Category Archives: Alzira Guedes

Alzira Guedes, nasceu em 21 de Julho de 1968. Psicóloga clínica e docente. Escreve porque, diz, “escrever é uma continuidade de respirar.”

Alzira Guedes – “Aqui jaz: saudade” (Sem música)

Antigamente era fácil falar de rotinas ou de cansaços, de olheiras e de corpos partidos, porque nada disso me deixava mal. Na segurança do amor ou no escaldar da paixão não cabem queixas ou indagações. É um quebrar de corpos … Continue reading

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Alzira Guedes – “Tocar-me te”

dedos devorando pressa e tempo
 urgência desejo, arfar, corrida 
negação da paz esta guerra 
fúria que exige ser combatida. 
fechar os olhos ter-te onde o desejo queima mais perto 
fonte generosa, drink indigesto 
testa em brasa, beber-te 
toco o orgasmo … Continue reading

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Alzira Guedes – “Não há dia nenhum”

Quantos segundos contados pelo marcar do pulso ora apressados, ora descontentes no vagar que todas as memórias têm e na dor que muitas arrastam     Não há dia nenhum que detenha a memória viva nem leis nem regras que … Continue reading

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Alzira Guedes – “Aqui jaz: saudade”

Antigamente era fácil  falar de rotinas ou de cansaços,  de olheiras e de corpos partidos,  porque nada disso me deixava mal.  Na segurança do amor ou no escaldar  da paixão não cabem queixas ou indagações.  É um quebrar de corpos … Continue reading

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Alzira Guedes – “Coroação”

Nas tuas mãos, o corpo nu, embriagado bebe sequioso a poção que para mim houveras preparado,  e a valsa dos teus dedos continua, na minha alma ganhando trono depois de me beberes inteira, branca e nua…   Qual semen desmaiado, … Continue reading

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Alzira Guedes – “No Carnaval dos teus braços”

abrir a boca ao beijo abrir as pernas ao segredo que me vais contar com a mão abrir o sexo á palavra quente abrir-me em copas, ardente deitar as pálpebras no cobertor da tua pele e beber mel vou sentir-te … Continue reading

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Alzira Guedes – “A conjugação limitada”

Amas e dizes exijo e mostras intolerância. Amar assim sai caro Com juros, impostos e lucros, que só o fazes até ao sinal vermelho que depois deles já só odeias e dizê-lo é feio. E desfeias o acto Amar, verbo … Continue reading

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Alzira Guedes – “Tocar-me te”



dedos devorando pressa e tempo 
urgência desejo, arfar, corrida 
negação da paz esta guerra
 fúria que exige ser combatida. 
fechar os olhos ter-te onde o desejo queima mais perto
 fonte generosa, drink indigesto
 testa em brasa, beber-te
 toco o orgasmo … Continue reading

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