Category Archives: Luís de Camões

Luís de Camões – “Erros meus…”

Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram; Os erros e a fortuna sobejaram, Que para mim bastava amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram. Que as magoadas iras … Continue reading

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Luís de Camões – “Sete anos de pastor Jacob servia…”

Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; mas não servia ao pai, servia a ela, e a ela só por prémio pretendia. Os dias, na esperança de um só dia, passava, contentando-se com vê-la; porém … Continue reading

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Luís de Camões – “Amor é um fogo que arde sem se ver…”

Amor é um fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a … Continue reading

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Luís de Camões – “Descalça vai para a fonte…”

Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura; vai fermosa e não segura. Leva na cabeça o pote, o testo nas mãos de prata, cinta de fina escarlata, sainho de chamalote; traz a vasquinha de cote, mais branca que a … Continue reading

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Luís de Camões – “Mudam-se os tempos”

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança; do mal ficam as mágoas na lembrança, e do … Continue reading

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Luís de Camões – “O fogo que na branda cera ardia…”

O fogo que na branda cera ardia, Vendo o rosto gentil, que eu na alma vejo, Se acendeu de outro fogo do desejo Por alcançar a luz que vence o dia. Como de dois ardores se incendia, Da grande impaciência … Continue reading

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Luis de Camões – “Quem vê, Senhora, claro e manifesto…”

Quem vê, Senhora, claro e manifesto O lindo ser de vossos olhos belos, Se não perder a vista só com vê-los, Já não paga o que deve a vosso gesto. Este me parecia preço honesto; Mas eu, por de vantagem … Continue reading

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Luis de Camões – “Transforma-se o amador na cousa amada”

Transforma-se o amador na cousa amada, Por virtude do muito imaginar; Não tenho logo mais que desejar, Pois em mim tenho a parte desejada. Se nela está minha alma transformada, Que mais deseja o corpo de alcançar? Em si somente … Continue reading

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Luís de Camões – “Está-se a Primavera trasladando…”

Está-se a Primavera trasladando Em vossa vista deleitosa e honesta; Nas belas faces, e na boca e testa, Cecéns, rosas, e cravos debuxando. De sorte, vosso gesto matizando, Natura quanto pode manifesta, Que o monte, o campo, o rio, e … Continue reading

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Luís de Camões – “Eu cantarei de amor tão docemente”

Eu cantarei de amor tão docemente, Por uns termos em si tão concertados, Que dois mil acidentes namorados Faça sentir ao peito que não sente. Farei que Amor a todos avivente, Pintando mil segredos delicados, Brandas iras, suspiros magoados, Temerosa … Continue reading

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Luís de Camões – “Alma minha gentil, que te partiste”

Alma minha gentil, que te partiste tão cedo desta vida descontente, repousa lá no Céu eternamente, e viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, memória desta vida se consente, não te esqueças daquele … Continue reading

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