Category Archives: Adília Lopes

Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, (Lisboa, 20 de Abril de 1960) é uma poetisa, cronista e tradutora portuguesa.
Filha de uma bióloga assistente de Botânica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e de um professor do ensino secundário, Adília Lopes cursou Física na Universidade de Lisboa, licenciatura que abandonou, quase completa, devido a uma psicose esquizo-afectiva, doença da qual sempre falou abertamente, fosse na sua poesia, crónicas, conferências ou entrevistas a meios de comunicação social.

Adília Lopes – “Meteorológica” (para o José Bernardino)

Deus não me deu um namorado deu-me o martírio branco de não o ter Vi namorados possíveis foram bois foram porcos e eu palácios e pérolas Não me queres nunca me quiseste (porquê, meu Deus?) A vida é livro e … Continue reading

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Adília Lopes – “Memórias das infâncias.”

Gostávamos muito de doce de framboesa E deram-nos um prato com mais doce de framboesa Do que era costume Mas A nossa criada a nossa tia-avó no doce de framboesa Para nosso bem Porque estávamos doentes Esconderam colheres do remédio … Continue reading

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Adília Lopes – “Três poemas.”

Não sou menos que Einstein nem que Claudia Schiffer não sou mais que uma osga ou que uma barata não sou mais inteligente que um mongolóide tenho um Q. I. no limite superior da média todos diferentes todos iguais incluo … Continue reading

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Adília Lopes – “A sereia das pernas tortas.”

Era uma vez uma mulher que tão depressa era feia como era bonita. Quando era bonita, as pessoas diziam-lhe: — Eu amo-te. E iam com ela para a cama e para a mesa. Quando era feia, as mesmas pessoas diziam-lhe: — … Continue reading

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Adília Lopes – “Masturbação”

Só depois de ler Barthes é que Camila Ficou a saber Que o dedo da masturbação é o médio até aí tinha usado Sempre O indicador Experimentou também O polegar E viu que todos serviam Meu menino Seu vizinho Pai … Continue reading

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