Joaquim Carvalho – “Sobre a efemeridade das coisas”

15.01.2012

Há coisas eternas
como a luz.
Outras
a viver vão morrendo.

Outrora,
os ciprestes que ladeavam a casa
ofertavam-lhe a sombra
que amaciava o sol
ao entrar pelas janelas.

Hoje,
dos ciprestes já não há sombras.
Também já não há casa.
O sol continua lá.
A gritar
onde a casa é
a ausência dela.

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