Nota biográfica >>

Arredondou a barriga da mãe há 51 anos. O sol de Angola brilhou à sua chegada. Já roída pela saudade voltou a Portugal. Como muitos... como muitos... Deambulou, buscando poiso. Encontrou-o no local onde o Cávado enche a barriga do mar. Em Esposende amou, teve 4 filhos e maturou as palavras. Perdeu... cresceu...chegou à idade da madureza. Em 2007 lançou "Vozes do Vento". Talvez atordoada com as rajadas do vento norte,Encantada pela suave modorra das águas prateadas do rio,Dois mil e oito aparece-nos com as palavras aguareladas pelo Henrique do Vale.Esta Mulher, Mãe, Amante, Poeta, é Ana Paula Lavado. (Palavras da autora)

Ana Paula Lavado – “Nenhum verso…”

10.04.2012

Nenhum verso fala de mim
nem do que eu penso
nem do que eu sinto
nem do que eu sou.

Na realidade,
as palavras são apenas
um jogo de letras
mais ou menos cinzelado
ao gosto de cada um.
E poucos, muito poucos
fazem delas seres vivos e humanos.

Eu não lhes dou vida.
Trabalho-as com mais ou menos nexo
ou talvez sem nexo,
porque dele não sinto falta
nem faz falta o que sou!

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