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	<title>Estúdio Raposa</title>
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	<description>Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida nova, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue.</description>
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	<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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	<managingEditor>estudioraposa@gmail.com (Luis Gaspar)</managingEditor>
	<copyright>2006-2012</copyright>
	<itunes:subtitle>Audioblogue do Luis Gaspar</itunes:subtitle>
	<itunes:keywords>Literatura, poesia, autores, escritores, poetas, declamação, raposa, historias</itunes:keywords>
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		<title>Estúdio Raposa</title>
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	<itunes:category text="Arts">
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		<item>
		<title>Fernando Pessoa &#8211; &#8220;Acordo de noite subitamente&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/03/02/2012/fernando-pessoa-acordo-de-noite-subitamente/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 15:31:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordo de noite subitamente.  E o meu relógio ocupa a noite toda.  Não sinto a Natureza lá fora,  O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.  Lá fora há um sossego como se nada existisse.  Só o relógio prossegue o seu ruído.  E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo de noite subitamente. <br />
E o meu relógio ocupa a noite toda.<br />
 Não sinto a Natureza lá fora,<br />
 O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas. <br />
Lá fora há um sossego como se nada existisse. <br />
Só o relógio prossegue o seu ruído. <br />
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa <br />
Abafa toda a existência da terra e do céu&#8230; <br />
Quase que me perco a pensar o que isto significa, <br />
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,<br />
 Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa <br />
É a curiosa sensação de encher a noite enorme <br />
Com a sua pequenez&#8230;   </p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:subtitle>Acordo de noite subitamente.  E o meu relógio ocupa a noite toda.  Não sinto a Natureza lá fora,  O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.  Lá fora há um sossego como se nada existisse.  Só o relógio prossegue o seu ruído.  </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Acordo de noite subitamente. 
E o meu relógio ocupa a noite toda.
 Não sinto a Natureza lá fora,
 O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas. 
Lá fora há um sossego como se nada existisse. 
Só o relógio prossegue o seu ruído. 
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa 
Abafa toda a existência da terra e do céu... 
Quase que me perco a pensar o que isto significa, 
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
 Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa 
É a curiosa sensação de encher a noite enorme 
Com a sua pequenez...   </itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Wislawa Szymborska &#8211; Alguns Gostam de Poesia&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/03/02/2012/wislawa-szymborska-alguns-gostam-de-poesia/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 11:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wislawa Szymborska]]></category>

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		<description><![CDATA[Wislawa Szymborska (1923-2012) poetisa, crítica literária e tradutora polaca, Prémio Nobel da Literatura em 1996. Alguns gostam de poesia. Alguns – quer dizer nem todos. Nem a maioria de todos, mas a minoria. Excluindo escolas, onde se deve e os próprios poetas, serão talvez dois em mil. Gostam – mas também se gosta de canja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Wislawa Szymborska (1923-2012) poetisa, crítica literária e tradutora polaca, Prémio Nobel da Literatura em 1996.</em></p>
<p>Alguns gostam de poesia.<br />
Alguns –<br />
quer dizer nem todos.<br />
Nem a maioria de todos, mas a minoria.<br />
Excluindo escolas, onde se deve<br />
e os próprios poetas,<br />
serão talvez dois em mil.</p>
<p>Gostam –<br />
mas também se gosta de canja de massa,<br />
gosta-se da lisonja e da cor azul,<br />
gosta-se de um velho cachecol,<br />
gosta-se de levar a sua avante,<br />
gosta-se de fazer festas a um cão.</p>
<p>De poesia –<br />
mas o que é a poesia?<br />
Algumas respostas vagas<br />
já foram dadas,<br />
mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro<br />
como a um corrimão providencial.</p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:subtitle>Wislawa Szymborska (1923-2012) poetisa, crítica literária e tradutora polaca, Prémio Nobel da Literatura em 1996. Alguns gostam de poesia. Alguns – quer dizer nem todos. Nem a maioria de todos, mas a minoria. Excluindo escolas, onde se deve </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Wislawa Szymborska (1923-2012) poetisa, crítica literária e tradutora polaca, Prémio Nobel da Literatura em 1996.


Alguns gostam de poesia.
Alguns –
quer dizer nem todos.
Nem a maioria de todos, mas a minoria.
Excluindo escolas, onde se deve
e os próprios poetas,
serão talvez dois em mil.

Gostam –
mas também se gosta de canja de massa,
gosta-se da lisonja e da cor azul,
gosta-se de um velho cachecol,
gosta-se de levar a sua avante,
gosta-se de fazer festas a um cão.

De poesia –
mas o que é a poesia?
Algumas respostas vagas
já foram dadas,
mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro
como a um corrimão providencial.</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Zila da Costa Mamede &#8211; &#8220;Banho (rural)&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/26/01/2012/zila-da-costa-mamede-banho-rural/</link>
		<comments>http://www.estudioraposa.com/index.php/26/01/2012/zila-da-costa-mamede-banho-rural/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 21:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zila da Costa Mamede]]></category>
		<category><![CDATA[Banho]]></category>

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		<description><![CDATA[Zila da Costa Mamede (1928-1985) foi uma importante poeta e bibliotecária brasileira. Nasceu em Nova Palmeira, Paraíba, e viveu grande parte de sua vida no Rio Grande do Norte, onde desenvolveu o seu trabalho. De cabaça na mão, céu nos cabelos à tarde era que a moça desertava dos arenzés de alcova. Caminhando um passo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Zila da Costa Mamede (1928-1985) foi uma importante poeta e bibliotecária brasileira. Nasceu em Nova Palmeira,  Paraíba, e viveu grande parte de sua vida no Rio Grande do Norte, onde desenvolveu o seu trabalho.</em></p>
<p>De cabaça na mão, céu nos cabelos<br />
à tarde era que a moça desertava<br />
dos arenzés de alcova. Caminhando</p>
<p>um passo brando pelas roças ia<br />
nas vingas nem tocando; reesmagava<br />
na areia os próprios passos, tinha o rio</p>
<p>com margens engolidas por tabocas,<br />
feito mais de abandono que de estrada<br />
e muito mais de estrada que de rio</p>
<p>onde em cacimba e lodo se assentava<br />
água salobre rasa. Salitroso<br />
era o também caminho da cacimba</p>
<p>e mais: o salitroso era deserto.<br />
A moça ali perdia-se, afundava-se<br />
enchendo o vasilhame, aventurava</p>
<p>por longo capinzal, cantarolando:<br />
desfibrava os cabelos, a rodilha<br />
e seus vestidos, presos nos tapumes</p>
<p>velando vales, curvas e ravinas<br />
(a rosa de seu ventre, sóis no busto)<br />
libertas nesse banho vesperal.</p>
<p>Moldava-se em sabão, estremecida,<br />
cada vez que dos ombros escorrendo<br />
o frio d&#8217;água era carícia antiga.</p>
<p>Secava-se no vento, recolhia<br />
só noite e essências, mansa carregando-as<br />
na morna geografia de seu corpo.</p>
<p>Depois, voltava lentamente os rastos<br />
em deriva à cacimba, se encontrava<br />
nas águas: infinita, liquefeita.</p>
<p>Então era a moça regressava<br />
tendo nos olhos cânticos e aromas<br />
apreendidos no entardecer rural.</p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:keywords>Banho,Zila da Costa Mamede</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>Zila da Costa Mamede (1928-1985) foi uma importante poeta e bibliotecária brasileira. Nasceu em Nova Palmeira,  Paraíba, e viveu grande parte de sua vida no Rio Grande do Norte, onde desenvolveu o seu trabalho. - De cabaça na mão, céu nos cabelos </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Zila da Costa Mamede (1928-1985) foi uma importante poeta e bibliotecária brasileira. Nasceu em Nova Palmeira,  Paraíba, e viveu grande parte de sua vida no Rio Grande do Norte, onde desenvolveu o seu trabalho.

De cabaça na mão, céu nos cabelos
à tarde era que a moça desertava
dos arenzés de alcova. Caminhando

um passo brando pelas roças ia
nas vingas nem tocando; reesmagava
na areia os próprios passos, tinha o rio

com margens engolidas por tabocas,
feito mais de abandono que de estrada
e muito mais de estrada que de rio

onde em cacimba e lodo se assentava
água salobre rasa. Salitroso
era o também caminho da cacimba

e mais: o salitroso era deserto.
A moça ali perdia-se, afundava-se
enchendo o vasilhame, aventurava

por longo capinzal, cantarolando:
desfibrava os cabelos, a rodilha
e seus vestidos, presos nos tapumes

velando vales, curvas e ravinas
(a rosa de seu ventre, sóis no busto)
libertas nesse banho vesperal.

Moldava-se em sabão, estremecida,
cada vez que dos ombros escorrendo
o frio d&#039;água era carícia antiga.

Secava-se no vento, recolhia
só noite e essências, mansa carregando-as
na morna geografia de seu corpo.

Depois, voltava lentamente os rastos
em deriva à cacimba, se encontrava
nas águas: infinita, liquefeita.

Então era a moça regressava
tendo nos olhos cânticos e aromas
apreendidos no entardecer rural.</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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	</item>
		<item>
		<title>Fernando Esteves Pinto &#8211; &#8220;A ausência&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/25/01/2012/fernando-esteves-pinto-a-ausencia/</link>
		<comments>http://www.estudioraposa.com/index.php/25/01/2012/fernando-esteves-pinto-a-ausencia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 21:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Esteves Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[A ausência]]></category>

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		<description><![CDATA[Nasceu em Cascais em 1961. Colaborou no DN Jovem e no Jornal de Letras. Em 1990 recebeu o Prêmio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura. É publicado em Espanha por revistas literárias e editores independentes. A ausência é um desejo do silêncio. Um encontro incomunicável do corpo com as coisas. Como escutar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nasceu em Cascais em 1961. Colaborou no DN Jovem e no Jornal de Letras. Em 1990 recebeu o Prêmio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura. É publicado em Espanha por revistas literárias e editores independentes.</em></p>
<p>A ausência é um desejo do silêncio.<br />
Um encontro incomunicável do corpo com as coisas.<br />
Como escutar os sons do leite na profundidade dos seios.<br />
Libertas o pensamento lentamente à espera do dia.<br />
Vem das sombras crescendo o lugar da dúvida.<br />
Dos olhos começa a distância do caminho.<br />
Aqui nasce o tremor das pálpebras,<br />
os anéis da claridade lenta.<br />
A legibilidade fria do vazio.<br />
Através do contacto físico do corpo<br />
subsiste a impenetrável construção do poema.</p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:keywords>A ausência,Fernando Esteves Pinto</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>Nasceu em Cascais em 1961. Colaborou no DN Jovem e no Jornal de Letras. Em 1990 recebeu o Prêmio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura. É publicado em Espanha por revistas literárias e editores independentes. </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Nasceu em Cascais em 1961. Colaborou no DN Jovem e no Jornal de Letras. Em 1990 recebeu o Prêmio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura. É publicado em Espanha por revistas literárias e editores independentes.


A ausência é um desejo do silêncio.
Um encontro incomunicável do corpo com as coisas.
Como escutar os sons do leite na profundidade dos seios.
Libertas o pensamento lentamente à espera do dia.
Vem das sombras crescendo o lugar da dúvida.
Dos olhos começa a distância do caminho.
Aqui nasce o tremor das pálpebras,
os anéis da claridade lenta.
A legibilidade fria do vazio.
Através do contacto físico do corpo
subsiste a impenetrável construção do poema.</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Fernando Esteves Pinto &#8211; &#8220;Começamos&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/25/01/2012/fernando-esteves-pinto-comecamos/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 21:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Esteves Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[Começamos]]></category>

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		<description><![CDATA[Começamos por abandonar as palavras, mas nunca aquilo que pensamos. O pensamento incendeia-se no silêncio, faz o seu trabalho. Aceitamos e rejeitamos e é isso que constrói o pensamento. É neste equilíbrio que permanecemos. Estar imóvel é ir além do lugar onde estamos, olharmo-nos de lá para cá, de dentro para dentro. Abandonamos as palavras, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começamos por abandonar as palavras,<br />
mas nunca aquilo que pensamos.<br />
O pensamento incendeia-se no silêncio, faz o seu trabalho.<br />
Aceitamos e rejeitamos e é isso que constrói o pensamento.<br />
É neste equilíbrio que permanecemos.<br />
Estar imóvel é ir além do lugar onde estamos,<br />
olharmo-nos de lá para cá, de dentro para dentro.<br />
Abandonamos as palavras, mas nunca o pensamento</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Começamos por abandonar as palavras, mas nunca aquilo que pensamos. O pensamento incendeia-se no silêncio, faz o seu trabalho. Aceitamos e rejeitamos e é isso que constrói o pensamento. É neste equilíbrio que permanecemos. </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Começamos por abandonar as palavras,
mas nunca aquilo que pensamos.
O pensamento incendeia-se no silêncio, faz o seu trabalho.
Aceitamos e rejeitamos e é isso que constrói o pensamento.
É neste equilíbrio que permanecemos.
Estar imóvel é ir além do lugar onde estamos,
olharmo-nos de lá para cá, de dentro para dentro.
Abandonamos as palavras, mas nunca o pensamento</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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	</item>
		<item>
		<title>Fernando Esteves Pinto &#8211; &#8220;Ele abre um livro&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/25/01/2012/fernando-esteves-pinto-ele-abre-um-livro/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 21:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Esteves Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[Ele abre um livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele abre um livro e com um sopro trémulo transforma as palavras em lugares luminosos. Ele faz caminhar o fértil desejo por uma rua da sua cidade. Ou fecha-se em casa como um bicho de contas redondo e imóvel, desafiando lentamente os tempos luxuriantes, os largos silêncios que lhe fecham todas as portas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele abre um livro<br />
e com um sopro trémulo transforma as palavras<br />
em lugares luminosos.<br />
Ele faz caminhar o fértil desejo<br />
por uma rua da sua cidade.<br />
Ou fecha-se em casa como um bicho de contas<br />
redondo e imóvel, desafiando lentamente<br />
os tempos luxuriantes,<br />
os largos silêncios que lhe fecham todas as portas.</p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:keywords>Ele abre um livro,Fernando Esteves Pinto</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>Ele abre um livro e com um sopro trémulo transforma as palavras em lugares luminosos. Ele faz caminhar o fértil desejo por uma rua da sua cidade. Ou fecha-se em casa como um bicho de contas redondo e imóvel, desafiando lentamente </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Ele abre um livro
e com um sopro trémulo transforma as palavras
em lugares luminosos.
Ele faz caminhar o fértil desejo
por uma rua da sua cidade.
Ou fecha-se em casa como um bicho de contas
redondo e imóvel, desafiando lentamente
os tempos luxuriantes,
os largos silêncios que lhe fecham todas as portas.</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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	</item>
		<item>
		<title>Judith Teixeira &#8211; &#8220;Outonais&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/25/01/2012/judith-teixeira-outonais-2/</link>
		<comments>http://www.estudioraposa.com/index.php/25/01/2012/judith-teixeira-outonais-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 18:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Judith Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Outonais]]></category>

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		<description><![CDATA[No meu peito alvo, de neve,  as claras pétalas dos teus dedos,  finas e alongadas,  tombaram como rosas desfolhadas  à luz espásmica e fria  deste entardecer…  E o meu corpo sofre,  ébrio de luxúria, um mórbido prazer!  A cor viva dos teus beijos,  meu amor,  prolonga ainda mais o meu tormento,  na trágica dor  deste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meu peito alvo, de neve, <br />
as claras pétalas dos teus dedos, <br />
finas e alongadas, <br />
tombaram como rosas desfolhadas <br />
à luz espásmica e fria <br />
deste entardecer… <br />
E o meu corpo sofre, <br />
ébrio de luxúria, um mórbido prazer! <br />
A cor viva dos teus beijos, <br />
meu amor, <br />
prolonga ainda mais o meu tormento, <br />
na trágica dor<br />
 deste desvestir loiro e desolado<br />
 do Outono… <br />
Repara agora, como o sol morre <br />
num agónico sorrir<br />
 doloroso e lento!…<br />
Noite… um abismo… <br />
sombras de medo! <br />
Tumultuam mais alto os teus desejos! <br />
Sobe o clamor do meu delírio <br />
e a brasa viva dos teus beijos,<br />
 num rúbido segredo, <br />
vai-me abrindo a carne em sulcos de martírio!</p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:keywords>Judith Teixeira,Outonais</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>No meu peito alvo, de neve,  as claras pétalas dos teus dedos,  finas e alongadas,  tombaram como rosas desfolhadas  à luz espásmica e fria  deste entardecer…  E o meu corpo sofre,  ébrio de luxúria, um mórbido prazer!  </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>No meu peito alvo, de neve, 
as claras pétalas dos teus dedos, 
finas e alongadas, 
tombaram como rosas desfolhadas 
à luz espásmica e fria 
deste entardecer… 
E o meu corpo sofre, 
ébrio de luxúria, um mórbido prazer! 
A cor viva dos teus beijos, 
meu amor, 
prolonga ainda mais o meu tormento, 
na trágica dor
 deste desvestir loiro e desolado
 do Outono… 
Repara agora, como o sol morre 
num agónico sorrir
 doloroso e lento!…
Noite… um abismo… 
sombras de medo! 
Tumultuam mais alto os teus desejos! 
Sobe o clamor do meu delírio 
e a brasa viva dos teus beijos,
 num rúbido segredo, 
vai-me abrindo a carne em sulcos de martírio!</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<title>Migração da Truca para o Estúdio Raposa.</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 20:18:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Custou, mas foi. Está completa a passagem de todos os poemas declamados do &#8220;Palavras d&#8217;Ouro&#8221; da Truca para a categoria &#8220;Poetas&#8221;, aqui, do Estúdio Raposa. Os poemas que na Truca ainda não tinham sido lidos, vão sê-lo a pouco e pouco. Se as contas estão certas já estão disponíveis trabalhos de 180 poetas, muitos com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Custou, mas foi. Está completa a passagem de todos os poemas declamados do &#8220;Palavras d&#8217;Ouro&#8221; da Truca para a categoria &#8220;Poetas&#8221;, aqui, do Estúdio Raposa. Os poemas que na Truca ainda não tinham sido lidos, vão sê-lo a pouco e pouco. Se as contas estão certas já estão disponíveis trabalhos de 180 poetas, muitos com vários poemas.<br />
Clique na palavra &#8220;Poetas&#8221;, no cabeçalho, à esquerda e&#8230;navegue num mar de poesia.<br />
Boa viagem!<br />
Se tiver qualquer sugestão ou dúvida, não tem mais do que escrever. O endereço de email está em &#8220;Contacto&#8221; na Página Principal.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Victor Hugo &#8211; &#8220;O homem pensa&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/23/01/2012/victor-hugo-o-homem-pensa/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 22:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Victor Hugo]]></category>
		<category><![CDATA[O homem pensa]]></category>

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		<description><![CDATA[Victor-Marie Hugo (1802 — 1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo,ensaísta, artista, estadista e activista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de &#8220;Les Misérables&#8221; e de &#8220;Notre-Dame de Paris&#8221;, entre diversas outras obras. O homem pensa. A mulher sonha. Pensar é ter cérebro. Sonhar é ter na fronte uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Victor-Marie Hugo (1802 — 1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo,ensaísta, artista, estadista e activista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de &#8220;Les Misérables&#8221; e de &#8220;Notre-Dame de Paris&#8221;, entre diversas outras obras.</em></p>
<p>O homem pensa.<br />
A mulher sonha.<br />
Pensar é ter cérebro.<br />
Sonhar é ter na fronte uma auréola.<br />
O homem é um oceano.<br />
A mulher é um lago.<br />
O oceano tem a pérola que embeleza.<br />
O lago tem a poesia que deslumbra.<br />
O homem é a águia que voa.<br />
A mulher, o rouxinol que canta.<br />
Voar é dominar o espaço.<br />
Cantar é conquistar a alma.<br />
O homem tem um farol:<br />
a consciência.<br />
A mulher tem uma estrela:<br />
a esperança.<br />
O farol guia. A esperança salva.<br />
Enfim, o homem está colocado<br />
onde termina a terra.<br />
A mulher, onde começa o céu!&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:keywords>O homem pensa,Victor Hugo</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>Victor-Marie Hugo (1802 — 1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo,ensaísta, artista, estadista e activista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de &quot;Les Misérables&quot; e de &quot;Notre-Dame de Paris&quot;,</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Victor-Marie Hugo (1802 — 1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo,ensaísta, artista, estadista e activista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de &quot;Les Misérables&quot; e de &quot;Notre-Dame de Paris&quot;, entre diversas outras obras.

O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano.
A mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol:
a consciência.
A mulher tem uma estrela:
a esperança.
O farol guia. A esperança salva.
Enfim, o homem está colocado
onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!...</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Eduarda Chiote &#8211; &#8220;Os passos da Poesia&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/20/01/2012/eduarda-chiote-os-passos-da-poesia/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 19:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eduarda Chiote]]></category>
		<category><![CDATA[Os passos da Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eduarda Chiote nasceu em Bragança, em 1930. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas e trabalhou na área da Psicotecnia. Residiu no Porto e vive actualmente em Lisboa. Além dos livros, Eduarda Chiote tem publicação dispersa por vários jornais, revistas e antologias, desde o final dos anos setenta. Deslizas pela delicadeza com teus pés magoados. Por que caminhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Eduarda Chiote nasceu em Bragança, em 1930. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas e trabalhou na área da Psicotecnia. Residiu no Porto e vive actualmente em Lisboa.<br />
Além dos livros, Eduarda Chiote tem publicação dispersa por vários jornais, revistas e antologias, desde o final dos anos setenta.<br />
</em></p>
<p>Deslizas pela delicadeza<br />
com teus pés magoados.<br />
Por que caminhas agora sobre vidros,<br />
por que exiges de ti essa aguda cautela?<br />
Os céus teriam sido a morada, as areias finas<br />
do nosso desencontro?<br />
Soubera-o eu e ter-te-ia ajudado a não descalçar os sapatos.<br />
As meias também.<br />
Deixar-te ficar com elas, durante o amor,<br />
tem sido (foi sempre) um motivo de deleite.<br />
De carinho.<br />
Uma inclinação natural<br />
de proteger-te.<br />
Se te pintara, numa imensa e clara tela, começaria<br />
por essa mancha: estremecida.<br />
Estremecida!<br />
Ia jurar que nunca te apercebeste de como posso,<br />
em discrição, exceder-lhe os pormenores<br />
– convocar o fascínio,<br />
a cor, a textura; pressagiar-lhe os passos de um suor doloroso.<br />
Por que permiti, então, o caminhares por lugares<br />
penosos?<br />
Não mo perdoo.<br />
Agora que os aperfeiçoas na fuga, espero bem poder acolhê-los<br />
como pombas,<br />
lavar-tos com a imaginação perfumada<br />
das nuvens,<br />
o olhar atento ao delicado equilíbrio, no quadro,<br />
da moldura.<br />
Anunciavam já, no tempo em que ao meu encontro<br />
corriam, esse enredo de minuciosas<br />
dores? – Quais? As de viver? O competente espaço<br />
onde os acolho para a frescura da relva<br />
por nascer?</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Eduarda Chiote nasceu em Bragança, em 1930. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas e trabalhou na área da Psicotecnia. Residiu no Porto e vive actualmente em Lisboa. Além dos livros, Eduarda Chiote tem publicação dispersa por vários jornais,</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Eduarda Chiote nasceu em Bragança, em 1930. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas e trabalhou na área da Psicotecnia. Residiu no Porto e vive actualmente em Lisboa.
Além dos livros, Eduarda Chiote tem publicação dispersa por vários jornais, revistas e antologias, desde o final dos anos setenta.



Deslizas pela delicadeza
com teus pés magoados.
Por que caminhas agora sobre vidros,
por que exiges de ti essa aguda cautela?
Os céus teriam sido a morada, as areias finas
do nosso desencontro?
Soubera-o eu e ter-te-ia ajudado a não descalçar os sapatos.
As meias também.
Deixar-te ficar com elas, durante o amor,
tem sido (foi sempre) um motivo de deleite.
De carinho.
Uma inclinação natural
de proteger-te.
Se te pintara, numa imensa e clara tela, começaria
por essa mancha: estremecida.
Estremecida!
Ia jurar que nunca te apercebeste de como posso,
em discrição, exceder-lhe os pormenores
– convocar o fascínio,
a cor, a textura; pressagiar-lhe os passos de um suor doloroso.
Por que permiti, então, o caminhares por lugares
penosos?
Não mo perdoo.
Agora que os aperfeiçoas na fuga, espero bem poder acolhê-los
como pombas,
lavar-tos com a imaginação perfumada
das nuvens,
o olhar atento ao delicado equilíbrio, no quadro,
da moldura.
Anunciavam já, no tempo em que ao meu encontro
corriam, esse enredo de minuciosas
dores? – Quais? As de viver? O competente espaço
onde os acolho para a frescura da relva
por nascer?</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Eduarda Chiote &#8211; &#8220;Cantiga de Amor&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/20/01/2012/eduarda-chiote-cantiga-de-amor/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 19:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eduarda Chiote]]></category>
		<category><![CDATA[Cantiga de Amor]]></category>

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		<description><![CDATA[Ó rosa dos sete ventos, por sete ventos rodada, defende-me dos ladrões, dos espantos doidos, dos ventos, e de mim. De mim também e dos meus ventos chorados. Ó rosa dos sete espinhos e no rochedo cravados, limpa o mar de todo o sangue, limpa a praia marinheira das ondas do meu pecado. Limpa o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ó rosa dos sete ventos, por sete ventos<br />
rodada,<br />
defende-me<br />
dos ladrões,<br />
dos espantos doidos,<br />
dos ventos,<br />
e de mim. De mim também<br />
e dos meus ventos<br />
chorados.</p>
<p>Ó rosa dos sete espinhos<br />
e no rochedo<br />
cravados,<br />
limpa o mar de todo o sangue, limpa a praia marinheira<br />
das ondas do meu<br />
pecado.</p>
<p>Limpa o coração deserto e a inocência do menino<br />
trespassada pelo vidro da garrafa<br />
arremessada<br />
por veleiro sobre areia<br />
adormecida,<br />
por soltos cabelos<br />
de água.</p>
<p>Ó rosa dos sete espinhos, por sete espinhos<br />
rodada, traz-me o frio do céu limpo,<br />
as nuvens da trovoada,<br />
nos olhos do meu amor<br />
e nas ruínas<br />
abertas<br />
de uma casa destelhada<br />
ó rosa dos sete estrelos, por sete estrelos<br />
rodada,<br />
traz contigo todo o luto<br />
desta música<br />
inventada<br />
no seu boné de marujo<br />
ou no corpo não impresso de uma nota<br />
descuidada.</p>
<p>Ó rosa dos sete estrelos, ó silêncio enevoado,<br />
leva contigo<br />
o Poema, leva contigo<br />
a palavra.<br />
Leva contigo<br />
o Poeta<br />
numa pérola de neve<br />
e pela dor<br />
fustigada<br />
ó rosa clara de morte<br />
ó nome do meu<br />
amado.</p>
]]></content:encoded>
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			<itunes:keywords>Cantiga de Amor,Eduarda Chiote</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>Ó rosa dos sete ventos, por sete ventos rodada, defende-me dos ladrões, dos espantos doidos, dos ventos, e de mim. De mim também e dos meus ventos chorados. - Ó rosa dos sete espinhos e no rochedo cravados, limpa o mar de todo o sangue,</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Ó rosa dos sete ventos, por sete ventos
rodada,
defende-me
dos ladrões,
dos espantos doidos,
dos ventos,
e de mim. De mim também
e dos meus ventos
chorados.

Ó rosa dos sete espinhos
e no rochedo
cravados,
limpa o mar de todo o sangue, limpa a praia marinheira
das ondas do meu
pecado.

Limpa o coração deserto e a inocência do menino
trespassada pelo vidro da garrafa
arremessada
por veleiro sobre areia
adormecida,
por soltos cabelos
de água.

Ó rosa dos sete espinhos, por sete espinhos
rodada, traz-me o frio do céu limpo,
as nuvens da trovoada,
nos olhos do meu amor
e nas ruínas
abertas
de uma casa destelhada
ó rosa dos sete estrelos, por sete estrelos
rodada,
traz contigo todo o luto
desta música
inventada
no seu boné de marujo
ou no corpo não impresso de uma nota
descuidada.

Ó rosa dos sete estrelos, ó silêncio enevoado,
leva contigo
o Poema, leva contigo
a palavra.
Leva contigo
o Poeta
numa pérola de neve
e pela dor
fustigada
ó rosa clara de morte
ó nome do meu
amado.</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>António Manuel Couto Viana &#8211; &#8220;Confissão Pública&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/20/01/2012/antonio-manuel-couto-viana-confissao-publica-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 12:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[António M. Couto Viana]]></category>
		<category><![CDATA[António Manuel Couto Viana]]></category>
		<category><![CDATA[Confissão Pública]]></category>

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		<description><![CDATA[António Manuel Couto Viana (Viana do Castelo, 24 de Janeiro de 1923 &#8211; Lisboa, 8 de Junho de 2010) foi um encenador, tradutor, poeta, dramaturgo e ensaísta português. Tem mais de uma centena de livros publicados e a sua poesia está traduzida em francês, inglês, espanhol e chinês. Dizem de mim que sou poeta, Que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>António Manuel Couto Viana (Viana do Castelo, 24 de Janeiro de 1923 &#8211; Lisboa, 8 de Junho de 2010) foi um encenador, tradutor, poeta, dramaturgo e ensaísta português. Tem mais de uma centena de livros publicados e a sua poesia está traduzida em francês, inglês, espanhol e chinês.</em></p>
<p>Dizem de mim que sou poeta,<br />
Que escrevo versos com pudor,<br />
Sem revelar a voz secreta<br />
Para ninguém a ter de cor.</p>
<p>Que me contento co&#8217;a discreta<br />
Fama exigida plo censor<br />
E uso a caneta do esteta<br />
Pra disfarçar o amor e a dor.</p>
<p>Tudo é verdade e é mentira<br />
(A vida é esta condição),<br />
Embora a alma me prefira</p>
<p>Entre o pecado e o perdão,<br />
Pra o singular da minha lira<br />
Do lado oposto ao coração.</p>
<p><em>(foi meu &#8220;ensaiador&#8221; de Teatro na Escola Comercial Veiga Beirão)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.estudioraposa.com/index.php/20/01/2012/antonio-manuel-couto-viana-confissao-publica-2/feed/</wfw:commentRss>
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			<itunes:keywords>António Manuel Couto Viana,Confissão Pública</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>António Manuel Couto Viana (Viana do Castelo, 24 de Janeiro de 1923 - Lisboa, 8 de Junho de 2010) foi um encenador, tradutor, poeta, dramaturgo e ensaísta português. Tem mais de uma centena de livros publicados e a sua poesia está traduzida em francês,</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>António Manuel Couto Viana (Viana do Castelo, 24 de Janeiro de 1923 - Lisboa, 8 de Junho de 2010) foi um encenador, tradutor, poeta, dramaturgo e ensaísta português. Tem mais de uma centena de livros publicados e a sua poesia está traduzida em francês, inglês, espanhol e chinês.

Dizem de mim que sou poeta,
Que escrevo versos com pudor,
Sem revelar a voz secreta
Para ninguém a ter de cor.

Que me contento co&#039;a discreta
Fama exigida plo censor
E uso a caneta do esteta
Pra disfarçar o amor e a dor.

Tudo é verdade e é mentira
(A vida é esta condição),
Embora a alma me prefira

Entre o pecado e o perdão,
Pra o singular da minha lira
Do lado oposto ao coração.

(foi meu &quot;ensaiador&quot; de Teatro na Escola Comercial Veiga Beirão)</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
		<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
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	</item>
		<item>
		<title>Rogério Martins Simões &#8211; &#8220;Em Sonho me Dependurei no Luar&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/rogerio-martins-simoes-sonho/</link>
		<comments>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/rogerio-martins-simoes-sonho/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rogério Martins Simões]]></category>
		<category><![CDATA[Em Sonho me Dependurei no Luar]]></category>

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		<description><![CDATA[Em sonho me dependurei no luar. O luar quis acordar os nossos cios. Ali estavas, desnudada no meu olhar, Encandeando meus olhos luzidios. Os sonhos soçobram ao acordar… O luar distende o sonho em atavios. Ai!, sereia espraiada no meu mar, Esperando as águas dos meus rios… Luar!, tapa-me os olhos e os dias: Antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em sonho me dependurei no luar.<br />
O luar quis acordar os nossos cios.<br />
Ali estavas, desnudada no meu olhar,<br />
Encandeando meus olhos luzidios. </p>
<p>Os sonhos soçobram ao acordar…<br />
O luar distende o sonho em atavios.<br />
Ai!, sereia espraiada no meu mar,<br />
Esperando as águas dos meus rios… </p>
<p>Luar!, tapa-me os olhos e os dias:<br />
Antes cego, que acordar e não ter,<br />
Do que ver, e não ter o que vias…. </p>
<p>Prendo, no sono, o sonho para te ver,<br />
Fico cego se em mim não te sentir,<br />
Fios de seda &#8211; não te deixem partir! </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/rogerio-martins-simoes-sonho/feed/</wfw:commentRss>
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			<itunes:keywords>Em Sonho me Dependurei no Luar,Rogério Martins Simões</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>Em sonho me dependurei no luar.  O luar quis acordar os nossos cios.  Ali estavas, desnudada no meu olhar,  Encandeando meus olhos luzidios.  - Os sonhos soçobram ao acordar…  O luar distende o sonho em atavios.  Ai!, sereia espraiada no meu mar,</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Em sonho me dependurei no luar. 
O luar quis acordar os nossos cios. 
Ali estavas, desnudada no meu olhar, 
Encandeando meus olhos luzidios. 

Os sonhos soçobram ao acordar… 
O luar distende o sonho em atavios. 
Ai!, sereia espraiada no meu mar, 
Esperando as águas dos meus rios… 

Luar!, tapa-me os olhos e os dias: 
Antes cego, que acordar e não ter, 
Do que ver, e não ter o que vias…. 

Prendo, no sono, o sonho para te ver, 
Fico cego se em mim não te sentir, 
Fios de seda - não te deixem partir!</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Rogério Martins Simões &#8211; &#8220;Eternidade&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/rogerio-martins-simoes-eternidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rogério Martins Simões]]></category>
		<category><![CDATA[eternidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando tu e eu saltávamos em andamento, Numa corrida estreita, para a existência, Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.   Falávamos em língua redonda, Imperceptível, Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras. Éramos nada! Éramos tudo! Frequentávamos os mesmos colégios ricos, Onde a riqueza se media pelo contágio, Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando tu e eu saltávamos em andamento,<br />
Numa corrida estreita, para a existência,<br />
Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.<br />
 <br />
Falávamos em língua redonda,<br />
Imperceptível,<br />
Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.<br />
Éramos nada!<br />
Éramos tudo!<br />
Frequentávamos os mesmos colégios ricos,<br />
Onde a riqueza se media pelo contágio,<br />
Em resultado das vidas passadas.<br />
 <br />
Fazíamos parte de um grupo,<br />
Sem forma,<br />
Grandes aos sentidos,<br />
E sabíamos que iríamos viajar em busca da luz.<br />
Éramos uma luz ténue…<br />
E procurávamos um brilho permanente.<br />
 <br />
Entrámos por uma porta estreita<br />
Onde formas sem luz<br />
Reproduziam uma língua quadrada,<br />
Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,<br />
Que tivemos de aprender.<br />
 <br />
Estamos a ficar cansados!<br />
Não importa…<br />
Tomámos o caminho recto e certo<br />
E partiremos na luz…<br />
 <br />
Falta pouco meu amor.<br />
Uma eternidade nos espera…<br />
 <br />
<em>Lisboa, 30 de Abril de 2009</em></p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Quando tu e eu saltávamos em andamento, Numa corrida estreita, para a existência, Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.   Falávamos em língua redonda, Imperceptível, Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Quando tu e eu saltávamos em andamento,
Numa corrida estreita, para a existência,
Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.
 
Falávamos em língua redonda,
Imperceptível,
Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.
Éramos nada!
Éramos tudo!
Frequentávamos os mesmos colégios ricos,
Onde a riqueza se media pelo contágio,
Em resultado das vidas passadas.
 
Fazíamos parte de um grupo,
Sem forma,
Grandes aos sentidos,
E sabíamos que iríamos viajar em busca da luz.
Éramos uma luz ténue…
E procurávamos um brilho permanente.
 
Entrámos por uma porta estreita
Onde formas sem luz
Reproduziam uma língua quadrada,
Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,
Que tivemos de aprender.
 
Estamos a ficar cansados!
Não importa…
Tomámos o caminho recto e certo
E partiremos na luz…
 
Falta pouco meu amor.
Uma eternidade nos espera…
 
Lisboa, 30 de Abril de 2009</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<title>Rogério Martins Simões &#8211; &#8220;Voltei&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rogério Martins Simões]]></category>
		<category><![CDATA[Voltei]]></category>

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		<description><![CDATA[Venho dos limites do tempo De uma galáxia qualquer Já fui mar, já fui vento Agora sou pensamento Aparado em dado momento No ventre de uma mulher! Meu corpo é magistral! Brutal! Perfeito! Soberbo! De inicio não era verbo Agora sou o verbo ser Tenho comigo segredos Segredos do Universo Transporto no corpo recados Escrevo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venho dos limites do tempo<br />
De uma galáxia qualquer<br />
Já fui mar, já fui vento<br />
Agora sou pensamento<br />
Aparado em dado momento<br />
No ventre de uma mulher!</p>
<p>Meu corpo é magistral!<br />
Brutal! Perfeito! Soberbo!<br />
De inicio não era verbo<br />
Agora sou o verbo ser</p>
<p>Tenho comigo segredos<br />
Segredos do Universo<br />
Transporto no corpo recados<br />
Escrevo em forma de versos.<br />
Venho dos limites do tempo<br />
Não sei o que fui e sou:<br />
Deserto? Nascente?<br />
Já fui Norte, já fui Sul<br />
Pó astral, mar azul!<br />
Luar, estrela cadente.</p>
<p>Eu vou-me.. vou partir!<br />
Partirei num cometa qualquer<br />
E serei novamente pôr-do-sol.<br />
cor-de-rosa, aloendro, malmequer!</p>
<p>Voltei&#8230;Já cá estou<br />
Agora sou pensamento<br />
Nascido em dado momento<br />
Do ventre de uma mulher!</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Venho dos limites do tempo De uma galáxia qualquer Já fui mar, já fui vento Agora sou pensamento Aparado em dado momento No ventre de uma mulher! - Meu corpo é magistral! Brutal! Perfeito! Soberbo! De inicio não era verbo Agora sou o verbo ser </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Venho dos limites do tempo
De uma galáxia qualquer
Já fui mar, já fui vento
Agora sou pensamento
Aparado em dado momento
No ventre de uma mulher!

Meu corpo é magistral!
Brutal! Perfeito! Soberbo!
De inicio não era verbo
Agora sou o verbo ser

Tenho comigo segredos
Segredos do Universo
Transporto no corpo recados
Escrevo em forma de versos.
Venho dos limites do tempo
Não sei o que fui e sou:
Deserto? Nascente?
Já fui Norte, já fui Sul
Pó astral, mar azul!
Luar, estrela cadente.

Eu vou-me.. vou partir!
Partirei num cometa qualquer
E serei novamente pôr-do-sol.
cor-de-rosa, aloendro, malmequer!

Voltei...Já cá estou
Agora sou pensamento
Nascido em dado momento
Do ventre de uma mulher!</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Rogério Martins Simões &#8211; &#8220;Quisera andar de Carrossel&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rogério Martins Simões]]></category>
		<category><![CDATA[Quisera andar de Carrossel]]></category>

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		<description><![CDATA[Quisera andar de carrossel Com um sorriso de criança que ri Rosto rebuçado, melaços de mel Laivos da festa que resta em ti… Num dedo prendo o balão, Com outro seguro o corcel Soco a bola com a mão As mãos, o rosto e a testa Besunto-me todo com mel. Solta-se dos dedos o balão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quisera andar de carrossel<br />
Com um sorriso de criança que ri<br />
Rosto rebuçado, melaços de mel<br />
Laivos da festa que resta em ti…</p>
<p>Num dedo prendo o balão,<br />
Com outro seguro o corcel<br />
Soco a bola com a mão<br />
As mãos, o rosto e a testa<br />
Besunto-me todo com mel.</p>
<p>Solta-se dos dedos o balão<br />
Que voa a caminho do céu<br />
-Mãe! Vai-me apanhar<br />
Um sorriso igual ao seu…</p>
<p>-Meu filho a mãe não sabe!<br />
Ler, nunca aprendeu:<br />
A mãe vai procurar<br />
O balão que se perdeu…</p>
<p>-Mãe que sabe escutar,<br />
Meus choros em seu coração<br />
Abençoada o seja minha mãe<br />
Por tudo o que foi e me deu!</p>
<p>Rodopiam as lembranças da festa<br />
Pára o movimento ondulante<br />
Sujo-me de novo a cada instante…<br />
Sem rebuçados com sabor a mel<br />
Mas… Brinquei tanto no carrossel….</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Quisera andar de carrossel Com um sorriso de criança que ri Rosto rebuçado, melaços de mel Laivos da festa que resta em ti… - Num dedo prendo o balão, Com outro seguro o corcel Soco a bola com a mão As mãos, o rosto e a testa </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Quisera andar de carrossel
Com um sorriso de criança que ri
Rosto rebuçado, melaços de mel
Laivos da festa que resta em ti…

Num dedo prendo o balão,
Com outro seguro o corcel
Soco a bola com a mão
As mãos, o rosto e a testa
Besunto-me todo com mel.

Solta-se dos dedos o balão
Que voa a caminho do céu
-Mãe! Vai-me apanhar
Um sorriso igual ao seu…

-Meu filho a mãe não sabe!
Ler, nunca aprendeu:
A mãe vai procurar
O balão que se perdeu…

-Mãe que sabe escutar,
Meus choros em seu coração
Abençoada o seja minha mãe
Por tudo o que foi e me deu!

Rodopiam as lembranças da festa
Pára o movimento ondulante
Sujo-me de novo a cada instante…
Sem rebuçados com sabor a mel
Mas… Brinquei tanto no carrossel….</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Afonso Duarte &#8211; &#8220;Campo&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 17:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Afonso Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[Campo]]></category>

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		<description><![CDATA[Afonso Duarte (1884 — 1958) foi um poeta português. Afonso Duarte interessou-se por temas de etnografia e arte popular, reflectidos na sua obra poética. A Alberto Martins de Carvalho Este verde impossível de se ver, Que alegre o camponês cultiva o prazo, Não dá sequer para me aborrecer Na extensão sem fim do campo raso. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Afonso Duarte (1884 — 1958) foi um poeta português.<br />
Afonso Duarte interessou-se por temas de etnografia e arte popular, reflectidos na sua obra poética.</em></p>
<p><em>A Alberto Martins de Carvalho</em></p>
<p>Este verde impossível de se ver,<br />
Que alegre o camponês cultiva o prazo,<br />
Não dá sequer para me aborrecer<br />
Na extensão sem fim do campo raso.</p>
<p>Sem fim, a vida, deixa se correr<br />
Lisa e fatal, serena, sem acaso.<br />
E acontece o que tem de acontecer<br />
Como quem já da vida não faz caso.</p>
<p>Nada se passa aqui de extraordinário:<br />
Tudo assim, como peixe no aquário,<br />
Sem relevo, sem isto, sem aquilo;</p>
<p>Muito bucólico a favor da besta,<br />
O campo, sim, é esta coisa fresca&#8230;<br />
Coaxar de rãs, a música do estilo.</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Afonso Duarte (1884 — 1958) foi um poeta português. Afonso Duarte interessou-se por temas de etnografia e arte popular, reflectidos na sua obra poética. - A Alberto Martins de Carvalho Este verde impossível de se ver, </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Afonso Duarte (1884 — 1958) foi um poeta português.
Afonso Duarte interessou-se por temas de etnografia e arte popular, reflectidos na sua obra poética.

A Alberto Martins de Carvalho


Este verde impossível de se ver,
Que alegre o camponês cultiva o prazo,
Não dá sequer para me aborrecer
Na extensão sem fim do campo raso.

Sem fim, a vida, deixa se correr
Lisa e fatal, serena, sem acaso.
E acontece o que tem de acontecer
Como quem já da vida não faz caso.

Nada se passa aqui de extraordinário:
Tudo assim, como peixe no aquário,
Sem relevo, sem isto, sem aquilo;

Muito bucólico a favor da besta,
O campo, sim, é esta coisa fresca...
Coaxar de rãs, a música do estilo.</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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		<item>
		<title>Ana Hatherly &#8211; &#8220;Balada do país que dói&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/ana-hatherly-balada-do-pais-que-doi/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 15:51:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ana Hatherly]]></category>
		<category><![CDATA[Balada do país que dói]]></category>

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		<description><![CDATA[Ana Hatherly, professora, escritora e artista plástica, portuguesa. Professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia, em Berkeley. O barco vai o barco vem português vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ana Hatherly, professora, escritora e artista plástica, portuguesa.<br />
Professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia, em Berkeley.</em></p>
<p>O barco vai<br />
o barco vem</p>
<p>português vai<br />
português vem</p>
<p>o corpo cai<br />
o corpo dói</p>
<p>português vai<br />
português cai</p>
<p>o barco vai<br />
o barco vem</p>
<p>português vai<br />
português vem</p>
<p>o país cai<br />
o país dói</p>
<p>o tempo vai<br />
o tempo dói</p>
<p>português cai<br />
português vai<br />
português sai<br />
português dói</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Ana Hatherly, professora, escritora e artista plástica, portuguesa. Professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica,</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Ana Hatherly, professora, escritora e artista plástica, portuguesa.
Professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia, em Berkeley.


O barco vai
o barco vem

português vai
português vem

o corpo cai
o corpo dói

português vai
português cai

o barco vai
o barco vem

português vai
português vem

o país cai
o país dói

o tempo vai
o tempo dói

português cai
português vai
português sai
português dói</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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	</item>
		<item>
		<title>Fernando Namora &#8211; &#8220;Veio o estio, Cacilda&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/fernando-namora-veio-o-estio-cacilda/</link>
		<comments>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/fernando-namora-veio-o-estio-cacilda/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:18:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Namora]]></category>
		<category><![CDATA[Cacilda]]></category>
		<category><![CDATA[Veio o estio]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Namora (Condeixa-a-Nova, 15 de Abril de 1919 &#8211; Lisboa, 31 de Janeiro de 1989) de nome completo Fernando Gonçalves Namora, médico e escritor português, autor de uma extensa obra que, durante os anos 70 e 80, foi das mais divulgadas e traduzidas. Chiar de bois, milho amarelo, suor na gente, sestas na terra, poços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Fernando Namora (Condeixa-a-Nova, 15 de Abril de 1919 &#8211; Lisboa, 31 de Janeiro de 1989) de nome completo Fernando Gonçalves Namora, médico e escritor português, autor de uma extensa obra que, durante os anos 70 e 80, foi das mais divulgadas e traduzidas.</em></p>
<p>Chiar de bois,<br />
milho amarelo,<br />
suor na gente,<br />
sestas na terra,<br />
poços sem água,<br />
os dias grandões!</p>
<p>Veio o estio, Cacilda!</p>
<p>Leva ao monte o almoço do teu home<br />
e beija-lhe a testa suada<br />
se ainda souberes!</p>
<p>Olha o campo doirado,<br />
as espigas inchadas,<br />
os pássaros no figo,<br />
os moscardos no gado,<br />
os meninos despidos!</p>
<p>Veio o estio, Cacilda!<br />
Guarda o sono para o inverno<br />
que é preciso encher o lar!</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Fernando Namora (Condeixa-a-Nova, 15 de Abril de 1919 - Lisboa, 31 de Janeiro de 1989) de nome completo Fernando Gonçalves Namora, médico e escritor português, autor de uma extensa obra que, durante os anos 70 e 80, foi das mais divulgadas e traduzidas.</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Fernando Namora (Condeixa-a-Nova, 15 de Abril de 1919 - Lisboa, 31 de Janeiro de 1989) de nome completo Fernando Gonçalves Namora, médico e escritor português, autor de uma extensa obra que, durante os anos 70 e 80, foi das mais divulgadas e traduzidas.


Chiar de bois,
milho amarelo,
suor na gente,
sestas na terra,
poços sem água,
os dias grandões!

Veio o estio, Cacilda!

Leva ao monte o almoço do teu home
e beija-lhe a testa suada
se ainda souberes!

Olha o campo doirado,
as espigas inchadas,
os pássaros no figo,
os moscardos no gado,
os meninos despidos!

Veio o estio, Cacilda!
Guarda o sono para o inverno
que é preciso encher o lar!</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
		<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
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	</item>
		<item>
		<title>Cláudio Neves &#8211; &#8220;O cão&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/claudio-neves-o-cao/</link>
		<comments>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/claudio-neves-o-cao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 10:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cláudio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[o cão]]></category>

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		<description><![CDATA[(Rio de Janeiro, 1968) Poeta, ficcionista, ensaísta, crítico literário e professor, é bacharel em Comunicação Social e licenciado em Língua Portuguesa. O cão que juntos vimos numa esquina. O peixe que agonizava à nossa frente. A onda na direção de nossas filhas, a quem pedimos não quebrasse sobre elas. O cacto que te comprei na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Rio de Janeiro, 1968) Poeta, ficcionista, ensaísta, crítico literário e professor, é bacharel em Comunicação Social e licenciado em Língua Portuguesa.</em></p>
<p>O cão que juntos vimos numa esquina.<br />
O peixe que agonizava à nossa frente.<br />
A onda na direção de nossas filhas,<br />
a quem pedimos não quebrasse sobre elas.</p>
<p>O cacto que te comprei na feira<br />
e que te faz sorrir<br />
quando o entrego<br />
ainda hoje nos meus pensamentos.</p>
<p>Tudo isso farei eterno,<br />
se me confias teu corpo sem ruído,<br />
se sufocas teu grito para que não nos ouçam<br />
as crianças no quarto contíguo,<br />
para que não descubra o tempo<br />
o cão, a onda, o cacto,<br />
teu corpo jugulado e inconsentido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.estudioraposa.com/index.php/19/01/2012/claudio-neves-o-cao/feed/</wfw:commentRss>
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			<itunes:keywords>Cláudio Neves,o cão</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>(Rio de Janeiro, 1968) Poeta, ficcionista, ensaísta, crítico literário e professor, é bacharel em Comunicação Social e licenciado em Língua Portuguesa. O cão que juntos vimos numa esquina. O peixe que agonizava à nossa frente. </itunes:subtitle>
		<itunes:summary>(Rio de Janeiro, 1968) Poeta, ficcionista, ensaísta, crítico literário e professor, é bacharel em Comunicação Social e licenciado em Língua Portuguesa.


O cão que juntos vimos numa esquina.
O peixe que agonizava à nossa frente.
A onda na direção de nossas filhas,
a quem pedimos não quebrasse sobre elas.

O cacto que te comprei na feira
e que te faz sorrir
quando o entrego
ainda hoje nos meus pensamentos.

Tudo isso farei eterno,
se me confias teu corpo sem ruído,
se sufocas teu grito para que não nos ouçam
as crianças no quarto contíguo,
para que não descubra o tempo
o cão, a onda, o cacto,
teu corpo jugulado e inconsentido.</itunes:summary>
		<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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