Category Archives: Al Berto

Al Berto, pseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, (Coimbra, 11 de Janeiro de 1948 – Lisboa, 13 de Junho de 1997), poeta, pintor, editor e animador cultural português.

al berto – “Se um dia…” (Sem música)

se um dia a juventude voltasse  na pele das serpentes atravessaria toda a memória  com a língua em teus cabelos dormiria no sossego  da noite transformada em pássaro de lume cortante  como a navalha de vidro que nos sinaliza a … Continue reading

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al berto – “Incêndio”

se conseguires entrar em casa e alguém estiver em fogo na tua cama e a sombra duma cidade surgir na cera do soalho e do tecto cair uma chuva brilhante contínua e miudinha – não te assustes são os teus … Continue reading

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Al Berto – “Escrevo-te”

Escrevo-te a sentir tudo isto e num instante de maior lucidez poderia ser o rio as cabras escondendo o delicado tilintar dos guizos nos sais de prata da fotografia poderia erguer-me como o castanheiro dos contos sussurrados junto ao fogo … Continue reading

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Al Berto – “Se um Dia a Juventude Voltasse”

se um dia a juventude voltasse  na pele das serpentes atravessaria toda a memória  com a língua em teus cabelos dormiria no sossego  da noite transformada em pássaro de lume cortante  como a navalha de vidro que nos sinaliza a … Continue reading

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Al Berto – “E ao anoitecer”

e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão deixas viver sobre a pele uma criança de lume e na fria lava da noite ensinas ao corpo a paciência o amor o abandono das palavras o silêncio e a … Continue reading

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Al Berto – “A Invisibilidade de Deus”

dizem que em sua boca se realiza a flor outros afirmam: a sua invisibilidade é aparente mas nunca toquei deus nesta escama de peixe onde podemos compreender todos os oceanos nunca tive a visão de sua bondosa mão o certo … Continue reading

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Al Berto – “Dizem que a paixão o conheceu”

dizem que a paixão o conheceu mas hoje vive escondido nuns óculos escuros senta-se no estremecer da noite enumera o que lhe sobejou do adolescente rosto turvo pela ligeira náusea da velhice conhece a solidão de quem permanece acordado quase … Continue reading

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Al Berto – “Há-de flutuar uma cidade”

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida pensava eu… como seriam felizes as mulheres à beira mar debruçadas para a luz caiada remendando o pano das velas espiando o mar e a longitude do amor embarcado por vezes uma … Continue reading

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Al Berto – “Vestígios”

noutros tempos quando acreditávamos na existência da lua foi-nos possível escrever poemas e envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído pelas salivas proibidas – noutros tempos os dias corriam com a água e limpavam os líquenes das imundas máscaras … Continue reading

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