Category Archives: E. M. de Melo e Castro

E. M. de Melo e Castro, nome literário de Ernesto Manuel Geraldes de Melo e Castro (Covilhã, 1932) é engenheiro, escritor, poeta experimental, critico, ensaísta, artista plástico.

E. M. de Melo e Castro – “Poesia Visual”

todos os poemas são visuais porque são para ser lidos com os olhos que veem por fora as letras e os espaços mas não há nada de novo em tudo o que está escrito é só o alfabeto repetido por … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “Queda no Real”

entre o real e o irreal está a ambiguidade do imaginário entre o real e o imaginário está a ambiguidade dupla da invenção entre o imaginário e o irreal está a duplicidade ambígua da fantasia entre o real e a … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “Poética Pícara”

A poesia é um gozo     um uso sabido         do uso errado A poesia é um gozo     e se o não é         a culpa é do vizinho do lado A poesia é um gozo     de palavras paralelas         daquelas         que não há … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “Pesquisa”

da pouca pesca a pedra surge como sombra de vício de encontrar uma forma textura que propõe seduzindo o sinal desvendar a pesquisa é o início a sedução do olhar o sinal que se abre para ler e contar mas … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “Pernas”

se olho as tuas pernas digo duas pernas sem pensar mais nas pernas que nas pregas mas sinto as tuas pernas duas pernas mais do que sinto as pregas como pregas e nem pregas nem pregos nem pregões me podem … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “Pampoeta”

o poeta é a merda do universo: possui todas as características do dejecto. Concentra em si a digestão do gesto; a genofagia do êxtase; a plastocontracção do fluído; a cagoécia espantorreica do astro; a fenoinflação do susto; a culotáctica alviltrante … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “Mamilos”

mamilos ilhas do mar elástico flores na pele do peito negro loiro perfume volume clítoris da face do êxtase vento oscilando cúpula no mastro glande rubra de neve na pele do deserto areia movediça cetim de dedos cactus fundo e … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “Mais difícil”

mais difícil é falo que falá-lo mais difícil é língua do que lua mais difícil é dado do que dá-lo mais difícil vestida do que nua mais fácil é o aço do que achá-la mais fácil é dizê-la que contê-la … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off

E. M. de Melo e Castro – “De repente”

e de repente a língua se liberta do peso que se teve. água corre na água. o corpo livre e abrem- se os seIltidos no orgasmo da luz ver e não ver ouvir e não ouvir tocar e não tocar … Continue reading

Posted in E. M. de Melo e Castro | Tagged , | Comments Off