Zuleika Lintz – “Só”

13.01.2012 | Produção e voz: Luís Gaspar

Jamais alguém o amou. Jamais sua alma pura
Despertou vibrações na alma alheia extasiada …
Parecia que, ao vir ao mundo, alguma fada
Condenara sua alma à perpétua clausura.

Sem palavras de amor, sem risos de ternura
Dia a dia viveu. Sua ingrata jornada
Não teve a suavizá-la o encanto da pousada,
Nem tampouco a emoção da imprevista aventura

Foi em vão, sempre em vão, que sua alma de opala
Aos seres ofertou. Nenhum quis aceitá-la …
E, cansado afinal de uma inútil quimera,

Para a morte voltou se em derradeiro instinto;
E a morte acalentou seu coração faminto,
Seu coração que a vida não quisera.