Nota biográfica >>

Cristina Miranda nasceu em Braga e lá vive. Fez o curso de História e Ciências Sociais, mas quis o destinio que seguisse a carreira de bancária. Porém, a poesia sempre a acompanhou e foi na blogosfera que as suas palavras de tornaram apreciadas.

Cristina Miranda – “Tilintar de orvalho”

01.02.2013

Não deixamos cair Outonos
Sobre as mãos
Nem adiamos Estios
Quando habitamos juntos
Acerco-me da maior janela
Para desfrutar da mais bela paisagem
A realidade a perder de vista…

E enquanto te procuro
Ouço a voz
O tilintar do orvalho sobre os pastos
O canto das flores em correrias
Cabriolando sobre carreiros verdes

E quando te vejo
Ainda com o aroma do acordar nos ombros
Estendo os meus olhos
Até te alcançar os passos
Até te tocar de leve
Até te acompanhar
Sentindo a frescura beliscar leve as nossas frontes

E quando já de volta
Me dás o braço
Trazendo ramos de satisfação
Que vens pôr
Como serenatas
Debaixo da nossa janela
Não deixamos cair Outonos
Nem adiamos Estios
Apenas nos sentamos
Calmos
Em bancos de Primaveras

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