Palavras 119 – Lenda judia e Mia Couto

07.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos ouvir, neste “Palavras de Ouro”, uma lenda do povo judeu, traduzida para português por Paulo Brabo e uma crónica de Mia Couto.
Na lenda, ouviremos música de Luís Pedro Fonseca

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António Quadros Ferro

07.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Boa noite,

muitos parabéns pelo programa sobre Fernanda de Castro. Gostava de o convidar a visitar o blog sobre a poetisa, por mim organizado. Assim vamos lembrando.
“Que surpresa boa, receber o seu livro de memórias! Ele foi leitura obrigatória nestas últimas noites, e ao acabar, fiquei com pena: queria que continuasse infinitamente…” Carlos Drummond de Andrade
António Quadros Ferro

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História 033 – A noiva formosa

06.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos ouvir a história de um belo príncipe que casou com uma macaca. A sério! A esposa era tão feia que pareci uma macaca.
Uma história tradicional portuguesa recolhida por Teófilo Braga.

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Erótica 16 – A Bunda – Drummond de Andrade

05.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Nos muitos sítios, na Internet, onde se pode encontrar poesia erótica é raro aquele que não oferece poemas de Carlos Drummond de Andrade.
Este próprio programa já foi desafiado a ler poesia erótica deste famoso poeta brasileiro. Calhou hoje, e com uma particularidade: serão lidos 4 poemas que Carlos Drummond de Andrade dedicou à…bunda.

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Estúdio Raposa

04.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Já aqui falei nele uma vez, contudo foi de raspão e este projecto merece bem mais atenção do que a que lhe dei. O Estúdio Raposa é O audioblogue do Luís Gaspar. À primeira leitura isto não parece nada de mais, e o nome até pode nem ser muito “reconhecível”. Contudo a sua voz certamente já faz parte de grande parte das nossas memórias. Apesar de lhe dar um grande mérito pelo trabalho que tem feito em publicidade e “voice over”, penso que a maior contribuição que o Luís Gaspar tem dado à cultura portuguesa vem do seu trabalho com a literatura nacional. Este blogue é a prova viva disso.
O sítio do conguito
(Texto transcrito deste blog)

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Estúdio Raposa: Um audioblog de culto

04.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Do vasto universo da Internet, não poderia deixar de destacar, “Estúdio Raposa”, o audioblog de Luís Gaspar, uma das mais conhecidas vozes nacionais.
Estúdio Raposa é um espaço reservado à palavra falada e outras deambulações sonoras. Um enorme contributo à literatura nacional, com a excelente narração de textos e a criteriosa sonoridade que nos transporta diariamente pelos mundos retratados em cada história.
A não perder em: http://www.estudioraposa.com/
Comentário retirado do blogue de Rui Aniceto

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Joaquim Alves

03.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Luís,
Esta tenho mesmo que te contar, antes que me esqueça.
Estava a ver as novidades, já com uma Elizabeth em dia,
quando me alembrei dos meus pensares sobre um tal LGA.
Num primeiro momento (estava eu a tentar adivinhar), pensei
no António (AG) e num incógnito Luís (LG). Tudo borda fora!
Fui navegando, navegando, à espera duma resposta.
Que nunca mais me chegava. E a-gu-en-tan-do fui.
Navegando, navegando, navegando… Quase até à Índia
ou ao Japão. E, finalmente, o Espanto!
O espanto e os dizeres antes deste último.
Mestre do suspâncio (como traduzo para português esse tipo
de cinema americano e não só) te descobri, meu malandro,
em conivência com o tal LGA.
E mais e muito mais, após a audiência de dados e textos,
e antes da revelação final, com nome próprio e tudo!
Afinal, era Luís & Gouveia. Só não acertei no A, que era onde
eu lia Anónimo!
Sublime, o suspâncio! Teu.
Abraço estendido
joaquim alves

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Palavras 118 – Augusto Abelaira

02.02.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Augusto Abelaira, um escritor também muito conhecido como jornalista, oferece-nos, neste programa, as suas palavras de ouro de um dos seus romances.

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Elisabeth F. de Oliveira

31.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Sr. Luis Gaspar, boa tarde! (se é que é de tarde em Portugal).
Anteontem sonhei que estava em Portugal e estava muito feliz no sonho, apreciando a paisagem de estilo colonial. Acho que de certa forma meu pensamento estava passeando por aí.
Agradeço de coração e saiba que muito me emocionou a declamação; meus poemas me soaram muito mais bonitos na voz da sua sensibilidade. Hoje é um dia muito especial para mim por isso.
Quando o meu livro for publicado, terei o maior prazer em enviá-lo para o senhor.
Abraços,
Elizabeth
Sabe, acho que não mencionei o fato, mas sou filha de portuguesa e tenho família em Portugal. Minhas raízes são de fato portuguesas.

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História 032 – O pezinho da formiguinha

31.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos ouvir uma história muito engraçada que nos conta o problema de uma
formiguinha que ficou com o pezinho preso na neve. Foi pedir ajuda mas parece
que teve pouca sorte. Então ouçamos.

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Carlos Almeida

26.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Magnífico espaço.
Diria, repetindo-me mas sem cair no exagero ou elogio bacoco, que é um oásis de excelência.
Só me resta agradecer-lhe, repetidamente, o valor que me acrescenta de cada vez que oiço e re-oiço (permita-me esta liberdade) os seus programas.
Um abraço

Carlos

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História 031 – A Herança Paterna

25.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Vamos ouvir uma história que nos fala de uma caixa misteriosa que um rapaz, que tinha um irmão invejoso, recebeu do pai, como herança. Esta história foi retirada do livro Contos Populares Portugueses de Adolfo Coelho. Vamos então ouvir “A Herança paterna”.

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Luís Gouveia Andrade

25.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caro Luís,
Ouvi e quase não me reconheci. A sua voz empresta magia às palavras, enriquece-as, torna-as… melhores…
Ouvi os meus contos narrados por si e pareceu-me que nunca os tinha lido. Mais do que isso, parecerem-me obras notáveis.
Deve ser fantástico ter esse dom… de colorir palavras com a voz, de as moldar, de as aquecer, de as elevar a novos patamares…
Muitos parabéns e, sobretudo, muito obrigado por ter emprestado a sua voz às minhas palavras e, com isso, as ter tornado mais belas.
Até breve,
Luís Gouveia Andrade

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Comentário de “Matéria Dada”

20.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Hoje, o JN dá algum destaque à utilização do podcasting em contexto de sala de aula (às vezes, os media tradicionais ainda são capazes de nos surpreender…).
Curiosamente, ainda ontem vi na RTP2 uma alusão ao Estúdio Raposa, um blogue do Luís Gaspar, conhecido locutor da televisão. No mesmo é possível encontrar inúmeros podcasts com os mais variados textos de língua portuguesa. Do mesmo Luís Gaspar é o projecto Palavras d’Ouro, site no qual reúne um considerável acervo de textos de autores portugueses e estrangeiros. Muitos desses textos são vocalizados pelo próprio.

Dizer poesia tem muito que se lhe diga…
Sinceramente, não gosto do modo como o Luís Gaspar diz muitos dos poemas. Mas devo ser esquisito. Também nunca gostei muito de ouvir o Vilarett, principalmente os poemas mais íntimos. O épico é que lhe ficava bem. Prefiro o Mário Viegas. Os DVD’s com as gravações que fez para a RTP deviam ser oferecidos às escolas… A perfeição só é atingida pelo Luís Miguel Cintra a dizer Ruy Belo! Ou então o Ary a dizer os seus poemas, como este – (clicar na seta azul) [listen] O Objecto.
Matéria Dada

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História 030 – O Palácio sem Portas

19.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Regressam as histórias, hoje com uma lenda do Algarve retirada da edição de lendas da “Amigos do Livro”, editora já desaparecida. Investigação, recolha e textos de Fernanda Frazão.

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Palavras 117 – Lenda e Casimiro de Brito

18.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Neste programa vamos ouvir uma lenda judia que nos conta o nascimento da mulher, poesia de Casimiro de Brito e, imagine-se, um provérbio chinês.
A música da lenda foi cedida por Luís Pedro Fonseca.

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Comentário de Joaquim Alves

18.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caríssimo Luiggi,

Tanta coisa para te dizer… TANTA!
Por isso, vai – por hoje – uma ligeira
aproximação.
Vamos lá ver se será só isso.

Primo, a apresentação da Raposa
está “limpinha”, como dizíamos em
ates publicitárias. Mas, como o que
importa não é isso, parabéns para ti
e para a Patrícia que tem o dom
de ser mulher!

Seccondo, ai o texto do Melenas!
Esse António de Longa Data, agora
com a sua Arca de memórias e
afectos, segredos de escrita e outras
aventuras humanas e sinceras,
finalmente abertas aos quatrocentos
e vinte e oito ventos!
Lindo! Delicioso! Inolvidável!

Fico-me por aqui.
Devo ficar.
Permaneço atento.

Saudações minhas
e pobres.
Grande abraço do

joaquim alves

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Comentário de Deana Barroqueiro

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Depois de ouvir O sacrifício dos circuncisos
Nos milhares de páginas que escrevi, há alguns textos que eu, apesar da ferocidade com que me critico e me “deito abaixo”, considero que estão muito bem escritos. São raros esses momentos de plenitude, por isso mesmo preciosos e terríveis, pelo medo de não os voltar a sentir, com a satisfação de ter chegado ao alto travada pela angústia de poder não ser capaz de ir mais além, de ter esbarrado no meu limite.
Depois, chega-me a Voz de Luís Gaspar e a chama do seu Talento a darem alento e vida a um qualquer texto meu, revestindo de cor, cadência e fulgor as palavras e frases que contêm os pensamentos, sonhos ou mitos, mas também os sentimentos e as sensações mais profundas e secretas do corpo e alma da minha escrita. Mas, ao ouvi-lo de novo, sinto esfumarem-se as fasquias da minha exigência e a solidez do meu descernimento, porque a sua Voz e o seu Talento afagam e comovem a autora do texto, com o sabor de um prémio apetecido ainda que imerecido.
Em vez de um beijo agradecido, uma lágrima emocionada


Palavras e sensações de mulheres, vividas e escritas no feminino, engastadas como pedras preciosas na voz de um homem! Um tesouro que me obriga a fazer aqui, na nudez libertadora desta página, o meu sentido mea culpa.
É que, mesmo nos meus autores preferidos, sempre me irritou um pouco (algumas vezes muito), o modo como os escritores homens se arrogavam a pretensão despudorada (a palavra vem a propósito na temática do erotismo) de conhecer e descrever as mais secretas vivências da alma e corpo femininos, fazendo-o uns com alguma sensibilidade e virtuosismo, outros todavia não logrando mais que um arremedo. Como eram raras as autoras com a coragem das Três Marias, o universo inesgotável e secreto da Mulher chegava aos leitores quase sempre filtrado por esse olhar masculino assaz redutor .
Aqui, no entanto, opera-se um milagre, um jogo em que Eros acaba judiando Vénus! A Voz de Luís Gaspar apodera-se dessas sensações e emoções, desses gritos e gemidos, dos suspiros e dos risos, do prazer e do temor da Mulher (de todas as mulheres), não para os reduzir ou apoucar, mas para os expandir como uma maré, líquida e ondulante, outras vezes como um fogo abrasador, a lava de um vulcão, dormente ou destrutiva.
Dá-me sempre um enorme prazer ler os comentários dos que como eu ouvem e amam os seus podcasts. Não podia deixar de o fazer quando o tema é a Poesia Erótica, que ainda causa formigueiros mais ou menos subtis na pelúcia da moral pública…que a privada é toda outra! Também eu repudio a palavra grosseira e o humor boçal. Aqui aconteceu beleza pura, nas palavras e imagens dos poemas de Teresa Horta, a servirem ao leitor o erotismo mais incandescente; bem como o delicioso humor, sarcástico e inteligente do Eros que habita no espírito de Encandescente. Valeu a pena sacrificar o escasso tempo da minha escrita para ouvir esta Poesia Erótica.
Ainda uma observação: Como escritora de romance histórico, sou maníaca da pesquisa e do rigor nos factos, todavia considero estranho que se questione num romance, portanto numa obra de ficção e imaginação, a liberdade de ficcionar uma figura como Cristo, Madalena ou qualquer outra perdida no tempo e de que pouco ou nada se sabe, quando os próprios historiadores são os primeiros a apresentarem nos seus trabalhos científicos as mais contraditórias teorias e até fantasias e erros flagrantes. É tão perigoso o fundamentalismo “científíco” como o religioso para coartar a liberdade de expressão e a criatividade.
Parabéns, Luís Gaspar. Como diz Luís Pinto, há em si um Professor, um Mestre, a quem todos devemos agradecer. Tem de novo a minha gratidão.
Deana Barroqueiro

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Comentário de M.H.

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Sou mulher e respeito e admiro Maria Teresa Horta.
Acho a poesia muito bela, mas curiosamente ao ouvi-la, sinto-me nua, talvez envergonhada.
Como é diferente, o homem da mulher….
Envolve-me muito mais, a poesia erótica do David Mourão Ferreira…
M.H

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Comentário de Luís Pinto

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Maria Teresa Horta
O poder das palavras ditas.
Eis um exemplo da cumplicidade entre o escritor e o leitor.
Nesta tua interpretação, com a calma que os próprios poemas imploram, com a descrição anatómica duma mulher que se entrega, com a alegria duma maturidade em que a súplica se oferece e se recebe, com um corpo que é flor, desejo, amor e nada, o ouvinte fica estarrecido – sendo homem ou mulher – e acalenta a esperança de passar pela vivência do apelo e do desejo.
Em noites de mágoas entre casais que coabitam os mesmos lençóis de amantes sem se amarem, estes poemas serenos e belos, podiam resolver a dúvida da paixão e tornarem o leito num festival de alegria.
Será que a força das palavras é, no essencial, a máxima expressão do erotismo?
Luís Pinto

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Comentário de Piresf

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Tributo às palavras que escorrem quentes
Há quem despreze bons momentos? Há. Mas quem o faz, merecendo respeito, não merece que se perca tempo a falar do assunto, é coisa lá dessas pessoas que, estando, não estão, de facto, não indo preguiçosamente além da emoção ligeira. (Ponto final, para que não pareça que estou a querer ser profundo).
Por isso, porque posso, mas principalmente por aquilo que, com sentido gosto, chamo a vossa atenção; não percam este post inteligente com o sugestivo titulo “Púbis rosado” e, principalmente, não simulem, escutem o complemento de forma admiravelmente clara em mp3 que, se revelará, quiçá por alguma razão aparentemente obscura, um delicioso, inteligente e equilibrado prato principal, onde a grosseria e a ignorância não são acompanhamentos.
Piresf
(Texto copiado do blogue “Espreitador”)

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Comentário de José Pires

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Simplesmente, direi, que este belíssimo conto de gosto irrepreensível, me fará voltar aqui.
Assim, se enterram as pseudotranscendentais opiniões dos que adjectivam a escrita erótica como; fácil e gratuita entre outras sumarentas, sapienciais e preconceituosas preciosidades.
Parabéns à autora Isabel Mendes Ferreira, pela limpidez, imaginação e a arte com que deixou escorrer tão belas e quentes palavras, e, ao Luís Gaspar, pela excelente arte de as dizer.
Parabéns também pelo blog, e que o bom gosto aqui revelado seja uma constante.
José Pires

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Comentário de JL

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá Luis,
Como gostei de o ouvir ler a Isabel Mendes Ferreira, autora que apenas descobri há algum tempo… O texto é belíssimo, sensual, límpido e sem nuvens, e bebe-se como água fresca de uma fonte serrana.
Parabéns à Isabel pela coragem assumida de dizer o que tantos não conseguem… mas queriam.
Um beijinho
JL

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Comentário de Olga Martins

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Pubis rosado
Um dos mais bonitos textos que tem lido neste seu programa.
E depois, Luís Gaspar, fá-lo como se tivesse a “filmar” a situação amorosa de duas mulheres. Vêm-se e ouvem-se.
Tem uma realidade imensa, tão plena de magnitude, tão genuinamente bela, que faz pensar tratar-se de uma sua experiencia.
Estarei enganada? :-))))))
Olga Martins.

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Comentário de Domingos Lobo

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Luís,
quero agradecer-lhe a forma sensível como leu alguns dos poemas que seleccionei para Exaltação do Prazer. Foi com exaltante prazer que o ouvi. Agradeço-lhe, igualmente, as palavras com que acolheu o meu prefácio. Penso que os poetas antologiados, pela qualidade do verso, pela coragem (política, também) de há muito merecíam esta exposição pública. O seu trabalho, notável, contribui para dar sentido e ampliar essa exposição.
Um abraço de admiração e estima,
Domingos Lobo

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Comentário de Maria Gabriela

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Olá, Luís e Domingos!
Não resisto. De todo. Não resisto à tentação de ouvir e re ouvi.lo neste primoroso trabalho
Mas se tal me encanta, não seria, de todo, justa se não estendesse este meu abraço ao Domingos Lobo, mestre na arte de “mui bem seleccionar e escrever”.
A palavra dita e escrita, por aqui, viaja ao encontro dos deuses .parabéns, Amigos!
Um duplo abraço
Maria Gabriela

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Comentário de A.Melenas

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Ò sôr Luís
Com, com o meu coração, fraquinho, como anda agora, esta “música de cama”, escrita e composta com a o savoir–faire do “divino Mourão” que deus tenha, mas que, onde quer que esteja dever ter ido (tudo faz crer) bem regalado, esta “música de cama”, dizia, não seria a que o médico mais recomendaria escutar, ainda por cima suculentada com o calor que a tua voz lhe acrescenta – como se não bastassem os 40 graus que hoje se fazem sentir. Mas olha, ousei (não é esse o apelo publicitário da rubrica?) e lá me aguentei. Até foi refrescante, Gostei, adorei. Erotismo é isto mesmo. Qualidade, bom gosto. Parabéns. E parabéns também, a quem teve a amabilidade de te oferecer as obras em causa, que só pode ser, obviamente, pessoa de muito bom gosto, também.
Abr.
A.Melenas

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Comentário de Menina Marota

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

David Mourão-Ferreira é um dos poetas mais prestigiados da nossa literatura, com uma vastíssima obra publicada e reconhecida, e que através das suas palavras, consegue entrar num mundo íntimo, revelador da grande beleza interior do ser humano.
Da sua vasta obra, ocorre-me “Um Amor Feliz”, creio que o seu único romance, tem publicados contos e novelas, ensaios e teatro, para além de um mundo de poesia, que nos aquece a alma, tal como estes que acabei de ouvir…
Sendo uma sua fiel leitora, ouvi-lo aqui deu-me um duplo prazer…ouvir-te Luís Gaspar, a ler poesia dessa forma tão única e própria que tens de a dizer, de um autor de que tanto gosto. Uma escolha perfeita, a dos poemas agora lidos e porque cada um sente a poesia de forma diferente, direi que valeu a pena interromperes as tuas férias para nos ofereceres a beleza desta leitura. O meu sincero agradecimento.

“ O amor? Seria o fruto
trincado até mais não ser?
(Mas para lá do prazer
a Vida estava de luto…)

Fui plantar o coração
no infinito: uma flor…
(Mas para lá do fervor
a Vida gritou que não!)

O amor? Nem flor nem fruto.
(Tudo quanto em nós vibrara
parecia pronto a ceder…)

Foi apenas um minuto:
A fome intensa, tão rara!,
de ser criança, ou morrer…”

(Poema “Minuto” In Música de Cama, de DMF, pág. 20)

Um abraço carinhoso da
Menina Marota

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Comentário de Fernando Peixoto

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

Caríssimo Gaspar:
O seu blog tem bastante nível: gráfico, de conteúdo cultural e estético. E também eu sou um cultor da poesia erótica, estética literária que, desde a Grécia, se tem manifestado como uma das formas mais sublimes da literatura.
Também quero deixar-lhe claro que sou ATEU! Acredito no Jesus (não no Cristo) histórico. Acredito na Madalena MULHER, não na Madalena prostituta, porque esta foi uma INVENÇÃO da Igreja que pretendia divinizar Maria em detrimento de Madalena, que era, efectivamente, a amante de Jesus e aquela que ele preferia entre todos os discípulos. Foi ela, verdadeiramente, a grande pregadora da mensagem de Jesus, após a morte deste, e, de Tertuliano a Santo Agostinho, e por aí fora, todos se empenharam em deturpar a verdade histórica de uma mulher que amou até ao limite a BOA NOVA daquele que amava. E não foi por acaso que os escritos que sobreviveram, falam de diversas mulheres, mas Maria de Magdala é a única cujo nome vem acompanhado do patronímico. Precisamente pela importância social que possuía ao tempo.
Mas, por favor, não deixe permanecer no blog aquilo que é uma mentira histórica. E mesmo no aspecto literário, é estar a favorecer o conservadorismo serôdio e reaccionário dizer (como está escrito): «Quando Maria Magdala, que dormia com os homens por dinheiro, pediu a Jesus que ficasse com ela por um dia, sem nada pagar, apenas que a guardasse na Sua memória.».
Temos de respeitar a liberdade criativa de Saramago, que leio, admiro e de quem gosto muito. Mas arrepia-me dizer-se de Madalena que vendia o corpo por dinheiro quando o que é verdade é ter sido ela a mulher rica que alimentou grande parte dos «custos» da equipa que acompanhava Jesus. E que, por muito amar, muito sofreu. Bem mais que Maria, a mãe de Jesus.
Para que melhor entenda o que penso, envio-lhe em anexo o meu «O EVANGELHO SEGUNDO O POETA», um poema que me levou cerca de um ano a escrever e que propositadamente contém 33 estrofes.
Finalmente, reitero a minha admiração pelo seu blog.
Cordiais cumprimentos
FERNANDO PEIXOTO

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Comentário de Luís Pinto

17.01.2008 | Produção e voz: Luís Gaspar

…Chegamos portanto à conclusão que esta tua leitura é uma homenagem ao Amor.
Este Amor (que sublinho com maiúscula para lhe dar a força que merece) é um Amor carnal, sensual, erótico mas também um Amor de ternura, afecto e dedicação.
Pena a Igreja Católica, no percurso de ensinança dogmática, ter dado a esse amor uma interpretação absurda: a procriação como acto desprovido de prazer.
O Santo Oficio condenava um coleccionador de “pinturas desonestas”, e alheava-se do infanticídio.
O cristão, para se diferenciar da maioria pagã, renunciava ao sexo.
“Para João Crisóstomo, (séc. IV), o casamento seria a única forma possível de controlar o desejo sexual”.
A religiosidade fervorosa, o culto da Virgem e outros dogmas que foram nascendo ao longo dos pontificados de 266 Papas (não estou a contar com o actual) oferece-nos a dúvida da palavra Divina: para quê as belas páginas do “Velho Testamento” ?
Valha-nos a maior parte da juventude de hoje que se “borrifa” para os desejos pecaminosos do sexo e praticam-no como a mesma necessidade de quem tem sede e pode beber um copo de água fresca.
Luís Pinto

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