Category Archives: Mário de Sá-Carneiro

Mário de Sá-Carneiro (Lisboa, 19 de Maio de 1890 — Paris, 26 de Abril de 1916) foi um poeta, contista e ficcionista português, um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal e um dos mais reputados membros da Geração d’Orpheu.

Mário de Sá-Carneiro – “Cinco horas”

Minha mesa no Café, 
Quero-lhe tanto… A garrida 
Toda de pedra brunida 
 Que linda e que fresca é! Um sifão verde no meio 
 E, ao seu lado, a fosforeira 
Diante ao meu copo cheio 
Duma bebida ligeira. (Eu … Continue reading

Posted in Mário de Sá-Carneiro | Tagged , , , , , | Comments Off

Mário de Sá-Carneiro – “Como eu não possuo”

Olho em volta de mim. Todos possuem -
 Um afecto, um sorriso ou um abraço. 
 Só para mim as ânsias se diluem 
E não possuo mesmo quando enlaço. Roça por mim, em longe, a teoria 
 Dos espasmos golfados … Continue reading

Posted in Mário de Sá-Carneiro | Tagged , , , , , | Comments Off

Mário de Sá-Carneiro – “Serradura” (sem música)

A minha vida sentou-se 
 E não há quem a levante, 
 Que desde o Poente ao Levante 
 A minha vida fartou-se. E ei-la, a mona, lá está, 
 Estendida, a perna traçada, 
No infindável sofá 
 Da minha … Continue reading

Posted in Mário de Sá-Carneiro | Tagged , , , , | Comments Off

Mário de Sá-Carneiro – “Como eu não possuo”

Olho em volta de mim. Todos possuem – 
Um afecto, um sorriso ou um abraço. 
Só para mim as ânsias se diluem 
E não possuo mesmo quando enlaço. Roça por mim, em longe, a teoria 
 Dos espasmos golfados ruivamente; … Continue reading

Posted in Mário de Sá-Carneiro | Tagged , , , , | Comments Off

Mário de Sá Carneiro – “Quási”

Um pouco mais de sol – eu era brasa, 
Um pouco mais de azul – eu era além.
 Para atingir, faltou-me um golpe de asa… 
Se ao menos eu permanecesse aquém… Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído 
Num grande … Continue reading

Posted in Mário de Sá-Carneiro | Tagged , , , , , | Comments Off

Mário de Sá Carneiro – “Caranguejola”

Ah, que me metam entre cobertores, E não me façam mais nada!… Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada, Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores! Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado… … Continue reading

Posted in Mário de Sá-Carneiro | Tagged , | Comments Off