Nota biográfica

Ângelo de Lima, (1872-1921)frequentou o Colégio Militar e a Academia de Belas-Artes, e, depois de uma breve estada em África, regressou, doente, tendo recolhido ao Hospital do Conde de Ferreira, onde se manteve até 1898. Em 1900 é de novo internado no Hospital de Rilhafoles, em Lisboa, como doente mental, onde morreu vinte e um anos mais tarde.

Angelo Lima – “Pára-me de repente…”

25.09.2017 | Produção e voz: Luís Gaspar

Pára-me de repente o Pensamento…
– Como se de repente sofreado
Na Doida Correria… em que, levado…
– Anda em Busca… da Paz… do Esquecimento.

– Pára Surpreso… Escrutador…
Atento Como pára… um Cavalo
Alucinado
Ante um Abismo… ante seus pés rasgado…
– Pára… e Fica… e Demora-se um Momento…

Vem trazido na Doida Correria Pára
à beira do Abismo e se demora

E Mergulha na Noite, Escura e Fria Um
Olhar d’Aço, que na Noite explora…

– Mas a Espora da dor seu flanco estria…

– E Ele Galga… e Prossegue… sob a Espora!

(A imagem é uma fotografia do poeta)

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