a gralhas, foram mínimas, até porque a certa altura aquilo que estava a ouvir não me pertencia.
A música de fundo escolhida estava igualmente perfeita.
Pediu-me para lhe dizer o que penso. Prefiro dizer-lhe antes o que senti, porque no pensar, existe algo de muito mental, racional, que prejudica a avaliação. Em situações extremistas, ao ponto de deixarmos de ser honestos.

Vou então dissecar os poemas de uma forma resumida:

1º Poema – Enquanto não há amanhã
Na primeira audição senti uma diferença muito grande no timbre de voz entre a parte da introdução (da nota biográfica) e a leitura do poema, como se a voz e a dicção tivesse sido modificada em estúdio. Nas outras audições já não senti esse choque. Antes pelo contrário, senti que a entoação profunda ajudava a “mergulhar” no poema… Tornava-o ainda mais melancólico.

2º Poema – Partiste, quando a noite te caía pelos ombros
A entoação que dá a este poema é fantástica. Devo dizer-lhe que em certas partes do poema fiquei arrepiado. Foi uma interpretação muito intensa, muito pessoal. Com um final lindo, apoteótico, tanto em termos de voz como em termos de música. Quando se previa que o poema fosse acabar de uma forma suave, termina-o com um “crescendo” brilhante.

3º Poema – Vem só
Neste fiquei totalmente surpreendido. Inicialmente pensei que fosse ler só um excerto do poema. Depois achei imensa graça quando reparei que o que estava a fazer era trocar-lhe a ordem. Ainda estou na dúvida qual das versões fica melhor. Quando escrevo um poema escrevo-o com uma intenção e ao ouvi-lo percebo que existe uma interpretação completamente diferente.
Confesso-lhe que para mim este foi o poema que mais trabalho me deu a fazer e que para mim é um dos que mais gosto. Mais uma vez a música a terminar de forma perfeita.

4º Poema – O tempo passou por nós, não vês?
Aqui foi a única gralha mais audível. Também neste fiquei arrepiado. Foi como se ouvisse alguém confidenciar-me qualquer coisa, a narrar uma experiência pessoal. E uma vez mais a dar uma forma diferente àquela por mim imaginada.

Não tenho palavras para descrever o que sinto. Apesar do texto ir longo, fico com a sensação que não me consegui exprimir por forma a expressar o que sinto.
Tenho a agradecer-lhe o serviço que presta à nossa cultura. Cada vez mais gasta. Cada vez mais pobre. Mais delapidada.
Agradeço-lhe também o facto “altruísta” de divulgar aqueles que escrevem para a gaveta ou, como no meu caso, aqueles que se deixaram levar pelos labirintos escuros e maliciosos das editoras. Depois do livro editado, contento-me a oferece-lo aos amigos e a pessoas que se interessam por poesia. Isto porque a editora apenas fez o trabalho tipográfico. Não houve qualquer acção de divulgação, de promoção junto de livrarias (ao contrário do que estava estipulado no contrato), mas isso são os erros que se cometem fruto da inexperiência deste meio.

Agora, e se me permite, fiquei com curiosidade em saber as suas razões pessoais que lhe deram prazer a recitar os meus poemas. Apenas curiosidade de quem escreve…saber o que sente quem os lê.
E já agora, se houve alguma razão especial para a escolha destes quatro poemas.
Por curiosidade, também, gostaria de saber se todo este processo lhe dá muito trabalho. Quando recebe os poemas opta por lê-los várias vezes, experimenta diferentes entoações, diferentes timbres de voz, diferentes pausas no texto? Como faz para “encaixar” a música? Como encontra as músicas com a duração certa para os poemas? Perguntas de um curioso amador.
Acho esse trabalho fascinante. Eu próprio tentei fazer uma “brincadeira” com um dos meus poemas (curiosamente, o terceiro poema que o Luís leu) e foi-me extremamente complicado “encaixá-lo na música”. Estive a ouvir essa minha gravação depois da sua e o poema dito por mim parece-me agora que foi dito à pressa.
Já lá vão seguramente 2 horas desde que me sentei a ouvi-lo (ou a ouvir-me, não sei) e ao olhar para o papel já lá vão quase 3 páginas manuscritas.
Está na hora de me despedir e uma vez mais expressar a minha gratidão. Por mim. Por todos aqueles que escrevem. Por todos aqueles que ouvem.
A sua voz e o seu talento são uma bênção.
Bem haja.
Um forte abraço do
Paulo Campos

facebooktwittermailby feather

Samantar Mohi

09.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá Luis Gaspar…
Talvez já não te lembres de mim, mas participei no programa Lugar Aos Outros 22, com o nome de Samantar Mohi…por acaso esta semana deu-me uma certa nostalgia de ouvir a leitura perfeita que fizeste do meu poema “já és um homenzinho” e assim retornei ao estúdio raposa, por acaso com uma nova e bonita cara, e para além de reouvir, fiz o download e tive a ideia de mostrá-lo ao mundo na minha página myspace e não só o poema, mas também a tua interpretação está a chamar a atenção de alguns “hiphopers” para o estudio raposa…espero que assim ajude a divulgar esse teu projecto de serviço cultural público por outras bandas mais distraídas…
Um grande abraço,
Cristiano
PS: Mais poemas meus são bem-vindos?
Descobri agora a possibilidade de fazer um podcast no itunes do estudio raposa…assim espero estar mais atento às actualizações…
Força!

facebooktwittermailby feather

Roberto Fraga

08.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá, Luiz Gaspar
Agradeço a gentileza da leitura dos meus textos. Após declamados por V.Senhoria assumiram uma perspectiva infinita, revelando nuances não percebidas em sua fase textual, fato que me causou profunda emoção.

facebooktwittermailby feather