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	<title>Estúdio Raposa</title>
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	<description>Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue.</description>
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	<itunes:summary>Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida nova, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue.</itunes:summary>
	<itunes:author>Luis Gaspar</itunes:author>
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	<managingEditor>estudioraposa@gmail.com (Luis Gaspar)</managingEditor>
	<copyright>2006-2012</copyright>
	<itunes:subtitle>Audioblogue do Luis Gaspar</itunes:subtitle>
	<itunes:keywords>Literatura, poesia, autores, escritores, poetas, declamação, raposa, historias</itunes:keywords>
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		<title>Estúdio Raposa</title>
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	<itunes:category text="Arts">
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		<title>Alberto Pimenta &#8211; &#8220;Porco trágico&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 12:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pimenta]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Porco trágico]]></category>

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		<description><![CDATA[conheço um poeta que diz que não sabe se a fome dos outros é fome de comer ou se é só fome de sobremesa alheia. a mim o que me espanta não é a sua ignorância: pois estou habituado a que os poetas saibam muito de si e pouco ou nada dos outros. o que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>conheço um poeta<br />
que diz que não sabe se a fome dos outros<br />
é fome de comer<br />
ou se é só fome de sobremesa alheia.</p>
<p>a mim o que me espanta<br />
não é a sua ignorância:<br />
pois estou habituado a que os poetas saibam muito de si<br />
e pouco ou nada dos outros.</p>
<p>o que me espanta<br />
é a distinção que ele faz:<br />
como se a fome da sobremesa alheia<br />
não fosse<br />
fome de comer<br />
também.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Alberto Pimenta &#8211; &#8220;Civilidade&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 12:42:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pimenta]]></category>
		<category><![CDATA[Civilidade]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[não tussa madame reprima a tosse não espirre madame reprima o espirro não soluce madame reprima o soluço não cante madame reprima o canto não arrote madame reprima o arroto não cague madame reprima a merda e quando estourar que seja devagarinho e sem incomodar, ok madame? ok, monsieur.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>não tussa madame<br />
reprima a tosse</p>
<p>não espirre madame<br />
reprima o espirro</p>
<p>não soluce madame<br />
reprima o soluço</p>
<p>não cante madame<br />
reprima o canto</p>
<p>não arrote madame<br />
reprima o arroto</p>
<p>não cague madame<br />
reprima a merda</p>
<p>e quando estourar<br />
que seja devagarinho<br />
e sem incomodar, ok madame?</p>
<p>ok, monsieur.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Alberto Pimenta &#8211; &#8220;Filho da puta&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 22:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Pimenta]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Filho da puta]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[O pequeno filho-da-puta é sempre um pequeno filho-da-puta; mas não há filho-da-puta, por pequeno que seja, que não tenha a sua própria grandeza, diz o pequeno filho-da-puta. no entanto, há filhos-da-puta que nascem Grandes e filhos-da-puta que nascem pequenos, diz o pequeno filho-da-puta. de resto, os filhos-da-puta não se medem aos palmos,diz ainda o pequeno [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O pequeno filho-da-puta<br />
é sempre<br />
um pequeno filho-da-puta;<br />
mas não há filho-da-puta,<br />
por pequeno que seja,<br />
que não tenha<br />
a sua própria<br />
grandeza,<br />
diz o pequeno filho-da-puta.</p>
<p>no entanto, há<br />
filhos-da-puta que nascem<br />
Grandes e filhos-da-puta<br />
que nascem pequenos,<br />
diz o pequeno filho-da-puta.<br />
de resto,<br />
os filhos-da-puta<br />
não se medem aos<br />
palmos,diz ainda<br />
o pequeno filho-da-puta.</p>
<p>o pequeno<br />
filho-da-puta<br />
tem uma pequena<br />
visão das coisas<br />
e mostra em<br />
tudo quanto faz<br />
e diz<br />
que é mesmo<br />
o pequeno<br />
filho-da-puta.</p>
<p>no entanto,<br />
o pequeno filho-da-puta<br />
tem orgulho<br />
em ser<br />
o pequeno filho-da-puta.<br />
todos os grandes<br />
filhos-da-puta<br />
são reproduções em<br />
ponto grande<br />
do pequeno<br />
filho-da-puta,<br />
diz o pequeno filho-da-puta.</p>
<p>dentro do<br />
pequeno filho-da-puta<br />
estão em ideia<br />
todos os grandes filhos-da-puta,<br />
diz o<br />
pequeno filho-da-puta.<br />
tudo o que é mau<br />
para o pequeno<br />
é mau<br />
para o grande filho-da-puta,<br />
diz o pequeno filho-da-puta.</p>
<p>o pequeno filho-da-puta<br />
foi concebido<br />
pelo pequeno senhor<br />
à sua imagem<br />
e semelhança,<br />
diz o pequeno filho-da-puta.</p>
<p>é o pequenofilho-da-puta<br />
que dá ao grande<br />
tudo aquilo de que<br />
ele precisa<br />
para ser o grande filho-da-puta,<br />
diz o<br />
pequeno filho-da-puta.<br />
de resto,<br />
o pequeno filho-da-puta vê<br />
com bons olhos<br />
o engrandecimento<br />
do grande filho-da-puta:<br />
o pequeno filho-da-puta<br />
o pequeno senhor<br />
Sujeito Serviçal<br />
Simples Sobejo<br />
ou seja,<br />
o pequeno filho-da-puta.</p>
<p>o grande filho-da-puta<br />
também em certos casos começa<br />
por ser<br />
um pequeno filho-da-puta,<br />
e não há filho-da-puta,<br />
por pequeno que seja,<br />
que não possa<br />
vir a ser<br />
um grande filho-da-puta,<br />
diz o grande filho-da-puta.</p>
<p>no entanto,<br />
há filhos-da-puta<br />
que já nascem grandes<br />
e filhos-da-puta<br />
que nascem pequenos,<br />
diz o grande filho-da-puta.</p>
<p>de resto,<br />
os filhos-da-puta<br />
não se medem aos<br />
palmos, diz ainda<br />
o grande filho-da-puta.</p>
<p>o grande filho-da-puta<br />
tem uma grande<br />
visão das coisas<br />
e mostra em<br />
tudo quanto faz<br />
e diz<br />
que é mesmo<br />
o grande filho-da-puta.</p>
<p>por isso<br />
o grande filho-da-puta<br />
tem orgulho em ser<br />
o grande filho-da-puta.</p>
<p>todos<br />
os pequenos filhos-da-puta<br />
são reproduções em<br />
ponto pequeno<br />
do grande filho-da-puta,<br />
diz o grande filho-da-puta.</p>
<p>dentro do<br />
grande filho-da-puta<br />
estão em ideia<br />
todos os<br />
pequenos filhos-da-puta,<br />
diz o<br />
grande filho-da-puta.</p>
<p>tudo o que é bom<br />
para o grande<br />
não pode<br />
deixar de ser igualmente bom<br />
para os pequenos filhos-da-puta,<br />
diz<br />
o grande filho-da-puta.</p>
<p>o grande filho-da-puta<br />
foi concebido<br />
pelo grande senhor<br />
à sua imagem e<br />
semelhança,<br />
diz o grande filho-da-puta.</p>
<p>é o grande filho-da-puta<br />
que dá ao pequeno<br />
tudo aquilo de que ele<br />
precisa para ser<br />
o pequeno filho-da-puta,<br />
diz o<br />
grande filho-da-puta.</p>
<p>de resto,<br />
o grande filho-da-puta<br />
vê com bons olhos<br />
a multiplicação<br />
do pequeno filho-da-puta:<br />
o grande filho-da-puta<br />
o grande senhor<br />
Santo e Senha<br />
Símbolo Supremo<br />
ou seja,<br />
o grande filho-da-puta.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Antero de Quental &#8211; &#8220;O que Diz a Morte&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/06/05/2013/antero-de-quental-o-que-diz-a-morte/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 17:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antero de Quental]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixai-os vir a mim, os que lidaram; Deixai-os vir a mim, os que padecem; E os que cheios de mágoa e tédio encaram As próprias obras vãs, de que escarnecem&#8230; Em mim, os Sofrimentos que não saram, Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem. As torrentes da Dor, que nunca param, Como num mar, em mim [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Deixai-os vir a mim, os que lidaram;<br />
Deixai-os vir a mim, os que padecem;<br />
E os que cheios de mágoa e tédio encaram<br />
As próprias obras vãs, de que escarnecem&#8230; </p>
<p>Em mim, os Sofrimentos que não saram,<br />
Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem.<br />
As torrentes da Dor, que nunca param,<br />
Como num mar, em mim desaparecem. &#8211; </p>
<p>Assim a Morte diz. Verbo velado,<br />
Silencioso intérprete sagrado<br />
Das cousas invisíveis, muda e fria, </p>
<p>É, na sua mudez, mais retumbante<br />
Que o clamoroso mar; mais rutilante,<br />
Na sua noite, do que a luz do dia. </p>
<p><em>Antero de Quental, in &#8220;Sonetos&#8221;</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Manuel Alegre &#8211; &#8220;Abril de Abril&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/24/04/2013/manuel-alegre-abril-de-abril/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 20:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manuel Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[25 Abril]]></category>
		<category><![CDATA[Abril de Abril]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Era um Abril de amigo Abril de trigo  Abril de trevo e trégua e vinho e húmus  Abril de novos ritmos novos rumos. Era um Abril comigo Abril contigo  ainda só ardor e sem ardil  Abril sem adjectivo Abril de Abril. Era um Abril na praça Abril de massas  era um Abril na rua Abril [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Era um Abril de amigo Abril de trigo<br />
 Abril de trevo e trégua e vinho e húmus <br />
Abril de novos ritmos novos rumos.</p>
<p>Era um Abril comigo Abril contigo <br />
ainda só ardor e sem ardil <br />
Abril sem adjectivo Abril de Abril.</p>
<p>Era um Abril na praça Abril de massas <br />
era um Abril na rua Abril a rodos <br />
Abril de sol que nasce para todos.</p>
<p>Abril de vinho e sonho em nossas taças<br />
 era um Abril de clava Abril em acto<br />
 em mil novecentos e setenta e quatro.</p>
<p>Era um Abril viril Abril tão bravo<br />
 Abril de boca a abrir-se Abril palavra <br />
esse Abril em que Abril se libertava.</p>
<p>Era um Abril de clava Abril de cravo<br />
 Abril de mão na mão e sem fantasmas<br />
 esse Abril em que Abril floriu nas armas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fernando Pessoa &#8211; &#8220;Não venhas&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/02/04/2013/fernando-pessoa-nao-venhas/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 14:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Não venhas sentar-te à minha frente]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não venhas sentar-te à minha frente, nem a meu lado;  Não venhas falar, nem sorrir.  Estou cansado de tudo, estou cansado,  Quero só dormir. Dormir até acordado, sonhando  Ou até sem sonhar,  Mas envolto num vago abandono brando  A não ter que pensar. Nunca soube querer, nunca soube sentir, até  Pensar não foi certo em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não venhas sentar-te à minha frente, nem a meu lado;<br />
 Não venhas falar, nem sorrir.<br />
 Estou cansado de tudo, estou cansado,<br />
 Quero só dormir.</p>
<p>Dormir até acordado, sonhando<br />
 Ou até sem sonhar,<br />
 Mas envolto num vago abandono brando<br />
 A não ter que pensar.</p>
<p>Nunca soube querer, nunca soube sentir, até <br />
Pensar não foi certo em mim.  <br />
Deitei fora entre urtigas o que era a minha fé,<br />
 Escrevi numa página em branco, «Fim».</p>
<p>As princesas incógnitas ficaram desconhecidas,<br />
 Os tronos prometidos não tiveram carpinteiro.<br />
 Acumulei em mim um milhão difuso de vidas,  <br />
Mas nunca encontrei parceiro.</p>
<p>Por isso, se vieres, não te sentes a meu lado, nem fales. <br />
Só quero dormir, uma morte que seja  <br />
Uma coisa que me não rale nem com que tu te rales<br />
— Que ninguém deseja nem não deseja.</p>
<p>Pus o meu Deus no prego. Embrulhei em papel pardo  <br />
As esperanças e ambições que tive,<br />
 E hoje sou apenas um suicídio tardo, <br />
Um desejo de dormir que ainda vive.</p>
<p>Mas dormir a valer, sem dignificação nenhuma,  <br />
Como um barco abandonado, <br />
Que naufraga sozinho entre as trevas e a bruma  <br />
Sem se lhe saber o passado.</p>
<p>E o comandante do navio que segue deveras  <br />
Entrevê na distância do mar<br />
 O fim do último representante das galeras,<br />
 Que não sabia nadar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>al berto &#8211; &#8220;Incêndio&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/27/03/2013/al-berto-incendio/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 17:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Al Berto]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[incendio]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[se conseguires entrar em casa e alguém estiver em fogo na tua cama e a sombra duma cidade surgir na cera do soalho e do tecto cair uma chuva brilhante contínua e miudinha &#8211; não te assustes são os teus antepassados que por um momento se levantaram da inércia dos séculos e vêm visitar-te diz-lhes [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>se conseguires entrar em casa e<br />
alguém estiver em fogo na tua cama<br />
e a sombra duma cidade surgir na cera do soalho<br />
e do tecto cair uma chuva brilhante<br />
contínua e miudinha &#8211; não te assustes</p>
<p>são os teus antepassados que por um momento se<br />
levantaram da inércia dos séculos e vêm visitar-te</p>
<p>diz-lhes que vives junto ao mar onde<br />
zarpam navios carregados com medos<br />
do fim do mundo &#8211; diz-lhes que se consumiu<br />
a morada de uma vida inteira e pede-lhes<br />
para murmurarem uma última canção para os olhos<br />
e adormece sem lágrimas &#8211; com eles no chão</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Léon Felipe &#8211; &#8220;Sei todas as histórias&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/27/03/2013/leon-felipe-sei-todas-as-historias/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 12:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[León Felipe]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Léon Felipe]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[sei todas as histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sei muitas coisas, é verdade. Apenas falo do que tenho visto. E já vi: que o berço do homem o embalam com histórias, que os gritos de angústia do homem os afogam com histórias, que o pranto do homem o tapam com histórias, que os ossos do homem os enterram com histórias, e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sei muitas coisas, é verdade.<br />
Apenas falo do que tenho visto.<br />
E já vi:<br />
que o berço do homem o embalam com histórias,<br />
que os gritos de angústia do homem os afogam com histórias,<br />
que o pranto do homem o tapam com histórias,<br />
que os ossos do homem os enterram com histórias,<br />
e que o medo do homem&#8230;<br />
inventou todas as histórias.<br />
Sei muito poucas coisas, é verdade,<br />
mas adormeceram-me com todas as histórias&#8230;<br />
e sei todas as histórias.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Loja da Raposa &#8211; &#8220;Demora em atender&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://www.estudioraposa.com/index.php/20/03/2013/loja-da-raposa-demora-em-atender/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2013 15:55:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Loja da Raposa. ringtones]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[Toques de telemóvel (ringtones) podem ser adquiridos, grátis, na Loja da Raposa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Toques de telemóvel (ringtones) podem ser adquiridos, grátis, na Loja da Raposa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cláudia Marczak &#8211; &#8220;Não me pergunte&#8230;&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 14:35:28 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cláudia Marczak]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Marczak]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Pergunte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me pergunte o que não sei, porque só sei daquilo que vivo e vivo sem saber o porquê. Não me ame como se eu fosse a única, pois em mim vivem várias, a pura, a puta, a filha, a mãe, e em nenhuma delas sou verdadeiramente eu. Não tente me entender, não compreendo meus [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não me pergunte o que não sei,<br />
porque só sei daquilo que vivo<br />
e vivo sem saber o porquê.<br />
Não me ame como se eu fosse a única,<br />
pois em mim vivem várias,<br />
a pura,<br />
a puta,<br />
a filha,<br />
a mãe,<br />
e em nenhuma delas sou verdadeiramente eu.<br />
Não tente me entender,<br />
não compreendo meus passos,<br />
apenas caminho,<br />
e tiro de cada gota de vida<br />
o que preciso para viver.<br />
Não me odeie,<br />
pois a linha que separa<br />
o ódio da paixão,<br />
é tênue demais,<br />
e a paixão é fogo que não queima,<br />
mas consome aos poucos o amor.<br />
Não pense em mais nada !<br />
Cala tua boca na minha<br />
e viva em mim os teus desejos.<br />
No meu hoje não existe amanhã.<br />
A noite já se vai tão alta&#8230;<br />
Não preciso saber mais nada.<br />
Nunca saberei.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ary dos Santos &#8211; &#8220;Os bonzinhos e os malvados&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 15:12:53 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Ary dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[bonzinhos. malvados]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Dum lado os bonzinhos com o seu ar sisudo andando aos passinhos dentro do veludo. Do outro os malvados cabelos ao vento de fatos coçados por bom e mau tempo. Dum lado os bonzinhos gordinhos, gulosos comendo pratinhos muito apetitosos. Do outro os malvados a ferrar o dente em grandes bocados de chouriço ardente. Dum [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dum lado os bonzinhos<br />
com o seu ar sisudo<br />
andando aos passinhos<br />
dentro do veludo.</p>
<p>Do outro os malvados<br />
cabelos ao vento<br />
de fatos coçados<br />
por bom e mau tempo.</p>
<p>Dum lado os bonzinhos<br />
gordinhos, gulosos<br />
comendo pratinhos<br />
muito apetitosos.</p>
<p>Do outro os malvados<br />
a ferrar o dente<br />
em grandes bocados<br />
de chouriço ardente.</p>
<p>Dum lado os bonzinhos<br />
com muito cuidado<br />
a dar beijinhos<br />
com dia aprazado.</p>
<p>Do outro os malvados<br />
a fazer amor<br />
sem dias marcados<br />
com frio ou calor.</p>
<p>Dum lado os bonzinhos<br />
muito estudiosos<br />
dizendo versinhos<br />
em salões ranhosos.</p>
<p>Do outro os malvados<br />
gritando na rua<br />
que os braços estão dados<br />
que a esperança está nua.</p>
<p>Dum lado os bonzinhos<br />
metidos na cama<br />
tomando chazinhos<br />
molhando o pijama.</p>
<p>Do outro os malvados<br />
os que dormem nus<br />
sonhando acordados<br />
com feixes de luz.</p>
<p>Dum lado os bonzinhos<br />
batendo nos tectos<br />
sempre que os vizinhos<br />
são mais incorrectos.</p>
<p>Do outro os malvados<br />
que fazem barulho<br />
despreocupados<br />
ao som do vasculho.</p>
<p>Teremos por certo<br />
os gostos trocados<br />
detesto os bonzinhos<br />
adoro os malvados.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pablo Neruda &#8211; &#8220;Gato&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Mar 2013 16:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pablo Neruda]]></category>

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		<description><![CDATA[Que bonito é um gato que dorme, dormir com as pernas e peso, dorme com suas unhas cruéis e seu sangue sanguinário, dorme com todos os anéis que como círculos queimados constroem uma geologia de uma cola cor de areia. Queria dormir como um gato com todos os pêlos do tempo, com uma lígua de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Que bonito é um gato que dorme,<br />
dormir com as pernas e peso,<br />
dorme com suas unhas cruéis<br />
e seu sangue sanguinário,<br />
dorme com todos os anéis<br />
que como círculos queimados<br />
constroem uma geologia<br />
de uma cola cor de areia.</p>
<p>Queria dormir como um gato<br />
com todos os pêlos do tempo,<br />
com uma lígua de siléx,<br />
com o sexo seco de fogo<br />
e depois não falar com ninguém,<br />
deitar-me sobre todo o mundo<br />
sobre as telhas e terra<br />
intensamente concentrado<br />
em caçar as ratas no sono.</p>
<p>Eu vi como ondula o gato dormindo: correndo na<br />
noite, no escuro, como água,<br />
E às vezes eles cairiam,<br />
talvez se enrolasse<br />
nu em montes de neve,<br />
cresce talvez dormindo<br />
como um tigre bisavô<br />
e salta para a escuridão<br />
telhados, nuvens e vulcões.<br />
Dorme, dorme gato noturno<br />
com cerimónias de bispo,<br />
o teu bigode de pedra:<br />
ordena todos os nossos sonhos,<br />
dirige a escuridão<br />
das nossa proezas sonhadas<br />
com o teu coração sanguinário<br />
e largo pescoço e longa cauda.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Versão em Português do &#8220;Admirável mundo&#8221; da BBC One</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Mar 2013 09:22:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Versão em Português do famoso vídeo da BBC One, &#8220;What A Wonderful World&#8221;. Voz é de Luís Gaspar e a Produção da banda sonora, do Estúdio Raposa. A música, numa versão ao piano, é de Bob Thiele e George David Weiss, gravada pela primeira vez por Louis Armstrong em 1967. Esta canção, inicialmente, não obteve [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Versão em Português do famoso vídeo da BBC One, &#8220;What A Wonderful World&#8221;.<br />
Voz é de Luís Gaspar e a Produção da banda sonora, do Estúdio Raposa.<br />
A música, numa versão ao piano, é de Bob Thiele e George David Weiss, gravada pela primeira vez por Louis Armstrong em 1967. Esta canção, inicialmente, não obteve êxito nos Estados Unidos, onde vendeu menos de 1000 cópias, mas foi um grande sucesso no Reino Unido, onde foi uma campeã de vendas em 1968.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/60841970" width="500" height="375" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Gigi Manzarra &#8211; &#8220;A tua voz&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 14:29:09 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Gigi Manzarra]]></category>
		<category><![CDATA[A tua voz]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A tua voz é um néctar que eu bebo bem devagarzinho&#8230; Melodia doce que me embala, levando meu pensamento por caminhos nunca desvendados.  Não quero teu corpo, nem teu amor!  Viajo no espaço, de olhos fechados, escutando o som doce e envolvente da tua voz, que desperta em mim todos os sentidos e me faz sonhar [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A tua voz é um néctar que eu bebo bem devagarzinho&#8230; Melodia doce que me embala, levando meu pensamento por caminhos nunca desvendados.  Não quero teu corpo, nem teu amor!  Viajo no espaço, de olhos fechados, escutando o som doce e envolvente da tua voz, que desperta em mim todos os sentidos e me faz sonhar inarráveis loucuras.  Penetras no mais profundo do meu mundo e ocupas todos os vazios. São minutos de prazer e imaginação, quando te ouço&#8230;  Não preciso falar, muito menos te permitir saber o que sinto. És a fuga errada de um caminho sempre certo, a revolta calada da igual rotina, o segredo escondido na minha vontade que não podes alterar. Eu só quero a tua voz no meu pensamento, dentro da minha vida, por minutos, por horas, por tempo indefinido, o que isso importa?  Nada deve ser mudado, nada deve ser dito!  Te amo sem amar e te quero sem querer, misto de uma estranha paixão com sabor ao maior e mais gostoso pecado, irreal e passageiro que não merece nome, prisioneiro invisível da minha mente.  Proibido e incógnito, te dou o direito de existir dentro de Mim, mas nunca te libertarei para fora do meu misterioso mundo, para não existir a possibilidade de sermos Nós&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Gigi Manzarra &#8211; &#8220;Requiem a um sentimento&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 14:24:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Gigi Manzarra]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Requiem a um sentimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Jogo através do vento, as dúvidas secretas do meu destino e como sombra sorrateira, procuro nelas a sina escrita do meu amor. Atravesso a ilusão da eternidade e descubro que a labareda ardente que nos consumia, não me queima mais.  Metamorfose lenta e imperceptível de um sentimento quente embalado nos braços de uma amizade morna, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Jogo através do vento, as dúvidas secretas do meu destino e como sombra sorrateira, procuro nelas a sina escrita do meu amor. Atravesso a ilusão da eternidade e descubro que a labareda ardente que nos consumia, não me queima mais.  Metamorfose lenta e imperceptível de um sentimento quente embalado nos braços de uma amizade morna, que o reduziu a uma pequena brasa que agora agoniza chorando dentro do meu peito.  Sopro com força a brasa incolor que ruboriza tímida, sem ter a certeza se quer acender.  No espelho da alma, a saudade me culpa o coração inconstante de vontade rebelde que não sabe amar.  Olhando o teu rosto, mergulho neste sentimento tépido e questiono o porquê da minha quente paixão ter-se esvaecido no balanço monótono do tempo.  Sobressalto o meu coração para acordá-lo, mas é tarde demais e me rendo sem luta a esse sono profundo de um sentimento morno a que o condenei!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Gigi Manzarra &#8211; &#8220;Prazer&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 14:18:03 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Gigi Manzarra]]></category>
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		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha mão percorre deslizando, a pele bronzeada pelo sol. Desenha riscos imaginários que deliciam teu corpo moreno e aquecem meu desejo de mulher. Escultura esbelta e quente, que povoa meus sonhos e os transforma em filme colorido exibido só para mim.  Teus olhos brilham, mergulhando no fogo ardente dos meus, aumentando a labareda alta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A minha mão percorre deslizando, a pele bronzeada pelo sol. Desenha riscos imaginários que deliciam teu corpo moreno e aquecem meu desejo de mulher. Escultura esbelta e quente, que povoa meus sonhos e os transforma em filme colorido exibido só para mim.  Teus olhos brilham, mergulhando no fogo ardente dos meus, aumentando a labareda alta do prazer!  O teu perfume, que conheço sem precisar te ver, acorda todos os meus sentidos, ao deixar transbordar a vontade de te possuir.  Meu corpo estremece numa entrega total, se abandonando ao sabor louco e selvagem de sensações incontáveis que nunca serão iguais. Sou presa fácil e espontânea de um comando que vem de ti, numa voz macia e rouca, que me fala em silêncio, com a força de um grito! Minutos de êxtase, pedacinhos soltos de sedução, que escreverão na memória, uma folha de vida para não mais esquecer. Tatuagem profunda que rasgou a minha pele, marcando para sempre meu corpo com o teu amor!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gigi Manzarra &#8211; &#8220;Goles de paixão&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 14:13:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Goles de prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Embriago-me com o néctar do teu corpo nu!  Como num cálice valioso, encosto os lábios quentes e sorvo aos poucos, bem devagar, o sabor tão doce que se desprende de ti.  Permito sem lutar, que os efeitos etílicos se espalhem sem pudor por todos os meus inebriados sentidos. Perdida no lascivo mergulho&#8230;e já bêbada de ti, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Embriago-me com o néctar do teu corpo nu!  Como num cálice valioso, encosto os lábios quentes e sorvo aos poucos, bem devagar, o sabor tão doce que se desprende de ti.  Permito sem lutar, que os efeitos etílicos se espalhem sem pudor por todos os meus inebriados sentidos. Perdida no lascivo mergulho&#8230;e já bêbada de ti, em êxtase, prisioneira e algoz, te uso e me entrego a esse mágico encantamento de uma insidiosa e desmedida paixão, que transforma o vermelho do meu sangue no precioso néctar que roubo de ti.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Gigi Manzarra &#8211; &#8220;Escuta o silêncio&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 14:07:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Escuta o silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Chiiiiuu&#8230; Não fales, somente escuta&#8230; Escuta o silêncio que se desprende dos olhares, dos gestos disfarçados, das palavras não ditas.  Escuta os sentimentos que não necessitam de som para serem ouvidos.  Afasta a errónea ideia de que o certo é o que foi estabelecido por outros, que assim seria.  Entrega-te sem reservas ao que as batidas do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Chiiiiuu&#8230; Não fales, somente escuta&#8230; Escuta o silêncio que se desprende dos olhares, dos gestos disfarçados, das palavras não ditas.  Escuta os sentimentos que não necessitam de som para serem ouvidos.  Afasta a errónea ideia de que o certo é o que foi estabelecido por outros, que assim seria.  Entrega-te sem reservas ao que as batidas do teu coração sussurram docemente.  Grita como desabafo no alto de um monte e permite que a brisa morna carregue no seio os teus segredos.  A seguir fecha os olhos, abstrai-te e mentaliza um mundo invisível de mistério, onde todos os problemas têm um final feliz.  Escuta o teu espírito livre das correntes do corpo e deixa que ele voe pelos campos da vida. Não o amarres, nem dês a ninguém o poder de fazê-lo.  Escuta os pássaros, que na sua sabedoria não falam, atravessam a vida cantando&#8230; Permite que a gargalhada ecoe na claridade do teu dia, apesar da opressão do escuro da noite anterior.  Acredita, acredita sempre que tudo é possível, até que o impossível bata na porta e entre sem ser convidado.  Chora quando for preciso, com a condição de que essas lágrimas limpem e vertam até extinguir todo o sofrimento em cada gota. &#8230;Mas acima de tudo &#8230;.não fales agora, somente escuta&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gigi Manzarra &#8211; &#8220;Insegurança adulta&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 14:01:24 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Gigi Manzarra]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança adulta]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Coloca tua mão sobre a minha cabeça, afaga meus cabelos e conta-me uma história bonita com final feliz.  Sussurra-me no ouvido uma doce música de ninar até o sono se aproximar de mansinho.  Afasta para bem longe o lobo mau e todos os outros vilões que teimam em atormentar a minha vida.  Faz com que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Coloca tua mão sobre a minha cabeça, afaga meus cabelos e conta-me uma história bonita com final feliz.  Sussurra-me no ouvido uma doce música de ninar até o sono se aproximar de mansinho.  Afasta para bem longe o lobo mau e todos os outros vilões que teimam em atormentar a minha vida.  Faz com que o amor desenhado no teu sorriso puro, seja a bandeira da nossa antiga história.  Sê meu príncipe encantado, montado num cavalo branco, bramindo uma espada que brilha à luz do sol e ofusca com valentia as minhas dúvidas e medos.  Não permitas que a sombra se esgueire pelo labirinto da claridade dos meus sentimentos.  Defende-me de todos os males e agruras&#8230; Defende-me principalmente de mim!!</p>
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		<title>Leonor Alvim &#8211; &#8220;Medusa&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Feb 2013 17:53:45 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Leonor Alvim]]></category>
		<category><![CDATA[estudio raposa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Medusa]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Longínquas paragens irás sozinho Nas tuas asas pairo, sou penas e sou garras Que finco em teus flancos de aventuras… Estarei presente em todos os suspiros, olhares Amores, parte da tua carne que devoro E em fino mármore se transforma Quando em ti penso e te envolvo em meu abraço!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Longínquas paragens irás sozinho<br />
Nas tuas asas pairo, sou penas e sou garras<br />
Que finco em teus flancos de aventuras…<br />
Estarei presente em todos os suspiros, olhares<br />
Amores, parte da tua carne que devoro<br />
E em fino mármore se transforma<br />
Quando em ti penso e te envolvo em meu abraço!</p>
]]></content:encoded>
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