Category Archives: Sophia de Mello B. Andresen

Sofia de Melo Breyner Andresen (Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.

Sophia de Mello B. Andresen – “Com fúria e raiva”

Com fúria e raiva acuso o demagogo E o seu capitalismo das palavras Pois é preciso saber que a palavra é sagrada Que de longe muito longe um povo a trouxe E nela pôs sua alma confiada De longe muito … Continue reading

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Sofia de Mello B. Andresen – “Catarina Eufémia”

O primeiro tema da reflexão grega é a justiça E eu penso nesse instante em que ficaste exposta Estavas grávida porém não recuaste Porque a tua lição é esta: fazer frente Pois não deste homem por ti E não ficaste … Continue reading

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Sophia de Mello B. Andresen – “Camões e a Tença”

Irás ao Paço. Irás pedir que a tença Seja 
paga na data combinada Este país te mata 
 lentamente País que tu chamaste e não 
responde País que tu nomeias e não nasce Em tua perdição se conjuraram Calúnias 
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Sofia de Mello B. e Andresen – “Para atravessar…”

Para atravessar contigo o deserto do mundo Para enfrentarmos juntos o terror da morte Para ver a verdade para perder o medo Ao lado dos teus passos caminhei Por ti deixei meu reino meu segredo Minha rápida noite meu silêncio … Continue reading

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Sofia de Mello B. Andresen – ” Noturno da Graça”.

Há um rumor de bosque no pequeno jardim
 Um rumor de bosque no canto dos cedros
 Sob o íman azul da lua cheia 
O rio cheio de escamas brilha.
 Negra cheia de luzes brilha a cidade alheia. Brilha a cidade … Continue reading

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Sofia de Mello B. Andresen – “Quando”

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta 
 Continuará o jardim, o céu e o mar, E como hoje 
 igualmente hão-de bailar As quatro estações à 
 minha porta. Outros em Abril passarão no pomar Em 
que … Continue reading

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Sophia de Mello Breyner e Andresen – “Um dia”

Um dia, gastos, voltaremos A viver livres como os animais E mesmo tão cansados floriremos Irmãos vivos do mar e dos pinhais. O vento levará os mil cansaços Dos gestos agitados irreais E há de voltar aos nosso membros lassos … Continue reading

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Sophia de Mello B. e Andresen – “Pátria”

Por um país de pedra e vento duro Por um país de luz perfeita e clara Pelo negro da terra e pelo branco do muro Pelos rostos de silêncio e de paciência Que a miséria longamente desenhou Rente aos ossos … Continue reading

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