Category Archives: António Franco Alexandre

Viveu na França, de 1962 a 1969, na cidade de Toulouse, onde estudou Matemática. Viajou para os Estados Unidos, onde continuou a estudar. A sua poesia tem conquistado cada vez maior reconhecimento crítico.

António Franco Alexandre – “1”

Vou pôr anúncio obsceno no diário pedindo carne fresca pouco atlética e nobres sentimentos de paixão. Desejo um ser, como dizer, humano que por acaso me descubra a boca e tenha como eu fendidos cascos bífida língua azul e insolentes … Continue reading

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António Franco Alexandre – “Na lista”

Na lista dos teus fins venho no fim de uma página nunca publicada, e é justo que assim seja. Embora saiba mexer palavras, e doer de frente, e tenha esse talento conhecido de acordar de manhã, dormir à noite, e … Continue reading

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António Franco Alexandre – “Um dia!

Um dia abres os olhos e descobres os inexactos corpos misturados e ficas sem saber de que maneira este estranho centauro nomear. Já te espantou o lume, quando viste uma língua no sonho da saliva, e te riste, de ser … Continue reading

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António Franco Alexandre – “Fosses tu Deus”

Fosses tu deus, seria eu santo alimentado a areia e gafanhotos, sem cessar meditando o único nome que o horizonte deserto não contém. Sonho que acordo dentro do meu sonho para o saber mais certo e mais real; como o … Continue reading

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António Franco Alexandre – “Ci est d’amer volonté pure”

Roman de la Rose                                                 Agora vai ser assim: nunca mais te verei. Este facto simples, que todos me dizem ser simples, trivial, e humano, como um destino orgânico e sensato, Fica em mim como um muro imóvel, um aspecto … Continue reading

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