Category Archives: António Feijó

Fez os estudos liceais em Braga e estudou Direito na Universidade de Coimbra, concluindo o curso em 1883.
Em 1886 ingressou na carreira diplomática. Como poeta, António Feijó é habitualmente ligado ao Parnasianismo.

António Feijó – “Timidez de amor”

Perguntas donde vem a timidez estranha, Este quase terror com que te falo e escuto, Como se a sombra hostil duma grande montanha, Que se erguesse entre nós, me cobrisse de luto. Ignoras a razão deste absurdo respeito Com que … Continue reading

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António Feijó – “O Amor e o Tempo”

Pela montanha alcantilada Todos quatro em alegre companhia, O Amor, o Tempo, a minha Amada E eu subíamos um dia. Da minha Amada no gentil semblante Já se viam indícios de cansaço; O Amor passava-nos adiante E o Tempo acelerava … Continue reading

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António Feijó – “Herder”

Da praia longínqua, na areia doirada, O Cisne pensava, fitando a Alvorada: – «Que imensa ventura, na minha mudez, Se dado me fosse cantar uma vez! Meu canto seria, na luz do arrebol, Dos hinos mais altos à glória do … Continue reading

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António Feijó – “Eu e tu”

Dois! Eu e Tu, num ser indissolúvel! Como Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia, Aspiram a formar um todo,– em cada assomo A nossa aspiração mais violenta se ateia… Como a onda e o vento, a lua … Continue reading

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António Feijó – “Pálida e loira”

Morreu. Deitada no caixão estreito, Pálida e loira, muito loira e fria, O seu lábio tristíssimo sorria Como num sonho virginal desfeito. – Lírio que murcha ao despontar do dia, Foi descansar no derradeiro leito, As mãos de neve erguidas … Continue reading

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